A noite já tinha tomado conta de tudo.
As luzes espalhadas pelos morros brilhavam ao longe, mas pareciam mais fracas agora.
Como se até elas estivessem de luto.
Sentados na varanda da antiga casa de Macário, Roberto e Valéria permaneciam abraçados em silêncio.
O vento soprava devagar.
E pela primeira vez em muitos dias não havia tiros.
Não havia correria.
Não havia rádios chiando.
Só existia o som da dor tentando encontrar um lugar dentro deles.
Roberto continuava com a mão sobre a barriga de V