Finalmente encostei o carro no canto de um estacionamento vazio. Apoiei a testa no volante e permiti que o desespero me inundasse por um momento. Chorei. Nem sabia ao certo o porquê de cada lágrima, mas a discussão com a minha mãe tinha sido o golpe de misericórdia. Anos de mágoa, rancor, julgamentos constantes e a opressão de uma mulher fanática e narcisista desabaram sobre mim naquele instante. Aquele era o ponto final que faltava para encerrar uma vida de manipulações. Mas, por que então doí