Mundo de ficçãoIniciar sessãoRafaela é uma jovem bonita do interior de São Paulo que mora com sua mãe alcoólatra e seu padrasto. E apois sofrer uma tentativa de abuso pelo padrasto ela foge de casa e vai para o Rio de Janeiro. É depois de várias tentativas de arrumar trabalho fracassadas ela dormindo na rodoviária uma mulher convidou ela para ser dançarina em sua boate. Sem ter escolhas aceita mal sabendo que A partir dali vai ser a escolhida por um grande mafioso da cidade.
Ler maisO morro parecia respirar tensão.Mesmo com o dia claro, mesmo com as pessoas tentando seguir rotina normal, dava pra sentir no ar que alguma coisa tinha mudado depois daquela noite. Os homens continuavam espalhados armados pelas entradas, os rádios não paravam de chiar e qualquer carro diferente fazia todo mundo entrar em alerta.E eu odiava aquilo.Odeava perceber que o medo tinha voltado a fazer parte da minha rotina.Porque durante anos eu me acostumei com perigo. Com conflito. Com guerra.Mas uma coisa era viver isso ao lado do Tiago.Outra completamente diferente era ver minha filha no meio.Depois do sequestro, alguma coisa dentro de mim tinha quebrado.Eu não conseguia mais fingir que tava tudo sob controle.Tiago ainda tentava manter postura firme, ainda organizava homem, segurança, movimentação… mas eu conhecia ele bem demais pra não perceber.Ele também tava preocupado.Muito mais do que demonstrava.Eu tava na cozinha olhando o café esfriar dentro da xícara quando ouvi pass
A notícia espalhou rápido.Rápido demais.Antes mesmo do sol subir completamente acima do morro, todo mundo já sabia que Darlan tava morto. O corpo largado perto da comunidade rival virou assunto em cada esquina, em cada viela, em cada grupo reunido nas portas das casas.E junto da notícia…veio o medo.Porque aquilo significava uma coisa: a guerra tinha ultrapassado qualquer chance de voltar atrás.No alto do morro, os homens de Tiago permaneciam espalhados armados observando toda movimentação suspeita. As motos não paravam. Os rádios chiavam o tempo inteiro. E mesmo com a invasão controlada, ninguém realmente acreditava que aquilo tinha acabado.Muito pelo contrário.Parecia só o começo.Na casa principal, o clima também era pesado.Tiago tava sentado na varanda olhando o movimento lá embaixo enquanto segurava uma xícara de café já fria. O ferimento do tiro ainda incomodava bastante, mas ele ignorava completamente.A cabeça tava longe.Pensando.Calculando.Porque as palavras de Dar
O morro não dormiu naquela noite.Mesmo depois da invasão ser controlada, mesmo com Darlan preso e os homens dele espalhados ou mortos pelas vielas, ninguém realmente relaxou.As motos continuavam circulando. Os rádios não paravam de chiar. Homens armados permaneciam posicionados em pontos estratégicos observando cada entrada da comunidade.O clima era de guerra iminente.Qualquer farol diferente fazia os homens levantarem as armas. Qualquer moto acelerando rápido demais deixava todo mundo em alerta.Diógenes ficou a madrugada inteira coordenando movimentação junto dos soldados espalhados pelo morro. Jápa permanecia na subida três supervisionando tudo pessoalmente enquanto alguns homens limpavam os rastros do confronto.Sangue ainda marcava o chão. Paredes destruídas pelos tiros. Vidros quebrados espalhados pelas vielas.A comunidade inteira sentia o peso daquilo.Dentro das casas, as pessoas cochichavam sobre a morte de Sérgio, sobre o sequestro de Valéria, sobre Tiago ter levado um
O beijo terminou devagar.Mas nenhum dos dois se afastou de verdade.Valéria continuava perto dele, a testa encostada na de Roberto enquanto os dois respiravam em silêncio. O quarto parecia estranhamente calmo comparado ao caos que ainda existia do lado de fora.Lá longe ainda dava pra ouvir moto subindo o morro. Homens falando no rádio. Carro acelerando.A guerra continuava viva.Mas naquele momento…os dois só conseguiam sentir um ao outro.Roberto passou a mão lentamente pelo rosto dela observando cada detalhe.Como se ainda precisasse confirmar que ela realmente tava ali.Livre.Viva.— Eu fiquei desesperado quando te levaram pra outra sala.A voz dele saiu baixa.Rouca pelo cansaço.Valéria abaixou os olhos imediatamente lembrando do momento.Os homens puxando ela pelo braço. O desespero. O medo de nunca mais ver ninguém.Ela fechou os olhos por um segundo.— Eu achei que eles fossem me matar.Roberto travou o maxilar imediatamente ouvindo aquilo.Porque durante o cativeiro ele t










Último capítulo