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POV – Lully – Presente 16/07- Sexta-feira
O despertador não toca. Ele grita. Cinco da manhã.
Abro os olhos e o teto baixo parece querer me sufocar. O quarto é um antigo depósito, pequeno, sem janelas, onde o cheiro de mofo briga com o cheiro adocicado da pomada da minha avó. Dei o quarto maior para a Maitê.
Ela precisa de luz para estudar. Eu já me acostumei com a penumbra.
Sento-me na cama e sinto o estrado de madeira gemer. O frio do chão de cimento soube pelos meus pés,