Mundo ficciónIniciar sesiónRafaela nunca acreditou em contos de fadas. Criada na favela do Rio de Janeiro, com muito esforço e determinação, ela construiu seus próprios sonhos enquanto cursava Administração na Unicesumar, equilibrando estudos, trabalho e uma personalidade bem-humorada que escondia a dureza da vida que enfrentou. Independente, inteligente e orgulhosa, ela jamais imaginou que seu destino cruzaria com o homem mais temido e cobiçado da alta sociedade carioca. Caíque é arrogante, frio e dominador. Um bilionário implacável que carrega o peso do império da família nos ombros. Após a morte do pai, descobre que só poderá assumir definitivamente a herança — e salvar a própria empresa — se estiver casado. Sem tempo para romance e incapaz de amar, ele precisa apenas de um nome ao seu lado no altar. Nada além disso. E então surge Rafaela. A secretária desastrada, de origem humilde, mas mente afiada e língua afiada na mesma proporção. Perfeita para um acordo. Perfeita para um contrato. O que Caíque não esperava era que Rafaela não fosse o tipo de mulher que aceita migalhas. Se o casamento seria sem amor, ela exigiria sua parte: 30% da herança. Ele, irritado, reduz para 25%. Um impasse. Um contrato. Duas assinaturas. Assim nasce um casamento frio, calculado e absolutamente estratégico. Mas quando dois mundos tão opostos colidem — o morro e a cobertura de luxo, o riso fácil e o olhar impassível, a mulher que aprendeu a lutar e o homem que nunca precisou pedir — sentimentos começam a escapar pelas brechas do acordo. Entre cláusulas, provocações e convivência forçada, a pergunta deixa de ser sobre dinheiro. Será que um casamento criado por interesse pode sobreviver quando o coração decide quebrar todas as regras? Ou o contrato será a única coisa que os manterá juntos?
Leer másA música eletrônica vibrava de maneira constante pelas paredes de vidro do bar de luxo, fazendo com que as luzes de neon refletissem nas garrafas de bebidas caríssimas que ocupavam todo o balcão iluminado, criando um ambiente quase hipnótico, daqueles que pareciam existir apenas para uma elite que jamais precisava se preocupar com limites. O lugar havia sido completamente fechado para o público naquela noite por ordem direta de Caíque Albuquerque, que simplesmente não tinha o hábito de dividir seus espaços com desconhecidos, ainda mais quando se tratava de momentos de diversão.
O herdeiro mais cobiçado do Rio de Janeiro estava recostado em um amplo sofá de couro preto, com uma taça de uísque de alto valor repousando em sua mão direita enquanto no seu lado esquerdo estava uma mulher lnda e ruiva com uma roupa bem decotada, acariciando o e sorrindo para ele enquanto bebia um vilho caro ao seu lado, ele a ignorava e observava o movimento ao redor com uma expressão de despreocupação quase arrogante, típica de quem havia crescido em um mundo onde dinheiro, poder e influência eram praticamente garantias de nascimento.
Ao redor dele estavam seus amigos mais próximos, ou ao menos aqueles que costumavam compartilhar as mesmas festas, as mesmas extravagâncias e o mesmo estilo de vida despreocupado. Jovens ricos, filhos de empresários influentes, herdeiros de sobrenomes que circulavam entre os jornais de economia e colunas sociais da cidade, homens que haviam aprendido desde cedo que o dinheiro podia abrir praticamente qualquer porta.
— Caíque, você realmente fechou o bar inteiro só pra gente? — perguntou Eduardo, um deles, erguendo uma garrafa de uísque escocês enquanto um sorriso largo se espalhava por seu rosto.
Caíque apenas deu de ombros de maneira tranquila, como se aquela atitude fosse a coisa mais natural do mundo.
— Eu não gosto de dividir espaço com gente desconhecida — respondeu, levando a taça lentamente até os lábios.
As risadas surgiram quase imediatamente, ecoando pelo salão.
Perto deles, algumas modelos circulavam pelo ambiente com naturalidade, mulheres extremamente bonitas, com vestidos curtos e elegantes, cabelos perfeitamente arrumados e olhares que sabiam exatamente como atrair a atenção masculina sem precisar dizer uma única palavra. Algumas dançavam próximas à pista iluminada, outras se aproximavam das mesas com movimentos suaves, como se toda aquela atmosfera tivesse sido cuidadosamente planejada para alimentar o ego dos homens presentes.
