Mundo ficciónIniciar sesiónRecém-casado, apaixonado e completamente obcecado por sua mulher. Esse é Felipe Seven... Até aquele maldito dia de lua de mel. Aurora, sua amada, encontrou o sono fatal. E Felipe viu seu sonho se tornando um pesadelo cruel. Uma passado em aberto. Nenhum beijo é capaz de despertar dessa vez. Felipe entra em escuridão, enquanto sua mulher dorme um sono profundo que parece não ter fim. O que espera esse casal trágico com o despertar de Aurora após anos em sono profundo?
Leer másO amor é uma flor lilás
Despertando para quem jamais a abandonou.
Felipe
— Meu amor, desperte desse sono infernal. Eu sinto sua falta.
Minha cabeça está sobre sua barriga enquanto seguro sua mão. Preciso sentir sua respiração, saber que não a perdi totalmente, que ainda tenho chance de ver seus lindos olhos dourados, ouvir sua voz me dizendo o quanto estou errado, seja lá qual for a discussão.
Ouço a porta se abrir. Pelo perfume forte já sei quem é. Finjo não notar sua presença. Espero que vá embora e volte em outro momento, quando eu não estiver.
— Senhor Seven? — Sinto seu toque em meu ombro, onde a mão se demora.
— Não me toque sem permissão. Não me toque nunca — digo, segurando sua mão pequena com a mão livre e apertando sem nenhuma delicadeza. — Você toca assim todos os pacientes e visitantes? Devo denunciá-la por assédio?
Diante da hostilidade, a mulher se afasta.
Essa enfermeira é muito inconveniente. Ela começou a cuidar de Aurora há poucos dias, e está sempre me tocando e dizendo merdas como devo seguir minha vida. Acho melhor ela ficar bem na dela ou...
Até me esqueço a enfermeira vadia diante do que acabou de acontecer.
— Amor? Aurora? Eu senti ela apertar minha mão. Deus! Chame o médico. AGORA! — grito quando ela fica me olhando com cara de paisagem.
Ela sai rapidamente do quarto com meu grito.
Fico esperando por mais movimentos, nada. O médico aparece faz todos os exames possíveis e me diz aquilo que não quero ouvir. “A condição dela não mudou, continua em um sono profundo inexplicável. Creio que o que sentiu foi espasmos apenas.”
Fui embora um trapo, mas um trapo cheio de esperanças. Não foi espasmos porra nenhuma. A minha mulher apertou a minha mão. Eu senti.
*
Dias depois, aqui estou eu novamente. Nesse hospital frio e sem cor.
— Aurora, o que faço para te acordar? Se eu te der um beijo, você abre os olhos? — Rio da pergunta que eu mesmo fiz, pois se dependesse de beijos ela já estaria acordada há muito tempo. Infelizmente a vida real está longe de ser um conto de fadas onde com um beijo desperta princesas adormecidas.
Solto sua mão e me afasto. Hoje estou mais irritado que o normal. Ainda não superei o “jantar” que nosso pai apresentou sua amada. Todos eles estavam com as mulheres que amavam, apenas a minha estava longe de mim, nesse maldita cama onde a mulher que ela mais confiou na vida a colocou. Aquela desgraçada da Malévola. Ninguém pode me culpar por manter aquele monstro acorrentado em uma cama, sendo torturada psicológica e fisicamente. Ela merece, por tudo que fez com minha esposa, todas as mentiras, todo o mal.
Fico pensando o que minha Aurora vai dizer sobre isso. Apesar de tudo, ela teve uma história com essa mulher, foram anos acreditando que a madrinha era a sua salvadora, quando tudo que a mulher fez foi estragar sua vida.
— Amor, desperte. Preciso da sua voz dizendo que estou fazendo tudo errado, que o lugar daquela bruxa é na cadeia. — Beijo suavemente sua mão, para a qual voltei como se precisasse de sua pele para respirar. Estou grudado como se fosse minha última esperança de não me perder. — Acorde e venha cuidar do Diablo. Aquele corvo maldito só obedece a dona. Ele sente sua falta, mas nem tanto quanto eu.
