Mundo ficciónIniciar sesiónRafaela é uma jovem bonita do interior de São Paulo que mora com sua mãe alcoólatra e seu padrasto. E apois sofrer uma tentativa de abuso pelo padrasto ela foge de casa e vai para o Rio de Janeiro. Por vários dias ficou dormindo no banco da rodoviária,e tentou arrumar emprego em vários lugares,mas não conseguiu. Ela não percebeu mas estava sendo observada por uma mulher chamada Lourrane,dona de um bordel de luxo da cidade. Certo dia uma essa mulher se aproximou dela e a convidou para ser dançarina em sua boate. Sem ter escolhas Rafaela aceita mal sabendo que a partir dali vai ser a escolhida de um grande mafioso.
Leer másÀs vezes eu penso em tudo que aconteceu.E sinceramente?Parece outra vida.Outra Valéria.Outra história.Outra garota.Porque quando olho para trás e lembro da menina de dezesseis anos andando pelo morro atrás do meu pai, querendo aprender tudo, querendo provar que era forte...Eu mal consigo acreditar que era eu.Muita coisa aconteceu desde então.Muita coisa mesmo.Eu amei.Eu perdi.Eu chorei.Eu sobrevivi.E principalmente...eu aprendi.Aprendi que algumas dores nunca vão embora.Mas a gente aprende a viver com elas.Aprende a carregar.Aprende a continuar.Porque a vida continua.Mesmo quando a gente acha que não vai conseguir.E foi exatamente isso que aconteceu.Os anos passaram.Roberto terminou os estudos.Virou médico.Um médico respeitado.Do jeito que sempre sonhou.E eu?Eu construí uma nova vida ao lado dele.Uma vida longe dos tiros.Longe das guerras.Longe de tudo que meu pai queria que nosso filho não conhecesse.E Deus sabe o quanto eu lutei para cumprir aquela p
A noite já tinha tomado conta de tudo.As luzes espalhadas pelos morros brilhavam ao longe, mas pareciam mais fracas agora.Como se até elas estivessem de luto.Sentados na varanda da antiga casa de Macário, Roberto e Valéria permaneciam abraçados em silêncio.O vento soprava devagar.E pela primeira vez em muitos dias não havia tiros.Não havia correria.Não havia rádios chiando.Só existia o som da dor tentando encontrar um lugar dentro deles.Roberto continuava com a mão sobre a barriga de Valéria.Ainda era estranho pensar que existia uma vida crescendo ali.Uma vida que não fazia ideia da quantidade de sofrimento que tinha acontecido antes mesmo de nascer.Ele ficou alguns segundos olhando para frente antes de finalmente falar.— Eu senti tanta raiva.A voz saiu baixa.Rouca.Valéria levantou os olhos para ele.Roberto respirou fundo.— Quando minha mãe morreu...As lágrimas voltaram imediatamente.— Eu queria matar todo mundo.Valéria apertou sua mão.Sem dizer nada.Ele continu
O silêncio que veio depois da guerra foi pior do que os tiros.Muito pior.Porque os tiros terminavam.O silêncio não.O silêncio deixava espaço para a dor.Para a ausência.Para a realidade.E a realidade era cruel.Cruel demais.O sol já começava a desaparecer no horizonte quando os homens finalmente conseguiram organizar tudo ao redor.Os corpos estavam sendo retirados.Os feridos recebiam atendimento.Os rádios continuavam transmitindo informações.Mas para aquela família...Nada mais importava.Porque Tiago já não estava mais ali.E Macário ainda respirava.Mas cada vez com mais dificuldade.Roberto permanecia ajoelhado ao lado do pai.Segurando sua mão.Sem coragem de soltar.Como se largar aquela mão fosse aceitar o inevitável.Como se ainda existisse alguma forma de impedir aquilo.— Pai...A voz dele saiu falha.Quebrada.Macário abriu os olhos lentamente.O rosto estava pálido.Cansado.Mas havia uma paz estranha em sua expressão.Talvez porque soubesse que o responsável por
O dia chegou.Durante semanas, Tiago havia se preparado.Durante semanas, Diógenes levantou informações.Durante semanas, homens de confiança investigaram cada passo, cada movimento e cada esconderijo ligado a César Preto.E naquela manhã, ninguém precisou dizer em voz alta o que todos sabiam.Era o dia que decidiria tudo.O ar parecia pesado.Difícil de respirar.Como se o próprio mundo estivesse esperando o que aconteceria nas próximas horas.Valéria acordou antes do amanhecer.Não conseguiu dormir direito.Roberto também não.Os dois permaneceram sentados na varanda durante boa parte da madrugada, em silêncio.Observando as luzes da cidade.Pensando em tudo que tinham perdido.Pensando no futuro.Pensando no filho que estava chegando.Até que Tiago apareceu.Já vestido.Já preparado.O olhar sério.Mais sério do que Valéria já tinha visto.— Vocês dois não vão entrar.Valéria levantou imediatamente.— Pai...— Não.A resposta veio firme.Sem espaço para discussão.— Eu já tomei min
Último capítulo