Mundo de ficçãoIniciar sessãoEstela Anderson é uma advogada determinada que trocaria tudo para escapar de sua vida medíocre em uma pequena cidade do Texas. Quando uma vaga de prestígio em Nova York surge, ela acredita ter finalmente conquistado o mundo. Ela só não esperava que o "preço do sucesso" tivesse nome e sobrenome: Dominic Stone. CEO da Stone Enterprise, Dominic é um homem implacável. Envolto em escândalos ambientais e pressionado a limpar sua imagem para garantir a sucessão, ele precisa de uma esposa; e escolheu Estela. Obsessivo e calculista, ele usa uma manobra traiçoeira para encurralar a advogada: um casamento de fachada ou o fim imediato de sua carreira. Sem saída, Estela aceita o ultimato. Agora, ela se vê presa em um jogo perigoso. Estela logo descobrirá que Dominic não quer apenas um arranjo conveniente. Ele quer controle total. Neste embate entre dois ambiciosos famintos por poder, a linha entre o contrato e o desejo é tênue, e está prestes a ser rompida. Até onde você iria para salvar sua carreira? Você está pronta para se render em um jogo irresistível e desafiador?
Ler mais"Mansão Stone, Manhattan"
— Você está perdendo o controle, Dominic — John cuspiu, sua voz cortante como uma lâmina. — Não vou permitir que a sua irresponsabilidade destrua o nosso legado. Eu dei um sorriso zombeteiro, batucando minha caneta Montblanc na mesa de mogno. O velho era previsível. Meu pai, John Stone, mantinha aquela postura rígida e autoritária que sempre me irritou. Sentado do outro lado da mesa, eu apenas observava. Ele me olhava com o mesmo olhar penetrante que eu via toda vez que me encarava no espelho, e era exatamente por isso que nos odiávamos. Éramos espelhos um do outro, lutando pelo domínio da Stone Enterprise, uma guerra fria que definia a nossa existência. Thomas Miller, nosso fiel escudeiro e executivo, estava ao lado, calado, sentindo a temperatura da sala subir. A discussão estava prestes a explodir. — Eu sei. Por isso Thomas está aqui. Meu objetivo não é remediar o problema, é garantir que o juiz olhe para o caso e não encontre mérito algum. — Então traga alguém que não perca — ele retrucou, fixo em mim. Thomas pigarreou, interrompendo nosso duelo de egos. — Um conhecido indicou uma advogada do interior do Texas. Estela Anderson. Nunca perdeu um caso. Soltei uma risada sarcástica. — Uma advogada de interior, Thomas? — Inclinei a cabeça, deixando meu desdém evidente. — Ganhar casos em uma cidadezinha de interior não é talento; é falta de concorrência. Provavelmente o juiz é tio dela e o promotor vende tortas na esquina. Em Manhattan, ela seria devorada antes do primeiro café. Se for tão eficiente assim, aposto que é visualmente trágica. Duvido que seja sequer apresentável. — Ela é a peça que falta — Thomas insistiu, imperturbável. — Dra. Anderson é jovem, brilhante e possui a imagem perfeita. Ela humaniza o que a mídia chama de "monstro de concreto". É nossa apólice de seguro moral. Ela passa uma imagem mais humana e empática que qualquer um de nós. Juntando isso ao seu histórico impecável, as chances de ganharmos o caso de danos ambientais são enormes. John assentiu, a satisfação evidente em seu olhar. Thomas continuou: — Estou observando o desempenho dela há meses. É sem igual. Precisamos ter ela ao nosso lado. Thomas Miller, acrescentou outro ponto à lista muito confiante em tudo que dizia: — O júri verá uma corporação multibilionária acusada de poluir um rio. Se colocarmos um dos nossos sócios de terno de dez mil dólares lá, seremos o vilão perfeito. Revirei os olhos. Aquilo tudo era um tédio corporativo. Thomas continuou sua ladainha de relações públicas, argumentando sobre como ela seria a "cara" ideal para o júri enquanto eu me recostava na cadeira de couro, impaciente para encerrar aquela reunião. John, obviamente, comprou a ideia. A imagem sempre foi o vício dele. — Traga a garota, Thomas. Se ela for metade do que diz, será o rosto bonito da nossa absolvição. — Ok! Vou até lá para garantir a eficácia da abordagem e para demonstrar a seriedade da nossa proposta. Vou observar o desempenho dela de perto em seu ambiente atual. Isso minimizaria qualquer risco. — De acordo, Thomas. Sua discrição e eficiência são inestimáveis. — Respondeu John. Thomas se levantou, já calculando a logística da viagem, pronto para embarcar rumo ao Texas para observar a tal "joia". Eu não me dei ao trabalho de disfarçar o meu desinteresse. — Façam o que quiserem — eu disse, levantando-me para encerrar aquele teatro. — Se ela tiver cérebro suficiente para decorar o roteiro e não tropeçar no próprio sotaque, eu aceito a aposta. Quero ver se esse talento compensa a falta de sobrenome. Thomas saiu apressado, alegando compromissos urgentes. John e eu seguimos para a sala de jantar. O ambiente, ostentando antiguidades de valor incalculável e obras de arte que eu mal me dava ao trabalho de olhar, era tão gélido quanto um mausoléu. O calor humano nunca foi uma variável na equação da minha família. John assumiu a cabeceira da mesa. Sônia, minha mãe, estava em seu lugar habitual: beleza impecável, submissão absoluta e vazia como um manequim. Contudo, o poder real naquela mesa residia em Mary, minha avó. Aos noventa anos, a velha era a única peça no tabuleiro que meu pai respeitava. Uma estrategista à moda antiga, apegada a tradições obsoletas e obcecada em