Mundo de ficçãoIniciar sessãoAna acreditava ter encontrado o homem da sua vida… até flagrá-lo na cama com a própria amiga. Devastada e presa a um financiamento que ainda a liga ao ex, ela decide cometer o único erro que jurou nunca cometer: uma noite impulsiva com um desconhecido. Mas o destino tem senso de humor cruel. Na segunda-feira, o homem que ela tentou esquecer surge diante dela como o novo diretor da empresa. Frio. Intocável. Poderoso. Alexander não mistura trabalho com prazer. Não repete mulheres. Não perde o controle. Exceto quando se trata dela.
Ler maisPov: DaianaEla conhecia seu próprio corpo melhor do que qualquer médico.Não era arrogância — era décadas de convivência com uma doença que não avisava, que não seguia calendário, que aparecia e desaparecia com aquela arbitrariedade cruel de quem não deve satisfação a ninguém. O lúpus havia entrado na sua vida quando ela tinha quarenta e três anos, no meio de uma reunião de diretoria que ela havia conduzido com a precisão de sempre, e havia se manifestado primeiro como um cansaço que parecia razoável até o momento em que deixou de ser.Desde então, ela havia aprendido a ler os sinais.E os sinais, naquela semana, não estavam bons.Começara na segunda-feira com aquela dor nas articulações que ela conhecia — não a dor aguda que exige atenção imediata, mas a dor surda e persistente que se instala como um inquilino inconveniente e recusa sair. Na terça havia acordado com o rosto levemente inchado, o que havia ignorado porque havia coisas a fazer e o inchaço às vezes cedia sozinho. Na qua
Pov: AlexanderEle havia descoberto às oito e quarenta da manhã.Não pelo sistema de monitoramento, não pelo advogado, não por nenhum dos canais que havia estruturado exatamente para situações como aquela — havia descoberto porque sua mãe havia ligado às oito e trinta e nove com aquela voz que ela usava quando estava tentando parecer casual e não estava conseguindo, perguntando se ele havia visto as notícias, e quando ele disse que ainda não ela havia ficado em silêncio por um segundo que dizia tudo.Havia aberto o celular e encontrado o que havia encontrado.Os três minutos seguintes haviam sido de uma produtividade específica — mensagens para Ana, ligação para o advogado, mensagem para a equipe de comunicação, tudo feito com aquela velocidade de quem opera bem sob pressão mas que, naquele caso específico, estava operando com uma quantidade extra de alguma coisa que preferia não examinar de perto enquanto havia coisas práticas a resolver.E então havia entrado na primeira reunião do
Pov: AnaEla descobriu por uma colega.Não por Alexander, não pelo advogado dele, não por nenhum canal oficial que pudesse ter dado ao menos alguns minutos de preparação antes que o mundo inteiro soubesse — descobriu por Victória, que apareceu ao lado da mesa dela às nove e meia da manhã com aquele sorriso específico de quem traz uma notícia e ainda não decidiu completamente se está do lado de quem vai receber o golpe ou do lado do golpe em si.— Você viu? — disse ela, o celular já estendido na direç&atil
Pov: AnaChegar em casa naquela noite foi diferente de todas as outras vezes.Não havia nada visualmente diferente — a mesma porta, a mesma chave, o mesmo corredor com o mesmo cheiro de madeira e sabão que havia impregnado aquelas paredes ao longo de anos — mas havia algo que o corpo percebeu antes da mente, aquela ausência específica que não tem forma mas tem peso, que não faz barulho mas ocupa espaço de um jeito que nenhuma presença ocupa do mesmo modo.A luz não estava acesa.Parecia um detalhe pequeno e não era.
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