Mundo ficciónIniciar sesiónSofia Almeida, 19 anos, vê sua família desmoronar quando o irmão Rafael desaparece para casar com uma herdeira rica, deixando segredos e dívidas. Sozinha, ela começa a investigar — e cruza com Lucas Ferreira, um jornalista misterioso e irresistível. A atração explode em beijos intensos, noites de paixão ardente e desejo incontrolável. Mas Lucas esconde um segredo bilionário: ele é herdeiro de um império hoteleiro que abandonou. Quanto mais se entregam, mais verdades dolorosas emergem — chantagem, mentiras e traições familiares. Entre luxo, sombras e paixão avassaladora, Sofia e Lucas vão descobrir se o amor consegue sobreviver às mentiras... ou se o desejo será o que os destruirá. LIVRO 2 Obsessão Ardente: O CEO Badboy e a Estudante Inocente Em um mundo de poder, luxo e segredos sombrios, Alexander Voss é o CEO implacável de uma multinacional, conhecido por sua reputação de badboy: tatuagens escondidas sob ternos caros, noites selvagens e uma obsessão por controle total. Ele é frio, dominador e não aceita não como resposta. Até que conhece Elena Santos, uma estudante de medicina no primeiro ano da faculdade, inocente, determinada e focada em salvar vidas, não em cair nas armadilhas de homens perigosos.
Leer másO Jardim Europa acordava devagar naquela manhã de maio, com o sol filtrando através das copas das árvores centenárias e refletindo nas piscinas infinitas das mansões. Sofia Almeida, aos 19 anos recém-completos, observava tudo isso da janela do seu quarto no segundo andar, enquanto tomava o café da manhã na cama — um hábito que a mãe, Helena, ainda permitia, mesmo que Sofia já fosse adulta. A bandeja de prata trazia iogurte grego com granola artesanal, frutas cortadas em cubinhos perfeitos e um cappuccino feito na máquina italiana que ocupava metade da bancada da cozinha.
A casa era um oásis de luxo discreto: pisos de mármore travertino, paredes com obras de arte contemporânea brasileira que Helena selecionava pessoalmente, e um jardim projetado por um paisagista famoso, com orquídeas que floresciam o ano inteiro. Do lado de fora, os vizinhos passeavam com cães de raça, trocavam cumprimentos educados e planejavam jantares beneficentes. Tudo parecia perfeito. Mas Sofia sabia que não era.
Ela desceu as escadas em espiral vestindo um conjunto de moletom cinza da Farm, os cabelos castanhos ondulados ainda úmidos do banho. Na sala de estar, Helena lia uma revista de decoração no sofá de linho bege, os óculos de armação dourada na ponta do nariz.
— Bom dia, filha. Dormiu bem? — perguntou a mãe, com aquele sorriso forçado que Sofia conhecia desde criança.
— Mais ou menos. Tive aula cedo hoje — respondeu Sofia, beijando a testa de Helena. Não mencionou os pesadelos com o pai gritando ao telefone com cobradores, nem as mensagens não respondidas do irmão Rafael.
Rafael era o assunto proibido nos últimos dias. Aos 28 anos, ele era o filho prodígio: formado pela FGV, analista sênior em um banco de investimentos no Itaim Bibi, sempre impecável em ternos sob medida. Namorava Isabella Monteiro havia dois anos — uma loira escultural, filha única de um dos maiores produtores de soja do país, cuja família possuía fazendas que ocupavam municípios inteiros no interior. Isabella era o tipo de mulher que aparecia nas colunas sociais da Folha, sempre com um vestido de gala e um sorriso que parecia ensaiado para fotos.
Sofia gostava dela, ou pelo menos tentava gostar. Isabella era educada, trazia presentes caros nos jantares de domingo — uma bolsa Saint Laurent para Helena, um relógio suíço para Carlos —, mas havia algo frio naquele olhar azul-gelo. Como se estivesse sempre calculando.
Naquela tarde, após as aulas na PUC, Sofia voltou para casa mais cedo. A chuva fina de outono paulistano tamborilava no para-brisa do seu Mini Cooper branco — presente de 18 anos do pai, em tempos melhores. Ao entrar pela garagem, notou que o carro de Rafael não estava no lugar de costume. Estranho. Ele dissera que viajaria a trabalho para o Rio, mas já fazia quase duas semanas.