manipular a vida de todos nós como se fôssemos extensões de sua própria vontade. Ao redor da mesa, tios e primos ocupavam espaço, movendo-se como parasitas, disputando em silêncio por um status que, no fundo, sempre pertenceu a mim. E eu me certificaria de que assim permanecesse. A conversa, previsível e medíocre, girava em torno do ranking social de Manhattan. Futilidade. Mary, impaciente atropelou minha mãe e focou o laser em mim: — Dominic, onde pretende encontrar uma noiva digna se continua descartando todas as candidatas que selecionei? O tempo é um ativo que não nos permite desperdício. Dei um sorriso desprovido de qualquer calor, o tipo que eu usava para encerrar conversas antes que começassem. — Eu não descarto, Vovó. Eu avalio. E a maioria não tem as qualidades necessárias. — O problema é a tua régua, Dom — John rosnou, o olhar pesado, tentando uma imposição de autoridade que ele sabia que não funcionava comigo. — O último affair gerou um ruído na mídia que não pretendemos repetir. Minha mãe tossiu, uma tentativa patética de mitigar a tensão. Ela arrumou uma mecha de cabelo, congelada na pose de dama perfeita, aterrorizada demais para contestar fosse quem fosse. Eu observava aquele teatro com um desdém clínico. Eles acreditavam ser a família perfeita; eu via apenas uma teia de controle, futilidades e fraqueza. Exigir que eu me casasse? Eu, um dos homens mais influentes de Manhattan, no auge do meu poder, subjugado a um casamento? Eles não tinham ideia do preço que custaria tentar me controlar.Fechei a porta da minha sala com uma força que quase arrancou a maçaneta. Caminhei até a minha mesa e descarreguei toda a pressão um murro seco que ecoou pelas paredes. — Porra! — rosnei para o vazio, sentindo a dor nos nós dos dedos arder em sintonia com a minha fúria. "O que diabos está acontecendo comigo? Eu não sinto ciúmes. Eu não posso perder a compostura por causa de uma advogada de quinta vinda do meio do nada.” Mas, eu quase cruzei essa linha. Cada vez que aquele arquiteto medíocre chegava perto dela. Cada vez que ela me desafiava com aquele sorriso ácido e aquele sotaque que agora parecia impregnado nos meus pensamentos, eu estava maluco e com um tipo de possessividade doentia que nubla minha visão. Durante toda a viagem de volta, o cheiro dela me torturava no carro, uma mistura de perfume caro e a teimosia que só ela tem. Meus dedos apertavam o volante até os nós ficarem brancos, lutando contra o impulso de parar o carro em qualquer acostamento e mostrar a e
"Dominic Stone"Eu estava no limite. A petulância dela, o modo como ela me chamava de "adolescente" na frente dos meus funcionários, tinha rompido qualquer barreira de civilidade que eu ainda tentava manter. Aproximei-me dela com a precisão de um predador, encurtando a distância. Eu queria que ela sentisse o meu calor, a minha presença.Eu vi o exato momento em que os olhos dela vacilaram.Inclinei-me, deixando meus lábios a milímetros do seu ouvido, sentindo a pele dela irradiar um calor que me tentava fazer algo muito mais intenso do que apenas ameaçá-la. Meu hálito roçou sua têmpora e eu vi, com uma satisfação sombria, o arrepio involuntário que percorreu seu pescoço. Ela tentou esconder, mas eu notei. — Se você perder este caso, não vou sossegar até que eu destrua sua carreira definitivamente — sussurrei. — Aí veremos quem tem mais a perder.Senti a respiração dela travar contra o meu peito. O silêncio que se seguiu foi preenchido apenas pela batida frenética do coração del
Estela Anderson Entramos no elevador privativo e, no mesmo instante, o espaço que parecia amplo tornou-se sufocante. Dominic se manteve na extremidade oposta em silêncio. Eu sentia o peso do olhar dele sobre mim, mas me forcei a encarar as portas espelhadas com uma indiferença que eu estava longe de sentir. Para ele, eu era apenas a advogada do Texas. Para mim, ele era um obstáculo que eu precisava contornar para vencer. Eu não podia permitir que o desconforto transparecesse. Anos de tribunal me ensinaram que, se você mostrar uma fresta de hesitação, o adversário a usará para te destruir. E Dominic Stone parecia o tipo de homem que colecionava fraquezas alheias como troféus. As portas se abriram no hall de entrada da Stone Enterprises e saímos com passos firmes. Dominic me conduziu até a calçada, onde um carro esportivo preto, nos aguardava. O motorista já estava a postos, mas Dominic o dispe
Dominic Stone Bati a porta daquela sala com mais força do que o necessário, mas o estalo seco não foi suficiente para aliviar o nó de irritação que apertava meu peito. Eu caminhava pelo corredor a passos largos, a visão levemente turva pela audácia daquela mulher. Quem ela pensa que é? A que devo a interrupção?... A frase ainda ecoava na minha mente, carregada daquele sotaque e daquela calma gélida. Quase perdi o controle.Eu estava tão cego de raiva que nem vi o vulto à minha frente. O impacto foi seco.— Ei, Dom! O que é isso, cara? Que bicho te mordeu? — A voz de Maycon me trouxe de volta à realidade.Parei abruptamente, sentindo o calor da fúria subir pelo meu rosto. Passei a mão pelos cabelos, bagunçando os fios, e soltei um suspiro pesado. Minha expressão devia estar assustadora, porque Maycon deu um passo atrás, franzindo o cenho.— Vamos para a minha sala. Agora — rosnei, sem dar espaço para perguntas no corredor.E
Último capítulo