— Jesus! — eu pulei, assustada. — O que... o que posso fazer pelo senhor, detetive? Está procurando um bom advogado de direitos civis?
— Não, obrigado. — Ele levantou as mãos num gesto de paz. — Só vim conversar com você. Acho que fui um pouco duro demais ontem, quando estava inspecionando aquele carro. Acho que devo ter te assustado, não é?
Na verdade, foi o contrário. Pelo que eu lembrava, eu é que o tinha assustado até ele voltar aos protocolos corretos de investigação.
— Não se preocupe, estou bem. — garanti.
— E, bem... talvez eu não tenha sido muito educado com você. Você só estava olhando o carro, certo? Então... vim me desculpar.
— Não precisava… — comecei a dizer.
— Que gentileza a sua. — Sarah me interrompeu, com um sorriso. — A gente agradece por ter vindo.
— É, ótimo. — ele continuou, um pouco sem jeito. — Enfim, me desculpe. Eu estava sob pressão pra pegar aquele criminoso, e minhas investigações estão meio lentas, então... percebi que isso é culpa minha. Então, é isso. D