Mundo ficciónIniciar sesiónDepois de sua história com MIA ( obra: a mulher que eu nao conhecia), Scott precisa se reencontrar. Sua filha Hope está entrando na adolescência e apresentando problemas na escola, ele não consegue gerenciar tudo e acaba sendo confrontado por uma professora que não se importa com a fama dele, só quer que ele seja um pai presente. Só que a garota desperta nele muitos sentimentos controversos e ha muito tempo adormecidos.
Leer másEu sou Scott, um músico que sempre encontrou refúgio na música para escapar dos problemas da vida. Desde jovem, eu tocava piano no conservatório, onde conheci uma garota ruiva misteriosa que sempre me ouvia tocar. Eu nunca tive coragem de falar com ela, mas sabia que ela estava lá, ouvindo e escrevendo em seu caderno. Anos depois, me tornei um cantor famoso, mas a lembrança daquela garota nunca saiu da minha mente.
Os anos se passaram, me apaixonei por Lilly, me casei e era muito feliz, tivemos uma filha linda, mas minha vida mudou drasticamente mais uma vez quando perdi Lilly para um câncer agressivo. Desde então, minha filha Hope se tornou meu único motivo para continuar. Eu vivia no automático, cumprindo meus compromissos profissionais e cuidando dela, mas sem realmente viver.
Tudo começou a mudar quando conheci Angel, uma cantora talentosa que me inspirou a voltar a sonhar. Nós começamos a colaborar musicalmente, e nossas conversas se tornaram um alívio para minha alma. No entanto, eu não sabia que Angel era, na verdade, Angélica, a nova babá de Hope, e também a garota ruiva do conservatório, Emília Dermet, a MIA.
Quando descobri a verdade, fiquei confuso e magoado. Senti-me traído por Angélica por não ter me contado quem realmente era. Mas, ao mesmo tempo, não conseguia negar a conexão profunda que sentia por ela. Depois de uma noite intensa juntos, ela decidiu se afastar para nos proteger dos perigos que seu ex-marido representava. Pelo menos até que resolvesse sua situação.
Depois de tudo isso, a situação ficou ainda mais complicada. Angélica, ou melhor, Emília, estava sendo procurada por várias pessoas diferentes, incluindo seu ex-marido. Ela estava em constante perigo, e eu não podia fazer nada para protegê-la. A única coisa que me restava era esperar e torcer para que ela conseguisse resolver seus problemas e, quem sabe, um dia voltar para mim e para Hope.
Mas não, ela não voltou. Eu também fiz besteira, num impulso e motivado pela lembrança de Lilly, beijei outra pessoa, Mia foi embora magoada, não deixou que eu me explicasse. Eu sou assim, impulsivo demais... ajo no calor do momento... desejo, raiva, amor... sinto tudo ao máximo, e explodo, e me arrependo profundamente por ter explodido com Mia. Lembro daquela chamada como se fosse hoje:
Eu nunca pensei que ouvir a voz de Mia pudesse doer tanto.
Na tela do celular, ela parecia diferente — distante, fria, quase irreconhecível. E quando abriu a boca para falar sobre nós, eu senti o chão sumir.Ela dizia que o que tivemos era frágil, ilusório. Que tudo não passava de duas pessoas perdidas tentando se agarrar uma à outra. Eu quis gritar que não, que era real, que cada música, cada noite, cada olhar entre nós tinha significado algo. Mas as palavras não saíram.
E então veio o golpe:
“Conheci outra pessoa... conheci a mim mesma.”Eu não consegui conter a raiva. Como assim? Depois de tudo, depois de me fazer acreditar que eu ainda podia ser feliz, ela me jogava isso na cara.
Falei besteira. Joguei palavras duras, como sempre faço quando me sinto encurralado. Acusei-a, tentei feri-la antes que ela pudesse me despedaçar de vez. E ainda assim, fui eu quem ficou em pedaços quando a chamada terminou.A tela escura refletia meu rosto transtornado.
Eu não queria que tivesse acabado. Mas ela fez parecer que nunca nem começou.Voltar a vê-la depois daquilo foi outro soco no estômago.
Mia estava ali, tão perto que eu podia sentir o perfume dela, e ao mesmo tempo parecia inalcançável. Eu sabia que tinha passado dos limites na última conversa. Minhas palavras ainda ecoavam na minha cabeça como tiros disparados contra alguém que eu nunca quis ferir.— Me desculpa... — minha voz saiu rouca, quase um sussurro. — Eu perdi o controle, falei coisas que não devia.
Ela me olhou com aqueles olhos grandes, verdes, que sempre foram capazes de me desmontar. E ainda assim, não havia ternura ali. Apenas uma espécie de cuidado distante, como quem olha uma ferida que já não dói mais.
— Eu sei que você estava magoado — disse calmamente —, mas algumas coisas não têm como voltar atrás.