Helena estava na cozinha, de costas, mexendo algo no fogão com movimentos nervosos. O ar cheirava a chá de camomila, o remédio dela para ansiedade.
— Mãe? Cadê todo mundo? — perguntou Sofia, deixando a mochila no chão.
Helena se virou devagar. O rosto estava inchado de tanto chorar, os olhos vermelhos contrastando com a maquiagem borrada. Nas mãos trêmulas, segurava um envelope grosso de papel creme.
— Sofia... senta, por favor.
O coração de Sofia deu um salto. Ela obedeceu, sentando-se na banqueta alta da ilha de mármore.
— É do Rafael — disse Helena, entregando o envelope. — Chegou hoje pelo correio. Um convite.
Sofia abriu com dedos hesitantes. O papel era pesado, com relevo dourado nas bordas. Dentro, um cartão elegante:
Rafael Almeida e Isabella Monteiro têm a alegria de convidar para a celebração do seu matrimônio que será realizado em cerimônia íntima na Fazenda Boa Vista, Campinas dia 17 de maio de 2025 às 17 horas
Sofia leu três vezes, como se as palavras pudessem mudar. O casamento era dali a três dias. Três dias.
— Ele... ele vai se casar? — murmurou ela, a voz falhando. — Mas ele não falou nada. Nem pra mim, nem pra você...
Helena começou a chorar baixinho, cobrindo o rosto com as mãos.
— Eu liguei pra ele o dia inteiro. Cai na caixa postal. Mandei mensagens, áudios... nada. A Isabella atendeu uma vez, disse que ele estava "ocupado com os preparativos" e que era "melhor assim". Melhor assim o quê, Sofia? Somos a família dele!
Sofia sentiu um vazio se abrir no peito. Rafael era seu confidente desde sempre. Quando os pais brigavam — o que acontecia cada vez mais por causa do vício de Carlos em jogos —, era Rafael quem a levava para tomar sorvete na Baccio di Latte e dizia que tudo ia ficar bem. Era ele quem a ajudava com as provas do vestibular, quem a defendia quando o pai bebia demais e ficava agressivo. Como ele podia simplesmente sumir e marcar um casamento sem avisar?
— E o papai? — perguntou Sofia, embora já soubesse a resposta.
— Seu pai... — Helena hesitou. — Saiu cedo. Disse que tinha uma reunião importante. Mas eu sei que foi praquele lugar novamente. O cassino na Barra Funda.
Carlos Almeida, outrora um empresário respeitado no ramo imobiliário, havia caído em uma espiral nos últimos cinco anos. Começara com apostas "inocentes" no Jockey Club, depois migrara para pôquer online, e finalmente para os cassinos clandestinos que fervilhavam nos porões de São Paulo. Lugares sem nome, acessados por senhas sussurradas, onde homens de terno caro perdiam fortunas em mesas de blackjack e roleta. As dívidas se acumulavam como neve, e Helena vendia joias aos poucos para pagar as contas da casa.
Naquela noite, Sofia não conseguiu dormir. Ficou rolando na cama king size, olhando fotos antigas no celular: ela e Rafael crianças na praia de Juquehy, construindo castelos de areia; os dois no Réveillon em Trancoso, rindo com champanhe nas mãos; uma selfie recente, tirada há apenas um mês, no bar do Hotel Unique, onde Rafael prometera: "Mana, ano que vem a gente viaja juntos pra Europa. Só nós dois."
As lágrimas vieram quentes e silenciosas. Por que ele fez isso? Foi pressão da família da Isabella? Vergonha das dívidas do pai? Ou algo pior?
Por volta das duas da manhã, ouviu a porta da garagem abrindo. Passos cambaleantes no hall. A voz rouca de Carlos discutindo ao telefone:
— Eu pago, eu juro... só mais uma semana... eu tenho uma fonte boa dessa vez...
Helena desceu para acalmá-lo, como sempre. Sofia tapou os ouvidos com o travesseiro, sentindo o mundo perfeito do Jardim Europa desmoronar tijolo por tijolo.
No dia seguinte, ela decidiria agir. Não ficaria esperando explicações que talvez nunca viessem.
