Mundo de ficçãoIniciar sessãoEu Não Sou Submissa Ava Rocha de Lemos tem apenas 21 anos, mas já carrega o peso de uma vida inteira. Filha de imigrantes brasileiros nos Estados Unidos, precisou trancar a faculdade para trabalhar no lugar da mãe, que adoeceu. Entre faxinas, contas atrasadas e o cuidado com a família, Ava aprendeu cedo uma lição: quem luta todos os dias não se curva a ninguém. Mas o destino coloca em seu caminho Adán William Clifford II: bilionário, herdeiro de uma dinastia poderosa, e mestre em dominação desde os 18 anos. Para ele, todas as mulheres acabam se rendendo. Cresceu vendo a mãe se submeter cegamente ao pai, e acredita que submissão é o padrão natural de uma esposa. Quando Ava, sem saber, cruza com ele nos corredores da empresa, não imagina que aquele homem imponente, de quase dois metros de altura e olhar predatório, é o dono de tudo. Adán, fascinado pela morena de olhos verdes que não lhe deu atenção, decide testar seus limites. No fim do dia, Ava recebe um presente misterioso: uma coleira, uma máscara e um contrato. Só que, em vez de se dobrar, ela devolve o pacote com apenas uma frase rabiscada no papel: “Eu não sou submissa.” E é nesse “não” que começa o verdadeiro jogo. Ele, acostumado a dominar. Ela, determinada a não se render. Entre poder, desejo e resistência, uma guerra de vontades nasce — e, dessa vez, quem perder pode acabar apaixonado.
Ler maisReflexão da Autora — O lado psicológico do domínio e da submissãoEste livro começou mostrando um homem que acreditava ser dono do prazer, quando, na verdade, era prisioneiro dele.Adam, o protagonista, era um Dominador (Dom), um homem envolvido em práticas sadomasoquistas que ele acreditava controlar — mas que, no fundo, o controlavam.O seu comportamento nasceu de um trauma emocional.Ver a mãe sendo subjugada, humilhada e submissa a um homem autoritário marcou profundamente o seu inconsciente.Sem perceber, ele associou amor à submissão e respeito ao controle.E, como acontece com muitos, passou a repetir o padrão que o feriu — acreditando que o poder era a forma de não ser ferido novamente.Foi preciso uma mulher como Ava — intensa, engraçada, firme e verdadeira — para quebrar o ciclo.Com o humor ácido e o coração cheio de luz, ela mostrou a ele que o amor verdadeiro não se impõe, não domina, não humilha.Amar é caminhar lado a lado, e não acima do outro.Pelo olhar da psicologia
A Sereia e o TubarãoOs anos passaram… e, como Ava gostava de dizer, “sereia produz ovos”.Pois o tubarão, que não sossegava, fertilizou a sereia mais uma vez.E dessa vez, vieram duas meninas — gêmeas, como os irmãos.A cópia perfeita da mãe, com o mesmo olhar esperto e o mesmo sorriso sapeca.— Então, como vão se chamar as nossas princesas, meu amor? — perguntou Adam, enternecido, enquanto as observava dormindo no bercinho.Ava sorriu com aquele brilho que misturava doçura e travessura.— Afrodite e Hera, para combinar com os nomes dos irmãos.— E qual o significado desses nomes, minha sereia? — quis saber ele, curioso.— Afrodite representa o amor e a beleza — explicou Ava. — E Hera é a deusa da família e da fidelidade. As duas coisas que a gente aprendeu juntos, né?Adam riu, passando a mão no cabelo dela.— Então estamos cercados de divindades gregas. Hermes, Narciso, Afrodite e Hera… a casa vai virar o Monte Olimpo.Ela gargalhou.— Monte Olimpo, nada! Isso aqui é o Aquário da S