Uma delas se aproximou de Caíque com um sorriso sedutor estampado no rosto, deslizando a mão delicadamente pelo ombro dele enquanto se inclinava para falar próximo ao seu ouvido, uma mulher de cabelos platinados , a ruiva ao seu lado também acaricia o outro ombro dele, a loira sussurra:
— Você quase não falou comigo hoje — murmurou ela, com uma voz suave carregada de provocação.
Caíque a observou por alguns segundos, analisando o rosto perfeitamente maquiado e o corpo moldado para chamar atenção, antes de puxá-la levemente pela cintura com uma expressão divertida, Verônica é uma de suas ficantes, ela senta se no colo dele e lança um olhar frio para a ruiva expulsando a outra dali, Caíque não se importava se iria passar a noite com Verônica ou com a mmodelo ruiva, ele só queria se divertir sem compromisso, sem pressão.
— A noite é longa — Ele respondeu, em tom baixo.
Aquilo foi o suficiente para fazê-la sorrir.
Entre goles generosos de bebida, conversas superficiais, provocações e olhares insinuantes, a madrugada avançou sem qualquer preocupação com o tempo. A música permanecia alta, os corpos se moviam próximos demais uns dos outros e o clima de libertinagem dominava o ambiente, transformando aquela festa em mais uma das muitas noites em que Caíque simplesmente escolhia ignorar o resto do mundo, ele e Verônica foram para a cama mas ele levou com eles Roberta a ruiva, ele mandava , ele escolhia e naquela noite ele queria duas, se Verônica não quisesse então ela que se retirasse. Mas Verônica sempre fazia a vontade dele, seria por apego ou diversão, não se sabe, mas ela gostava dele desde novos e rebeldes, imcompreendidos pela sociedade, ela nunca exigiu que ele mudasse, nunca colocou regras no lance deles e ele nunca levou ela a sério. Para ele era apenas rotina.
Diversão sempre havia sido a forma mais simples de fugir de tudo aquilo que ele preferia não enfrentar.
Em determinado momento da madrugada, ele se levantou e caminhou lentamente até o balcão do bar, servindo mais um pouco de uísque em seu copo enquanto encarava o reflexo no grande espelho atrás das garrafas.
Olhos escuros. cabelos bem alinhados, topete bem formado, Expressão segura. Um sorriso que parecia sempre carregar uma dose de provocação. A imagem que ele via refletida era exatamente aquilo que o mundo esperava dele. Mas havia algo por trás daquele reflexo que ele preferia não examinar com muita atenção. Seu celular vibrou sobre o balcão naquele instante. Ele olhou rapidamente para a tela. Hospital. Uma mensagem curta informava que o estado de saúde de seu pai continuava havia piorado ele morreria em algumas horas, com sorte poucos dias.
Por um breve momento, Caíque travou o maxilar.
A música parecia distante. O barulho das conversas desapareceu como se alguém tivesse reduzido o volume do mundo ao redor, ele odiava o pai dele, mas não queria que o seu pai morresse, ele não sabia porque ainda nutria aquele apego por alguém que o culpava por algo que nunca foi sua culpa, ou talvez fosse? A relação dele e de seu pai era manchada e rachada e pelo jeito terminaria assim, ele tinha esperanças de um futuro melhor para a relação deles e parece que esse futuro nunca chegaria.
Sem dizer nada, ele simplesmente virou o copo inteiro de uísque de uma vez.
— Ei, Caíque! — gritou um dos amigos do outro lado do salão. — Vem pra cá!
Ele apenas levantou o copo vazio e voltou para o sofá como se nada tivesse acontecido.
A festa continuou.
O sol já estava alto quando o carro esportivo de Caíque atravessou os portões da imensa mansão da família, avançando lentamente pelo longo caminho cercado por jardins perfeitamente cuidados que refletiam o poder e a tradição daquela fortuna construída ao longo de décadas.