Aquelas palavras me atravessaram. Eu queria gritar que tudo ainda tinha jeito, que eu podia mudar, que a gente podia se reencontrar. Mas ela me encarava com firmeza, como se estivesse tentando me ensinar uma lição que eu não estava preparado para aprender.
Eu sorri sem graça, tentando disfarçar a sensação de estar perdendo algo que nunca mais teria de volta.
Ela, por outro lado, parecia leve. Como se já tivesse seguido em frente, enquanto eu continuava preso ao que fomos.Aquela noite deveria terminar em música e aplausos, mas acabou em correria, gritos e medo. Corremos para o heliporto como se a vida dependesse disso — e dependia. Jared à frente, Estevan logo atrás, Mia ao meu lado. Eu só pensava em tirá-la dali, em protegê-la de qualquer forma.
Quando as portas do helicóptero se abriram, senti um alívio breve demais. Bastou um olhar para perceber que havia algo errado. Os homens que nos esperavam não eram aliados. O sorriso gelado no rosto deles denunciava a armadilha.
— Entrem logo! — gritou um deles, e antes que eu pudesse reagir, já estávamos cercados.
Fui empurrado para dentro, Mia agarrada ao meu braço. Ela tremia, mas não soltava a minha mão. Eu queria acreditar que conseguiria protegê-la, mas a verdade é que estávamos à mercê deles desde o primeiro segundo.O voo pareceu interminável. Cada vibração do helicóptero me lembrava que estávamos sendo levados direto para o covil. Quando finalmente pousamos, fomos arrastados para uma casa de campo isolada. O cheiro de madeira úmida misturado a pólvora me deu náusea.
E então ele apareceu: Karin. Jovem, frio, com um olhar que não combinava com a idade.
— Você vai levar um recado — disse, encarando-me como se pudesse atravessar minha alma. — O Sheik precisa saber que temos Mia.— Não! — tentei avançar, mas fui contido com a coronha de uma arma contra o peito. — Se quer mandar recado, mande comigo também. Não vou deixá-la aqui.
Karin sorriu, e esse sorriso foi pior que qualquer soco.
— Justamente por isso é você quem vai sair. O Sheik precisa acreditar.Foi aí que percebi: ele me estava libertando de propósito, mas não era misericórdia. Era tortura. Me transformar no mensageiro da própria condenação da Mia.
Eles me empurraram para fora, e a última coisa que vi foi Mia sendo contida, os olhos verdes fixos em mim, cheios de medo e de algo pior: desapontamento.
Eu nunca me senti tão covarde. Carregado para fora como um inútil, condenado a viver com o peso de tê-la deixado para trás. Ainda tive que encarar o pai dela e o homem que viria a ser seu marido: Jared. Ele sim a amou da forma certa, e ela merecia alguém como ele, um verdadeiro príncipe, mas... essa é outra história.
Aliás, quem leu sabe que falei coisas que não se deve jamais dizer a uma mulher, agi feito um cafajeste e entendo se você leitor, terminou o livro da Mia me odiando... só que tudo tem dois lados, não é mesmo?
Nesse diário (ideia da minha terapeuta), pretendo te contar o meu...o que houve e está havendo na minha vida DEPOIS DE MIA.
Espero que eu tenha minha redenção afinal. Mas não fique com muitas esperanças, ja que me tornei um mulherengo de primeira... de cantor romântico a grande "pegador". Mas as garotas gostam de um bad boy, não gostam?
(Ponto de Vista de Kelly)Os dias que seguiram o confronto foram uma sucessão de depoimentos, processos e visitas a delegacias. Alex sobreviveu, assim como aquele cretino que não citamos o nome, mas ambos foram condenados, as investigações revelaram que Alex vinha sendo financiado por pessoas que queriam destruir a imagem pública de Scott. Isso doeu mais do que eu queria admitir, mas no fundo, só deixou ainda mais claro: estávamos cercados de gente que não suportava ver o nosso amor resistir.Mesmo assim, resistimos.Scott não soltou minha mão por um segundo sequer, nem mesmo quando os jornais começaram a especular sobre nosso casamento-relâmpago. Ele se manteve firme, como sempre, mas com um brilho no olhar que só eu conhecia. Um brilho que dizia: "agora é pra sempre."Algum tempo depois, voltamos ao lugar onde tudo começou. Las Vegas. Não para fugir, mas para comemorar.Subimos novamente à torre do The Strat, onde a cidade inteira parecia se curvar aos nossos pés. O céu estava pinta
