O apartamento ainda guardava o silêncio pesado da madrugada quando Jhonas se jogou contra o sofá. O corpo doía como se cada músculo tivesse lutado uma batalha própria. A jaqueta úmida estava largada sobre a cadeira, as botas ainda respingavam água no chão de madeira, e o cheiro de pólvora parecia ter se infiltrado até em sua pele.
Ele fechou os olhos, mas a imagem do coração vermelho que Cloe lhe enviara insistia em permanecer ali, queimando dentro de si mais do que qualquer clarão de explosão.