O Tempo e o PerdãoEra uma sexta-feira tranquila, véspera do aniversário de um ano dos gêmeos. Adam estava em seu escritório, revisando relatórios e escolhendo as fotos que seriam exibidas no telão da festa, quando a secretária anunciou:— Doutor, o seu pai está aqui.Adam levantou os olhos, surpreso.— Meu pai? — repetiu, descrente. — Manda entrar.O homem entrou devagar, com os cabelos grisalhos e um semblante cansado. Parecia ter envelhecido em apenas um ano.— O que o senhor quer? — perguntou Adam, direto.— Quero conhecer meus netos — respondeu o pai, a voz firme, mas carregada de arrependimento. — Precisei levar muito chifre para entender que a vida passa e que eu não sou mais um garoto.Adam cruzou os braços, cético.— E o senhor ainda está casado?O velho suspirou.— Não, cansei de ser corno.Adam soltou uma risada seca.— Engraçado. O senhor nunca pensou nisso quando fazia minha mãe sofrer, não é?— É — admitiu o pai, com os olhos marejados. — Perdi uma grande mulher. E, junt
O tempo passou depressa. Os gêmeos de Ava e Adam já estavam com quase dois meses quando Jeffrey apareceu no escritório, radiante, distribuindo sorrisos e cumprimentos.— Primo! — ele exclamou, entrando sem bater. — Você não vai acreditar!Adam levantou os olhos do computador e riu.— Pela sua cara, ou ganhou na loteria ou vieram trigêmeos.Jeffrey ergueu as mãos como quem mostra um troféu.— Exatamente! Trigêmeos! Duas meninas e um menino. Ainda bem que pelo menos um homem nasceu pra me ajudar a equilibrar a casa. —Adam levantou-se, rindo alto, e o abraçou.— Parabéns, cara! Vocês foram quase juntos conosco. Eu engravidei a Ava na lua de mel e você já tratou de me seguir.Jeffrey gargalhou.— Pois é, você foi mais apressado. Mas olha, primo, que experiência maravilhosa! As meninas são lindas, e o menino é a minha cara.Adam brincou:— Se nós não fôssemos primos, eu ia querer que os meus meninos namorassem com as suas filhas. São realmente lindas.Jeffrey jogou a cabeça pra trás e deu
E assim, o tempo foi passando.Carlinha, com o apoio e patrocínio do cunhado, conseguiu realizar um antigo sonho: montar o próprio site de relacionamentos. O projeto cresceu rápido, e logo virou sucesso. Ela ria, orgulhosa:— Se não fosse o Adam acreditar em mim, eu ainda estava presa nos aplicativos errados. —Ava respondia, brincando:— Você só montou esse site pra arrumar namorado, eu sei! —E as duas riam juntas, como boas irmãs.Enquanto isso, Ava seguia firme com a gestação — e comendo feito uma leoa faminta.— Amor, você está comendo demais — Adam dizia, preocupado.— Eu não sei o que acontece, parece que tem um buraco negro no meu estômago! — ela reclamava, rindo.O médico foi direto: dieta controlada, exercícios leves e vigilância com a pressão, pra evitar diabetes gestacional.Adam, sempre companheiro, fazia tudo junto: caminhadas, pilates, hidroginástica e até yoga.— Se eu tenho que me alongar, você também tem — ela implic
Com o passar das semanas, a rotina voltou ao ritmo sereno.Clarence já estava morando no novo apartamento, e a mãe de Ava ia três vezes por semana visitá-la, ajudando com o café, as costuras e a companhia. A Clarence começava a fazer sucesso com seus livros — histórias inspiradas nas próprias experiências e nos animais do abrigo. O dinheiro que ganhava, doava todo, pois escrevia “para ocupar a mente”, dizia, mas o coração generoso dela era o que realmente encantava os leitores.Enquanto isso, no lar dos recém-casados, a vida seguia doce, e barulhenta.— Amor, você está comendo demais ultimamente — Adam comentou, vendo Ava repetir o prato pela terceira vez no jantar.Ela ergueu as sobrancelhas, mastigando o último pedaço de lasanha.— Eu não sei o que está acontecendo, mas estou com uma fome desesperada! — respondeu, rindo.Ele olhou pra ela, meio divertido, meio intrigado.— Pois é, e eu reparei que a sua raba está maior... e as suas tetonas também





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