Solto um longo suspiro e deixo suavemente sua mão sobre a cama antes de levantar e caminhar até a pequena janela. Me perco em pensamentos enquanto observo a rua. Tanto que me assustei levemente com as mãos me abraçando por trás. Por milésimos de segundos fantasio que Aurora despertou e veio até a mim. O que passa assim que o perfume forte cutuca meu nariz.
— Em qual planeta você acha que um homem bem resolvido vai ser seduzido de forma tão vulgar apenas porque sua esposa estar em uma cama de hospital?
— Te vejo tão tenso. Posso te ajudar a relaxar. — Ela ignora o fora.
— Garota, tentei ignorar para não fazer merda, mas você pediu. — Afasto a mão dela com brusquidão e viro em sua direção. A tentativa de sedução em seu olhar vira medo. — A minha esposa é a mulher mais ciumenta do mundo, então vou te dar o primeiro e último aviso: Não se aproxime de nós, sequer me deixe te ver novamente, ou não trabalhará mais nesse hospital e em nenhum outro.
— Senhor, eu...
— Agora some daqui. SOME! — grito, quando ela permanece parada. Assustada com meu grito, e possivelmente com minha expressão nada boa, ela sai rapidamente da sala.
Estou sem sexo desde que Aurora foi atacada por sua madrinha, no dia do nosso casamento, exato momento em que sairíamos em lua de mel... e essa vadia vem se oferecer. Ninguém pode dizer que dei espaço ou sinais. Estou sempre um caco quando entro nesse lugar. Acho que meu corpo nem sabe mais o que é tesão.
Toda situação acaba me tirando do eixo. Perco a paciência e saio do quarto batendo a porta. Farei uma reclamação formal. Ou isso resolve as investidas dessa mulher ou posso perder a paciência e calar a boca dela em definitivo.
Desculpa, pelo barulho, meu amor. Sussurro em pensamento.
Aurora
— Ninguém toca no meu homem. — Ouço alguém dizer em um rosnado tão baixo que é quase imperceptível. Engraçado, parece muito a minha voz.
O barulho de uma porta se fechando com força me acorda. Demoro a me situar.
“Ninguém toca no meu homem.” Por que esse pensamento estranho, como se as palavras ditas fossem minhas? Eu nem tenho homem. O último foi o traste do Felipe Seven que tinha o único interesse foder com a filha do homem e da mulher que matou, que quase conseguiu me enganar. Se não fosse minha madrinha para me salvar de suas garras de abutre.
— O que estou fazendo nesse hospital? — olho ao redor. Não há ninguém no quarto comigo. — O que será que aconteceu? Será que meu plano de matá-lo deu errado e ele me mandou pro hospital? Maldito!
Fico falando sozinha, amaldiçoando Felipe e todos os Seven. Só me calo quando a porta se abre e uma mulher de uniforme branco me olha na cama e deixa uma prancheta cair.
— Ela acordou. Avise ao Seven para voltar. — Ela sai correndo dizendo essas palavras.
Apesar da dificuldade, consigo me levantar e sair do quarto. Não sei quanto tempo estou nesse hospital e nem porque estou com esse vestido branco como uma virgem pronta para o sacrifício. Talvez seja parte da tortura que eles prepararam para mim. Mas se enganam se pensam que deixarei que me peguem assim.
Aproveitando que não estou com roupa de hospital, eu me misturo com as pessoas. Pelo jeito é um lugar comum, sem ninguém me vigiando especificamente. Queria poder ver a cara deles ao entrar no quarto e não me encontrar, porém é arriscado ficar aqui. Preciso saber como minha madrinha está, agora que fui pega. Eu juro, Felipe Seven, se tiver machucado minha madrinha Malévola, você vai desejar morrer rápido.