Sofia acordou cedo no dia seguinte, com os olhos inchados e a boca seca. A casa estava silenciosa demais — o tipo de silêncio que pesa, como se as paredes soubessem dos segredos e os guardassem com culpa. Desceu as escadas descalça, o mármore frio sob os pés, e encontrou Helena na sala de jantar, sentada à mesa longa de mogno que raramente usavam para refeições em família. A mãe tomava café preto em uma xícara de porcelana fina, olhando para o nada. Sobre a mesa, o convite de casamento ainda aberto, como uma ferida exposta.
— Você dormiu? — perguntou Sofia, a voz rouca.
Helena balançou a cabeça devagar.
— Nem um minuto. Fiquei pensando... será que eu fiz algo errado? Será que ele está bravo comigo? Com o seu pai?
Sofia sentou-se ao lado dela e pegou sua mão. As unhas de Helena, sempre perfeitamente feitas com esmalte nude, estavam roídas até a carne.
— Não é culpa sua, mãe. O Rafa sempre foi o que segurava tudo aqui. Se ele sumiu assim... deve ter um motivo grande.
Mas que motivo? Essa era a pergunta que martelava na cabeça de Sofia enquanto tomava banho, enquanto vestia uma calça jeans clara e uma blusa de algodão branca, enquanto dirigia o Mini Cooper até a faculdade. As ruas do Jardim Europa passavam como um borrão: as mesmas árvores, os mesmos muros altos, os mesmos seguranças em portarias envidraçadas. Tudo igual, mas nada era mais o mesmo.
Na PUC, ela mal conseguiu prestar atenção na aula de história da arte. O professor falava sobre o modernismo brasileiro, projetando imagens de Tarsila do Amaral na tela, mas Sofia só via o rosto do irmão. Abriu o W******p pela milésima vez. A última mensagem dele era de quinze dias atrás: uma foto de um café no Rio, com a legenda “Saudade da mana. Volto logo”. Abaixo, as mensagens dela acumulavam: “Ei, tá tudo bem?”, “Me liga quando puder”, “Rafa, por favor, responde”. Todas com dois risquinhos azuis, visualizadas, mas sem resposta.
No intervalo, sentou-se no gramado com sua amiga Luiza, que percebia tudo.
— Amiga, você tá com uma cara de quem perdeu um parente — disse Luiza, oferecendo um pedaço do seu brownie.
— Quase isso — respondeu Sofia, e contou tudo. O convite. O sumiço. A frieza da Isabella ao telefone.
Luiza arregalou os olhos castanhos.
— Caramba, Sofi. Isso é coisa de novela. Você acha que a Isabella tá por trás? Tipo, proibindo ele de falar com vocês?
— Não sei. Ela sempre foi... distante. Mas o Rafa parecia feliz com ela. Pelo menos fingia bem.
O resto do dia passou devagar. Sofia voltou para casa no fim da tarde, o céu já tingido de laranja pelo pôr-do-sol paulistano. Ao entrar, ouviu vozes alteradas vindo do escritório do pai — uma sala que raramente era usada, cheia de livros de direito que Carlos nunca lia mais.
Helena estava lá dentro, de pé, os braços cruzados. Carlos, sentado na poltrona de couro gasto, tinha o rosto vermelho, o cabelo grisalho bagunçado. Uma garrafa de uísque pela metade na mesa ao lado.
— ...você prometeu que era a última vez, Carlos! A última! — Helena gritava, coisa rara nela, que sempre preferia o silêncio à confrontação.
— Eu sei, Helena, eu sei... mas era uma mesa boa, eu tava ganhando, aí veio aquela sequência ruim...
— Sequência ruim? Você perdeu quanto dessa vez?
Carlos baixou a cabeça. Sofia, parada na porta, sentiu o estômago revirar.
— Uns... oitenta mil.
Helena deu um passo atrás, como se tivesse levado um tapa.
— Oitenta mil? Carlos, a casa... as contas... como vamos pagar?
— Eu recupero, amor. Sempre recupero.
Mas Sofia sabia que não. Nos últimos anos, “recuperar” significava vender mais uma joia da mãe, ou um quadro da coleção, ou adiar o pagamento da escola particular que ela já nem frequentava mais. O vício do pai era um buraco negro que sugava tudo.
