Quando cheguei aos portões da casa de Daniel, não recebi a mesma recepção da primeira vez. O carro esportivo de luxo do Daniel fora recebido com muito mais entusiasmo do que eu. Os seguranças estavam lá de novo — mas simplesmente me ignoraram. Taquei a mão na buzina do meu carro novo, que não era realmente meu. Nada aconteceu. Senti o peso do olhar deles, mas não vi movimento algum. Pelo menos eu não estava na mira de suas armas.
— Escuta aqui, bonitão, eu preferia não ter que pular o muro, mas juro que pulo. Eu preciso falar com o Daniel! — gritei.
Nada. Nem um pio.
— Ou então posso simplesmente jogar o carro contra o portão. Seria uma pena estragar um carro tão bonito, não acham? E o portão também.
Silêncio.
— Que tal se eu tirar toda a roupa bem aqui e fizer um escândalo pra vizinhança gravar com o celular? Aposto que a casa vai ficar ótima no YouTube. E o povo vai começar a se perguntar por que a mulher pelada louca quer tanto entrar nela!
Não sei se minhas ameaças fizeram diferen