A mansão Albuquerque era maior do que Rafaela havia imaginado.
Não maior no sentido dos metros quadrados — havia calculado, pelas fotografias que havia visto e pelos relatos que havia ouvido, que seria grande. Era maior de outra forma. Era maior com aquela grandiosidade específica dos lugares que foram construídos não apenas para ser habitados mas para comunicar algo sobre quem os habitava — cada detalhe uma declaração, cada espaço uma afirmação de poder que não precisava ser dita em voz alta p