Ela entrou na sala devagar.
— Pai... você viu o convite do Rafa?
Carlos ergueu os olhos injetados. Por um segundo, pareceu envergonhado.
— Vi. Chegou ontem. O menino tá subindo na vida, né? Casando com os Monteiro... isso abre portas.
— Ele sumiu, pai. Não avisou ninguém. Você não acha estranho?
Carlos deu de ombros, servindo-se de mais uísque.
— Adulto, Sofia. Tem direito de fazer o que quiser. E, francamente... talvez seja melhor assim. Menos uma boca pra sustentar, menos um pra ver essa bagunça aqui.
Helena soltou um soluço e saiu da sala correndo. Sofia ficou parada, olhando para o pai como se o visse pela primeira vez. Aquele homem que um dia a levava nos ombros no parque Ibirapuera, que contava histórias de quando construiu o primeiro prédio da empresa... agora era só uma sombra.
Naquela noite, Sofia tomou uma decisão. Não ia esperar mais. Amanhã iria ao apartamento do Rafael em Moema. Depois, ao escritório dele no Itaim. E se precisasse, iria até Campinas, até a tal fazenda. Não ia deixar o irmão desaparecer da vida dela sem uma explicação.
Deitou-se na cama, o celular na mão. Abriu o I*******m da Isabella por curiosidade — o perfil privado, mas ela ainda tinha acesso por ser “amiga aprovada”. As stories recentes: fotos da fazenda, arranjos de flores brancas enormes, um vestido de noiva pendurado (sem mostrar o rosto da noiva), e uma legenda: “Contagem regressiva: 3 dias”. Nenhuma menção ao Rafael. Nenhuma foto dele.
Sofia fechou os olhos, o coração apertado. Sentia raiva, tristeza, medo — tudo misturado. Mas acima de tudo, sentia uma determinação nova, dura como aço.
O irmão que ela conhecia não faria isso. Algo estava errado. Muito errado.
E ela ia descobrir o quê.
O sol da manhã entrava pelas janelas amplas do quarto principal da mansão Voss, em um condomínio fechado nos arredores de São Paulo. Elena acordou devagar, sentindo o peso suave de um cobertor de cashmere sobre o corpo e o cheiro familiar de café fresco vindo da cozinha. Ao seu lado, a cama estava vazia, mas ainda quente – Alexander nunca saía sem deixar um rastro de sua presença. Ela sorriu ao ver o bilhete na mesinha de cabeceira, escrito na caligrafia firme dele: “Volto em dez minutos. Não saia da cama. Te amo. A.”Ela se espreguiçou, a mão instintivamente indo para a barriga arredondada. Oito meses de gestação. Oito meses desde que o teste de farmácia confirmou o que ela já suspeitava, e que Alexander recebeu com um silêncio atordoado seguido de um abraço tão apertado que a fez rir e chorar ao mesmo tempo. “Vamos ser pais”, ele sussurrou naquela noite, a voz rouca de emoção, os olhos cinzentos brilhando como nunca. Desde então, o badboy implacável que ela conhecera em uma cafeteri
A chuva havia diminuído para uma garoa fina quando Alexander e Elena finalmente se levantaram do chão molhado, os corpos ainda tremendo do clímax explosivo sob a tempestade. A água escorria pela pele deles, misturando-se ao suor e ao sêmen que vazava entre as coxas dela, um lembrete pegajoso do desejo selvagem que os unira novamente. Elena se apoiou no tronco da árvore, as pernas fracas, o vestido colado ao corpo como uma segunda pele, revelando as curvas que Alexander tanto adorava. Ele a puxou para si, envolvendo-a em um abraço protetor, os lábios roçando a testa úmida dela. "Vamos entrar, princesa. Você vai pegar um resfriado."Eles voltaram para a cabana de mãos dadas, o ar lá dentro contrastando com o frio exterior – quente, acolhedor, com o fogo crepitando na lareira que Elena havia acendido mais cedo. Alexander a ajudou a se despir, mãos gentis tirando o vestido encharcado, revelando a pele arrepiada e os mamilos endurecidos pelo frio. Ele a secou com uma toalha velha, toques s
