Mundo de ficçãoIniciar sessãoWilliam Said era um homem bilionário que foi criado com todas as mordomias que poderiam existir para um integrante de uma das famílias mais tradicionais de Detroid. Sendo belo e rico não faltavam pretendentes, e foi uma dessas pretendentes que conseguiu engravidar e gerar seu primeiro filho. William estava noivo por pressão de seus pais e da família de Liza Castelhano, que vinha também de uma família tradicional, bem menos rica que a dele, mas com uma vida confortável e um nome forte no mundo empresarial. Mesmo contra sua vontade, o casamento deles já estava na fase de planejamento e com seu filho com quase 1 ano de idade, as famílias queriam o casamento realizado a todo custo. Bernardo, o filho de William, acabava sendo criado a maior parte do tempo por babás, mas nenhuma conseguia ficar mais que alguns poucos meses, por não suportarem o tratamento ríspido que recebiam da mãe de Bernardo. Até que Sofia foi contratada. Sofia era uma moça que vinha de um mundo completamente diferente. De família pobre e com sua mãe doente, ela precisava de um emprego que pagasse bem. Quando soube da vaga de emprego como babá de Bernardo, logo se candidatou. Tinha boas referências pois já havia trabalhado em creches e tinha experiências com crianças. No dia da entrevista William a viu e sem se dar conta, havia parado no meio do corredor e estava olhando para aquela criatura, que considerou ser uma das mais belas que já havia visto. Sofia estava de cabeça baixa, com medo de que qualquer olhar pudesse fazê-la perder aquele emprego. Olhando para baixo ela viu os sapatos de couro e foi subindo o olhar até encontrar com os de William. - É a nova babá de Bernardo. Vamos ver quanto tempo dura. - Catarina, a mãe de William falou.
Ler maisSofia
Quando Núbia me falou que a casa era grande e de gente muito rica eu imaginei que seria uma casa bem diferente das que eu estava acostumada a ver no subúrbio. Mas aquela casa era muito maior do que eu imaginei. Na verdade, todo o caminho até chegar na casa dos Said era completamente diferente do que eu poderia imaginar. Eu nunca tinha estado naquele lado da cidade e muito menos entrado nesses condomínios, em que pessoas da minha cor e com as minhas vestes, só poderiam entrar escoltadas ou pelo portão dos fundos, dos empregados. Mas naquele dia eu entrei pelo portão principal, porque estava dentro do carro do motorista da família Said. Sim, era o carro do motorista. A família dos Said não mandariam os carros principais deles para pegar uma empregada no subúrbio de Detroid. Francisco, o motorista que trabalhava para eles há mais de 20 anos, foi quem foi me buscar no ponto de encontro marcado, que era no centro da cidade. Acho que seus patrões não queriam correr o risco de "perder" seu motorista mais querido. O lugar que eu morava realmente era muito perigoso para quem era de fora, principalmente para quem parecia ter uma condição de vida mais próspera. Quem tinha uma vida melhor não tinha razão para entrar ali. Não entendi muito bem os motivos que levaram Núbia a sair da casa dos Said, porque eu sabia que ela também precisava muito de um emprego. No dia que ela foi nos visitar, viu o estado da minha mãe, que veio piorando muito nos últimos meses. A cirurgia para retirar o cancêr das mamas de minha mãe já havia sido aprovada pelo hospital público, mas ainda não tinham a chamado. Ela já estava na fila há quase um ano e sua saúde vinha se debilitando mais a cada dia. Com minha mãe sem poder trabalhar, meu irmão caçula sendo muito novo para trabalhar e meu irmão mais velho sendo um álcoolatra, eu acabava sendo a responsável por trazer comida para dentro de casa. - O salário é muito bom, Sofia. Por que você não se candidata? Poderia ajudar muito vocês... - Núbia