O CHEIRO DE GUERRA
Me joguei na cama ao lado da Carlinha com um baque abafado, esticando as pernas doloridas e soltando um bufo que veio lá do fundo do meu peito. A dor no meu pé esquerdo ainda latejava por causa do corte de manhã, mas estar no meu próprio quarto, conversando com a minha irmã, era como respirar ar puro depois de passar o dia inteiro numa tempestade de areia.
— Irmã, vamos combinar uma coisa de uma vez por todas? — comecei, encarando o teto com o olhar compenetrado. — Eu e você