Ele desceu do veículo com passos tranquilos, ainda vestindo a camisa social aberta no colarinho e com o relógio caro brilhando discretamente em seu pulso. A ressaca não o incomodava; depois de tantos anos vivendo noites semelhantes, seu corpo já havia se acostumado com aquele tipo de rotina.
Assim que entrou na casa, encontrou o mordomo esperando no amplo hall de entrada.
— Senhor Caíque — disse o homem com sua postura impecável, típica de alguém que servia aquela família havia muitos anos. — O senhor recebeu várias ligações esta manhã.
— Imagino de quem — respondeu ele, caminhando lentamente pelo ambiente.
O mordomo assentiu.
— O hospital também entrou em contato.
Caíque passou a mão pelos cabelos, tentando afastar o cansaço.
— E qual é a novidade?
— Seu pai quer vê lo.
Por um instante, ele permaneceu em silêncio. Sua mãe havia morrido quando ele tinha apenas quatorze anos. Um acidente trágico que mudou completamente o ambiente dentro daquela casa. Depois disso, restaram apenas ele e o pai. Um homem rígido. Frio. Extremamente disciplinado. E ele...
Seu pai passava a maior parte do tempo dedicado à empresa, construindo e expandindo o império financeiro da família, sempre exigindo mais resultados, mais estratégia, mais responsabilidade. Quando não estava trabalhando, estava tentando transformar o filho em alguém que considerasse digno de carregar aquele sobrenome.
Caíque cresceu ouvindo críticas. Exigências. Cobranças. E havia algo que seu pai nunca conseguiu esconder completamente. Ele o culpava pela morte da mãe. Talvez por isso a relação entre os dois jamais tivesse conseguido se tornar realmente próxima. Mesmo assim, Caíque sempre demonstrou talento para os negócios. Desde jovem havia apresentado ideias estratégicas que salvaram contratos importantes da empresa, mostrando uma habilidade natural para administração e negociações. Ele sabia exatamente como lidar com o mundo corporativo. O problema sempre foi sua vida pessoal. E isso era algo que seu pai jamais aceitou.
— O advogado da família está esperando na sala de reuniões — informou o mordomo.
Caíque franziu levemente o cenho.
— Marcelo?
— Sim, senhor.
Aquilo era estranho.
Ele caminhou pelo corredor silencioso da mansão até chegar à sala de reuniões, onde encontrou Marcelo sentado à mesa com uma pasta de couro aberta diante de si.
O advogado levantou os olhos.
— Caíque.
— Marcelo.
O jovem herdeiro puxou uma cadeira e sentou-se com tranquilidade, cruzando os braços enquanto observava o homem à sua frente.
— Imagino que isso seja sobre a herança.
Marcelo respirou fundo antes de responder.
— Seu pai deixou instruções muito específicas em seu testamento.
Caíque inclinou ligeiramente a cabeça.
Aquilo não era surpresa.
A empresa, a mansão, as ações e toda a fortuna da família inevitavelmente passariam para ele.
Era o único herdeiro.
— Então vá direto ao ponto — disse Caíque com impaciência. — Eu tenho uma reunião na empresa mais tarde.
Marcelo abriu a pasta com cuidado e retirou um documento.
— Seu pai deixou uma cláusula específica relacionada à herança.
