No dia seguinte ccordei cedo, antes do Diogo, e andei na ponta dos pés pela casa para passar uma maquiagem básica e preparar um café da manhã rápido. Não tinha dormido o suficiente, mas a vida é assim mesmo às vezes. Com aquele tesouro estacionado na garagem, as coisas pareciam melhorar pela primeira vez em muito tempo, e eu podia abandonar um pouco minhas preocupações. Agora só faltava vender o carro — o que eu nunca tinha feito antes. Como é que se vende um carro, afinal? Eu só tinha comprado o meu há muitos anos, depois que o pai do Diogo foi embora…
Desci as escadas, lancei outro olhar para o carro caro e fui até o ponto de ônibus na esquina. Fazia tanto tempo que eu não pegava ônibus. “Começando com humildade…”, pensei, e depois ri de mim mesma. Se meus começos eram humildes, o que era o agora? Trabalhar como secretária e morar num apartamento de um quarto com meu filho? Eu tinha uma vida inteira humilde! Meu carro anterior — aquele que o Daniel tinha levado e sabe-se lá o que fe