MalévolaAnos antes...— Como assim?— Um Seven?— Puta merda!Espero cada um desses imbecis darem sua opinião sobre o que contei sobre o namoradinho da sonsa as Aurora.— Terminaram com a ladainha? Se sim, quero continuar, pois não contei quem é o namoradinho daquela peste para passar o tempo.— Fala. Estamos esperando. — Cassio, o maior babaca que já tive o desprazer de conhecer, diz.— É o seguinte... — Faço uma pequena pausa, até ter a atenção de todos. — Quero que juntem todos os que estão ferrados pelos Seven. Aqueles que não tem mais nada a perder. Farei esse momento virar a nossa chance de acabar com cada um deles ao mesmo tempo. Eles fazem muitos bailes...— Onde é impossível entrar. — Um deles me interrompe. Nem olho para saber quem foi.— O namoro de Aurora será minha chance de convencer alguém na casa a deixar meus amigos penetras entrarem... Algo do tipo. Sabem que sou bem persuasiva. Preparem-se.Algum tempo depois...— Acorda, bruxa. Eu não disse que poderia dormir.A v
Felipe— Bom dia, minha bela adormecida! — Estou sorrindo feito um garoto que perdeu a virgindade com a menina que sempre amou.— Por que não me mostra fotos? — franzo o rosto sem entender a pergunta repentina. — Fotos de nós dois. Você quer que eu acredite, mas não me mostra fotos, nada que prove.Até parece que não pensei nisso.Vou até a gaveta da mesa de cabeceira e pego o celular lilás, sua cor favorita. Caminho até a cama e sento na beira. Meu coração fica mais tranquilo quando ela não se afasta.— Pensei em fazer isso, mas hoje em dia as pessoas podem fraudar até vídeos. Desisti. Você estava muito propicia a não acreditar em mim. Mas se quiser, pode ver muita coisa aqui. Inclusive coisas que não podem ser fraudadas. — Entrego o telefone para ela.Aurora pega o aparelho e analisa.— E por que não me mostrou essas coisas então?— Pode parecer tolice, mas eu escolhi esperar que acreditasse e se lembrasse de mim. — Sorrio. — E não me arrependo. Mesmo sem te mostrar, olha onde você
AuroraO que foi que eu fiz? O que acabei de dizer?Foi tudo tão bom, tão gostoso. Me pareceu tão certo, que nem percebi as palavras saindo da minha boca.Tento escapar, mas Felipe me prende, ainda dentro de mim.— Não faz isso. Você me deu essa noite para viver como um casal. Não vou abrir mão de nenhum segundo dessa chance — diz com seriedade. — Vamos esquecer que você se assustou porque disse essas três palavras, eu vou me afastar, vamos nos vestir, sair e aproveitar a noite que me prometeu, ok?Que ousado! Eu não prometi nada, apenas disse aquilo no calor do momento.— Estou esperando sua resposta.— Ok. Pode sair de dentro de mim agora?Ele puxa a calça, fecha, e obedece. Se afastando o suficiente para pegar os papéis macios de enxugar as mãos e se abaixar na minha frente, limpando seu sêmen que escorre por minhas pernas.Com um sorriso ladino, Felipe aperta o papel contra minha intimidade sensível, fazendo meu corpo entrar em alerta outra vez, ansioso por mais.— Será que dessa
FelipeAurora não me traiu. Não tentou fugir com sua madrinha quando a deixei “sozinha” com ela. Vi e ouvi seu encontro com sua madrinha através das câmeras que havia escondidas no quarto onde a coloquei. Sei que ela está confusa, e entendo. Ela acordou depois de anos e se descobre presa com a pessoa que sua memória diz que deve odiar. Deve ser assustar. Gostaria de ter o poder de sugar toda sua dor. Como não posso, deixo que faça suas escolhas, desde que não saia do meu lado.Minha bela. Ela ficou tão perfeita no vestido que escolhi pensando em nosso primeiro baile que não resisti quando ela pediu licença para ir ao banheiro, fui atrás. Preciso roubar pelo menos um beijo.Peguei ela de surpresa ao entrar no banheiro.E porra! Que cena! O salão inteiro podia desabar que eu não notaria. Tudo o que importa está aqui, a poucos passos, encostada na pia de mármore, respirando rápido demais para fingir que não sente o mesmo tesão que eu.Aurora. Minha bela. Linda, perigosa, irresistível.El





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