Rafaela caminhava pelo corredor da empresa com passos firmes, mas seu coração parecia uma tempestade desordenada dentro do peito. A notícia que havia recebido poucos minutos antes ainda ecoava em sua mente como algo absurdo demais para ser real. Casar-se com Caíque Albuquerque era simplesmente a última coisa que ela imaginaria para sua vida.Ela o odiava.Odiava a arrogância dele, o jeito frio como tratava as pessoas, a forma como parecia acreditar que o mundo inteiro existia apenas para satisfazer seus caprichos. Para Rafaela, Caíque representava tudo aquilo que ela mais desprezava: privilégio sem esforço, riqueza herdada e uma vida construída sobre o dinheiro e o poder de outra pessoa.Ela apertou os braços contra o corpo, respirando fundo.Enquanto pensava nisso, ouviu passos atrás de si.— Rafaela — chamou uma voz calma.Ela se virou e viu Marcelo, o advogado da família Albuquerque, aproximando-se com a mesma postura educada de sempre. Ele parecia ser o único naquela situação inte
O silêncio dentro do escritório ainda parecia pesado demais para qualquer um respirar com normalidade. A revelação do testamento havia caído sobre aquela sala como um trovão inesperado, deixando todos em um estado de incredulidade difícil de descrever. Rafaela permanecia parada alguns passos afastada da mesa, segurando a bandeja vazia com força entre os dedos, enquanto sua mente tentava compreender o absurdo que acabara de ouvir.Por alguns segundos ela apenas piscou, como se esperasse acordar de um sonho estranho.Mas quando percebeu que ninguém estava rindo, que o advogado ainda segurava o documento e que Caíque continuava olhando para ela com a mesma expressão incrédula, algo dentro dela finalmente explodiu.— Não… — disse ela, balançando a cabeça.Depois mais firme:— Não!E então, com a voz carregada de indignação:— NÃO!Rafaela deu um passo à frente, apontando para Marcelo com indignação.— Eu não vou me casar com ele! Isso é ridículo! Isso é absurdo! Meu sonho de casamento não
O homem de terno azul aproximou-se com passos tranquilos, demonstrando uma postura elegante e segura, diferente da arrogância fria que Caíque havia exibido ao atravessar o escritório momentos antes. Seu sorriso era educado, quase gentil demais para aquele ambiente corporativo onde, na maioria das vezes, as pessoas estavam ocupadas demais para qualquer formalidade calorosa.— Olá, meninas, tudo bem? — disse ele com uma voz calma e cordial. — Desculpem incomodá-las, mas preciso roubar rapidinho sua amiga Rafaela, por gentileza.Rafaela ergueu as sobrancelhas em surpresa, olhando primeiro para o homem desconhecido e depois para as amigas, que imediatamente assumiram expressões curiosas.— Eu? — perguntou ela, apontando para si mesma.— Sim — respondeu ele, mantendo o sorriso. — Apenas alguns minutos.Tati e Tônia trocaram um olhar rápido, claramente intrigadas.— Vai lá, Rafa — disse Tati, segurando o riso. — Talvez seja uma promoção surpresa.— Ou você derrubou algum documento important
Enquanto a alta sociedade do Rio de Janeiro acordava lentamente depois de mais uma noite de festas luxuosas, em uma pequena vila simples na zona norte da cidade o dia já havia começado muito antes do sol nascer, pois ali a rotina não permitia preguiça nem excessos, e cada minuto era precioso para quem precisava trabalhar duro para conquistar aquilo que a vida nunca havia entregue de forma fácil.Rafaela já estava de pé quando o primeiro ônibus do bairro passou pela avenida próxima, o barulho do motor ecoando pelas ruas estreitas enquanto ela terminava de prender os cabelos em um rabo de cavalo apressado diante do pequeno espelho pendurado na parede do quarto. A casa era simples, construída ao longo dos anos com muito esforço por seu pai, mas sempre limpa, organizada e cheia de vida.Na cozinha, o cheiro de café fresco já tomava conta do ambiente.— Rafaela, menina, você vai sair sem comer de novo? — perguntou sua mãe da porta, segurando uma colher de pau enquanto mexia uma panela no f
A música eletrônica vibrava de maneira constante pelas paredes de vidro do bar de luxo, fazendo com que as luzes de neon refletissem nas garrafas de bebidas caríssimas que ocupavam todo o balcão iluminado, criando um ambiente quase hipnótico, daqueles que pareciam existir apenas para uma elite que jamais precisava se preocupar com limites. O lugar havia sido completamente fechado para o público naquela noite por ordem direta de Caíque Albuquerque, que simplesmente não tinha o hábito de dividir seus espaços com desconhecidos, ainda mais quando se tratava de momentos de diversão.O herdeiro mais cobiçado do Rio de Janeiro estava recostado em um amplo sofá de couro preto, com uma taça de uísque de alto valor repousando em sua mão direita enquanto no seu lado esquerdo estava uma mulher lnda e ruiva com uma roupa bem decotada, acariciando o e sorrindo para ele enquanto bebia um vilho caro ao seu lado, ele a ignorava e observava o movimento ao redor com uma expressão de despreocupação quase





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