(Ponto de vista de Scott)Enquanto observava Nicholas e Yasmin sentados sob a sombra das árvores, tive um raro momento de silêncio interior. A cena deles me trouxe uma paz que não sentia há dias. Como se, de repente, tudo o que lutamos para proteger estivesse valendo a pena. Mas a sensação durou pouco.Meu celular vibrou. Era uma mensagem de Estevan:“Temos movimentação do ex da Mia. Ele chegou novamente a Miami ontem à noite.”Fechei a mão com força em torno do aparelho, os dentes cerrados. Aquilo não ia terminar até que eu fizesse terminar. Me levantei sem dizer nada e caminhei até o carro.Kelly percebeu.— Aonde você vai?- Perguntou com uma expressão assustada em seu rosto;— Resolver o que ficou pendente. Já chega de viver com medo.Ela se levantou, preocupada.— Eu vou com você.- Disse resoluta.— Não, meu amor. Agora é entre ele e eu.Ela quis protestar, mas Nicholas surgiu do nada, colocando a mão no ombro dela.— Eu cuido dela.- Ele falou e logo Yasmin veio também, se colocan
(Ponto de vista de Scott)Quando chegamos a Miami, a realidade estava literalmente batendo à nossa porta. Lá estava o homem da imigração, pronto para intimar Kelly.— Chegou tarde, senhor — falei ao sair do carro.O homem me olhou com curiosidade, arqueando as sobrancelhas.— Não entendi — disse, enquanto eu e Kelly caminhávamos, agora de mãos dadas, em sua direção.— O senhor veio trazer algum tipo de notificação para a Kelly, não é mesmo?— Sim, aqui está — respondeu, estendendo o papel.— Foi o que eu disse: chegou tarde. Kelly é minha esposa agora. Já demos entrada em toda a documentação necessária para o Green Card dela — expliquei com um sorriso vitorioso, enquanto via o sangue subir ao rosto daquele homem de meia-idade.— Isso não é possível — retrucou.— Las Vegas, baby — Kelly falou, pegando o envelope da mão dele e o rasgando. — Pode falar pra quem estiver por trás disso que o plano não funcionou.O homem olhou para trás de mim, com ar assustado. Quando me virei, entendi o m
(Ponto de vista de Kelly)O casamento foi mágico, a presença virtual da minha mãe foi incrível, até o jantar foi servido para ela ao mesmo tempo que para nós, senti como se ela estivesse mesmo aqui.Durante a recepção, notei que minha amiga Yasmin estava um pouco nervosa e cheguei mais perto para conversar enquanto Scott falava com Estevan.- O que houve?- Ele esta me ignorando totalmente, acredita? Como ele pode fazer uma coisa dessas? - ela estava indignada com a atitude de Nicholas.- Que eu me lembre da história que você contou... o trato era esse mesmo, porque você esta tão indignada então?- Eu gosto dele, mesmo...- ela finalmente confessou.- Bom saber. - Nicholas disse atrás de nós e eu sorri para Yasmin que me olhou com olhos esbugalhados e engoliu seco.- Eu... - ela tentava sem sucesso achar alguma desculpa mas não teve tempo de dizer nada porque Nicholas continuou falando.- Eu também gosto de verdade de você, sempre gostei. - ele confessou baixinho e pela primeira vez vi
(Ponto de vista de Scott)Estava tudo finalmente pronto, eu nem acreditava que estava mesmo acontecendo, eu me casaria com Kelly dentro de menos de uma hora. Estevan chegou com Judy que agora me tratava com simpatia como antes, lembrando que ela era a melhor amiga de Mia, então, sim, ela guardava alguns ressentimentos pela forma que agi com Mia naquela época, eu mesmo olhando para trás, tenho vontade de me dar uns bons tapas, mas agora parece que foi em outra vida que tudo aconteceu, eu sou uma pessoa diferente, estou na terapia, estou me entendendo e principalmente, aprendendo a lidar com meus impulsos.Yasmin também chegou, logo ficou impressionada com os detalhes do casamento, sabendo que muitos deles eram exatamente o que Kelly sempre sonhou, me olhou intrigada perguntando como eu sabia e eu contei que havia recebido ajuda da mãe de Kelly, Natasha. Também contei sobre a ideia da tela, de Natasha participar de tudo por vídeo, mesmo que fosse de sua própria casa. Ela ficou muito ani
(Ponto de vista de Kelly)Scott havia escolhido a Little Church of The West para nosso casamento em Las Vegas, ela é uma das capelas mais antigas de Vegas (fundada em 1942) e tem uma arquitetura em madeira no estilo das igrejinhas do interior dos Estados Unidos. Seu visual lembra bastante aquelas capelinhas de cidade pequena, com vitrais simples, bancos de madeira e uma atmosfera romântica e tradicional.Me emocionei logo que eu e Hope desembarcamos do carro antigo que Scott havia escolhido para me transportar até lá, ao ver a igrejinha exatamente como nos meus melhores sonhos de casamento... inclusive com um arco de flores logo na entrada.Quando desci do carro, a cerimonial logo veio nos ajudar e orientar, trazendo um buque com rosas azuis, o que me deixou intrigada...como Scott poderia saber disso?Um buque de pirulitos foi entregue à Hope que usava um vestido de daminha que se assemelhava ao de uma princesa, está tão maravilhosa que não tem como eu não tentar descrever para você i





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