Mundo ficciónIniciar sesiónEle era um agente secreto. Misterioso, solitário, e viciado em trabalho. Ela, uma escritora de livros infantis. Doce, determinada e apaixonada por ações sociais. Dois mundos que jamais deveriam se cruzar... Até que um olhar rápido no estacionamento de um supermercado muda tudo. Jhonas Belford nunca acreditou em amor à primeira vista — até ver Cloe. Sem saber como se aproximar, ele cria uma desculpa maluca: contratá-la como sua "assistente doméstica"... Mas o que começa como uma mentira inocente, se transforma em uma paixão arrebatadora. Cloe, assustada com o mistério que envolve esse homem blindado por dentro e por fora, tenta resistir. Mas aos poucos, ela descobre que, por trás do terno preto e do olhar firme, existe um coração frágil e cheio de cicatrizes. Entre missões secretas, sucos naturais, vestidos esquecidos e bilhetes inesperados, nasce uma história que prova que... Nem todo agente quer proteger o mundo. Alguns só querem proteger um único coração. Com Amor, Agente J.
Leer másNa livraria, Cloe arrumava uma vitrine quando seu celular vibrou. Reconheceu o número imediatamente: Jhonas. O coração acelerou.— Oi? — atendeu, tentando soar natural.Do outro lado, a voz dele veio firme, mas apressada.— Está tudo bem?— Sim… mas você sumiu. — o tom dela denunciava a saudade. — Fiquei preocupada.Houve um breve silêncio. Jhonas respirou fundo antes de responder:— Preciso que confie em mim. Há coisas que não posso explicar agora, mas prometo que vou voltar.As palavras, embora doces, soaram enigmáticas. Cloe franziu o cenho.— Você sempre fala como se fosse desaparecer a qualquer momento. Quem é você de verdade, Jhonas?O silêncio do outro lado foi mais revelador do que qualquer resposta. Ela sentiu o peso da dúvida crescer em seu peito.— Só
Cloe.A lembrança do jeito distraído com que ela mordia a ponta do lápis, ou do sorriso sincero quando falava de livros, aparecia em sua mente quando menos esperava. Ele não deveria deixar isso interferir, mas cada vez mais se via dividido entre o dever e o desejo de simplesmente estar ao lado dela.Na manhã seguinte, Cloe ajeitava as prateleiras da livraria, distraída. Seus olhos se perdiam nos títulos, mas sua mente estava distante. Desde a última mensagem breve de Jhonas, não havia tido mais notícias. Não queria se apegar à ansiedade, mas a ausência dele pesava.— Está tudo bem, Cloe? — perguntou Marina, a colega de trabalho, ao notar sua expressão.— Estou… só cansada. — forçou um sorriso.Marina não insistiu, mas Cloe sabia que não estava enganando ninguém. Havia algo diferente em seu coração desde que Jhonas aparecera em sua vida. Uma mistura de medo e esperança.Quando chegou em casa, naquela noite, tentou escrever. Abriu o caderno, rabiscou algumas linhas, mas apagou logo em s
O apartamento ainda guardava o silêncio pesado da madrugada quando Jhonas se jogou contra o sofá. O corpo doía como se cada músculo tivesse lutado uma batalha própria. A jaqueta úmida estava largada sobre a cadeira, as botas ainda respingavam água no chão de madeira, e o cheiro de pólvora parecia ter se infiltrado até em sua pele.Ele fechou os olhos, mas a imagem do coração vermelho que Cloe lhe enviara insistia em permanecer ali, queimando dentro de si mais do que qualquer clarão de explosão. Aquela simplicidade tinha atravessado a noite mais escura, como um farol que ele não esperava encontrar.O celular repousava sobre a mesa de centro. Uma pequena luz piscava, indicando que ela já havia lido a resposta dele. Nenhuma nova mensagem. Jhonas respirou fundo, apoiando os cotovelos nos joelhos, e se permitiu algo raro: um sorriso cansado.— O que você está fazendo comigo, Cloe? — murmurou para si mesmo, quase sem perceber.A estrada deserta parecia não ter fim. O ronco da moto ecoava so
A respiração de Jhonas acelerava, cada músculo em alerta. Os dois seguranças avançavam rapidamente, armas em punho. O som da chuva batendo no telhado enferrujado se misturava ao eco dos passos pesados que vinham em sua direção.Ele precisava agir com precisão. Não podia se dar ao luxo de hesitar.Com um movimento rápido, lançou uma pequena granada de luz — nada letal, apenas suficiente para ofuscar e confundir. O clarão iluminou todo o corredor, e em meio ao grito de surpresa dos homens, Jhonas mergulhou por baixo de uma das caixas e correu em direção à saída lateral.Mas não escapou ileso. Um disparo ressoou e a bala ricocheteou contra uma pilha de metal, levantando fagulhas. Por instantes, o perigo se tornou real demais. Ele se abaixou, protegendo-se, o coração batendo como um tambor no peito."Preciso sair daqui... po





Último capítulo