falou. - Mas se era tão bom, por que você saiu, Núbia? Um emprego desses com um salário tão bom deve ter algo muito ruim para fazer com que você não ficasse lá. - Disse Sofia. - Eu já estou muito velha para cuidar de uma criança tão pequena, Sofia. - Núbia falou olhando para baixo e afinando um pouco a voz. Núbia era uma senhora que era alguns anos mais velha que minha mãe. Nunca soube a sua idade exata, porque ela não gostava de falar. Mas pela aparência dela e por saber que era mais velha que minha mãe, ela deveria estar na casa dos 55 anos. Nunca a achei tão velha assim, a via como uma amiga, que apesar de, com certeza, ter o dobro da minha idade, tinha uma mente bem jovial. As pessoas aqui no subúrbio realmente envelheciam mais rápido. O trabalho árduo, as poucas horas de sono, a má alimentação e as preocupações sobre como seria o dia de amanhã, faz com que as pessoas envelheçam mais rápido, faz até com que a alma envelheça mais rápido. Núbia sempre dizia que eu deveria tentar a vida fora dali, que eu era bonita demais para aquele lugar, mas como eu poderia ir embora e deixar minha mãe e meu irmão mais novo..? Nunca me vi também como uma mulher tão bonita quanto algumas pessoas diziam. No colégio as meninas branquinhas, com as bochechas rosadas e cabelos loiros brilhantes, sempre eram as que se destacavam. E elas realmente eram lindas. Eu as invejava.. não necessariamente por causa da aparência delas, mas porque mesmo sendo pobres, talvez não tão pobres quanto eu, tudo parecia ser mais fácil para elas. Eu só queria conseguir terminar o colégio. Estudar o suficiente para conseguir dar uma vida melhor para a minha família. Consegui terminar o ensino médio com muita luta e até iniciei a faculdade. Consegui passar no vestibular para pedagogia, mas não consegui terminar, porque logo em seguida a saúde de minha mãe começou a debilitar e eu precisei parar de estudar para trabalhar e também conseguir ter mais tempo para cuidar da minha mãe. Mas sem faculdade, sem boas referências, eu não conseguia nenhum trabalho que me pagasse bem. Eu só conseguia colocar o básico dentro de casa e em nenhuma das vezes que fui contratada, foi por carteira assinada. E naquele exato momento, eu estava desempregada. - Me fala a verdade, Núbia. O que tem de tão ruim nesse lugar para você não ter ficado nem dois meses lá? A criança é muito difícil? - Perguntei. - Nunca! Bernadinho é uma criança abençoada, muito esperto e muito ativo também, se é que você me entende, né? Criança, né, menina. Criança saudável faz bagunça mesmo. - Núbia suspirou, como se realmente gostasse do menino. - Vou te ser muito sincera, menina. Aquela gente é muito diferente da gente e tem o nariz empinado demais. Tu sabe muito bem que o meu pavío é meio curto e em algum momento eu ia acabar fazendo alguma besteira. Mas você é um anjo e além de ter mais disposição que eu, com certeza vai saber lidar melhor com aquele povo. Liga logo pra esse número aí que eu te dei antes que outra pessoa pegue essa vaga. Nesse dia eu liguei para o número que Núbia havia me dado. Falei com uma mulher chamada Jisele, que se identificou como sendo a governanta da casa dos Said e sendo a responsável por filtrar as candidatas para o cargo de babá de Bernardo. Pensei que a entrevista seria na casa deles, mas não, Jisele disse que primeiro entrevistava as candidatas fora da residência para ter certeza sobre a índole da pessoa. Eu concordei. Nosso encontro foi em uma padaria na parte mais bonita e mais cara do centro. Quando cheguei no local, antes de Jisele, fiquei com vergonha de ficar sentada sem pedir nada e a única coisa que tomei naquele lugar foi uma água. Não tinha dinheiro para pagar mais do que aquilo.WilliamPensei ter ouvido um barulho na porta do quarto, mas quando olhei