Alexander Voss pisava no acelerador do carro alugado, as rodas derrapando na estrada de terra lamacenta que levava ao interior de Minas Gerais. A chuva torrencial batia no para-brisa como balas, borrando a visão da paisagem rural – fazendas isoladas, árvores curvadas pelo vento, o cheiro de terra molhada invadindo o veículo mesmo com as janelas fechadas. Ele não dormia há dois dias, desde que Elena fugira de Nova York após o confronto com Isabella. "Grávida? Mentira deslavada", rosnava para si mesmo, os punhos cerrados no volante. O teste de DNA que ele exigira provaria – Isabella era uma ex-amante vingativa, plantando sementes de dúvida para reconquistá-lo. Mas Elena não esperara explicações; ela sumira, bloqueando todos os números, deixando-o em um vazio que o consumia como fogo.Seus detetives a rastrearam até a casa dos pais, mas ela não estava lá. "Ela fugiu para uma cabana velha da família, no mato", informaram. Alexander dirigia agora para lá, o coração apertado de desespero. A
Nova York pulsava com energia elétrica, as luzes dos arranha-céus refletindo nos olhos de Elena enquanto ela e Alexander passeavam pela Times Square após uma reunião de negócios dele. O ar frio de outono mordiscava sua pele, mas o braço possessivo dele ao redor de sua cintura a mantinha aquecida – ou era o fogo residual do sexo no jato que ainda latejava em seu corpo? As amarras de seda nos pulsos, as lambidas prolongadas, as estocadas em posições variadas... tudo aquilo a deixava corada só de lembrar. "Você está quieta, princesa", murmurou Alexander no ouvido dela, os lábios roçando o lóbulo, enviando um arrepio familiar pelo corpo."É só... tudo isso é novo para mim", respondeu ela, inclinando a cabeça para encará-lo. Os olhos cinzentos dele brilhavam sob as luzes neon, cheios de uma obsessão que a atraía e aterrorizava ao mesmo tempo. Eles haviam chegado naquela manhã, e após o voo intenso, Alexander a levara para o hotel de luxo no topo de um prédio icônico, com vista para o Centr
Elena ainda sentia o corpo latejando das estocadas brutas no banheiro do campus, o espelho embaçado ecoando em sua memória como um lembrete de quão perigoso e irresistível Alexander podia ser. O ciúme explosivo dele a aterrorizava, mas também a excitava de uma forma que ela mal compreendia – uma submissão voluntária ao fogo que os consumia. Dias após o incidente, enquanto tentava se concentrar em uma aula de cirurgia, o telefone vibrou com uma mensagem dele: "Pack uma mala. Estamos indo para Nova York. Negócios meus, prazer nosso. Jato particular sai em duas horas."Ela piscou, o coração acelerando. "Nova York? Assim, do nada?" Mas a ideia de fugir da rotina, das dívidas familiares pendentes e dos olhares julgadores no campus, era tentadora. Alexander havia pago as dívidas dos pais, como prometido, mas com a condição implícita de que ela se rendesse mais a ele. "Tudo bem", respondeu ela, uma mistura de empolgação e apreensão. Duas horas depois, ela estava no aeroporto privado, o vento
Elena voltou para São Paulo com o coração dividido, o conflito familiar ecoando em sua mente como um eco persistente. A oferta de Alexander para pagar as dívidas dos pais havia sido um gesto generoso, mas carregado de condições que a faziam se sentir como uma peça em um jogo de poder. "Ele me ama? Ou só quer me possuir?", questionava-se enquanto caminhava pelos corredores da faculdade, tentando focar nas aulas. O corpo ainda carregava as marcas da viagem impulsiva – hematomas suaves nos quadris onde as mãos dele haviam guiado seus movimentos no carro, um latejar sutil entre as pernas que a lembrava do prazer avassalador. Mas o drama no campus não havia acabado; as fotos vazadas ainda circulavam em sussurros, embora os advogados de Alexander tivessem removido a maioria delas das redes.Naquela tarde, durante uma aula de bioquímica, Elena ficou depois da aula para tirar dúvidas com o professor Rafael, um homem na casa dos 30 anos, alto, com cabelos castanhos ondulados e um sorriso charm





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