para trás ela estava fechada. Deveria ter trancado, mas subi com o meu corpo fervendo e não raciocinei. De qualquer forma, ninguém entrava no quarto de ningúem ali em casa. Principalmente naquele horário. Era mais fácil os fantasmas dos meus antepassados invadirem meu quarto do que alguém me procurar primeiro antes de me ligarem no celular.Até quando minha mãe queria falar comigo ela preferia me chamar primeiro por mensagem de texto ou ligação, mesmo que estivéssemos os dois em casa.Não aguentei de desejo e me despi assim que entrei no quarto, olhando para a janela, vendo só a luz da casinha acesa.Lembrei do corpo de Sofia e de como suas mãos delicadas passavam pelo seu corpo.Me imaginei lá dentro com ela. Passando as mãos no seu corpo inteiro. Apertando seus seios, a abraçando por trás. Imaginei meu rosto lambendo seu sexo enquanto suas mãos pressionavam minha cabeça para que eu não parasse. Imaginei carre
SofiaSai correndo do banheiro e quase caí. Mesmo com mil pensamentos eu consegui vestir a primeira roupa que estava na minha frente e sai correndo atrás do senhor William. Eu não queria perder o meu emprego!Eu teria preferido que ele tivesse falado algo, mesmo que fosse para dizer que eu não estava fazendo meu trabalho direito, que eu deveria estar sempre a postos, mas nem isso ele falou, ele não falou absolutamente nada.Estava tão nervosa que não tive tempo de me vestir direito e somente depois notei que nem sutiã eu havia colocado. Ele deve ter me achado deprimente.Voltei para colocar uma roupa descente e pensei comigo mesma.- Se ele veio aqui é porque estava precisando de alguma coisa. Talvez Bernardo tenha acordado ou não sei, mas ele não viria aqui sem nenhum motivo. Terminei de me vestir. Sequei meu cabelo o melhor que pude e me arrumei com a roupa destinada ao meu trabalho. Meu uniforme já estava no guarda roupa da casinha. Entendi que deveria usá-lo em todos os momentos
WilliamNão consegui conter minha vontade e piorou depois que, quando comecei a descer as escadas, ouvi Benício falando com Hugo, dizendo que a nova babá de Bernardo era uma "coisinha saborosa" e que ela se fazer difícil deixava tudo mais divertido para ele. Eles riam enquanto conversavam sobre isso e Hugo já demonstrava um interesse muito grande em vê-la.- Mas me diga, como ela é? - Hugo perguntou. - todos os detalhes.- Ela é pequena, magrinha, mas com curvas bem acentuadas, é o que parece, mas pelas roupa que ela usava não foi possível ver o quão acentuadas realmente são. - Benício falou. - ela é preta, sabe como elas são, não é? Fogosas! Todas que tive foram assim. Essa só é mais tímida do que o normal.Senti raiva por ouvir aquilo e de como meus irmãos eram pessoas desagradáveis. Mesmo
SofiaSaí praticamente correndo do quarto sem ter certeza se me escondia em algum canto e esperava que a mãe de Bernardo saísse do quarto e eu pudesse voltar para acalmá-lo, porque ouvia o choro do bebê. Ou se eu realmente deveria ir embora para não piorar a situação. Talvez eu devesse ter ficado calada, mas eu não queria ofender ninguém. Eu só achei que não era comum o senhor William fazer aquelas tarefas com Bernardo e que esse era meu dever como babá. Mas eu deveria ter ficado calada. Tinha que aprender que ali eu não deveria falar nem um único "mas". Eu precisava daquele emprego.Resolvi que seria melhor sair realmente dali e se precisassem de mim iriam me chamar. Desci as escadas e não vi ninguém. Segui para a sala onde estive com Dona Catarina para ir atrás da minha mochila com minhas coisas, mas quando cheguei lá, ela não estava onde eu a tinha deixado. Quando me virei para trás, na porta, como se fosse um gato que chega sem fazer nenhum barulho, estava Benício.- Seus pertenc





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