Mundo de ficçãoIniciar sessãoLina foi levada até a matilha dos lobos e se vê em controle de Roberto, o Alfa, pois ele jurou protegê-la de Logan o líder da matilha das raposas. Logan é obcecado por Lina e deseja marca-la nem que para isso ele tenha que destruir os lobos, Roberto o odeia com todas as suas forças por causa de conflitos do passado que Lina não se lembra. Ela odeia Roberto e se cansa de viver em posse dele, o pai da garota pediu ao Alfa para que cuidasse dela e a transformasse em Loba Alfa. Em uma batalha, ela se aproxima de Logan e começa a preferir ele do que Roberto, mas ambos escondem segredos. Roberto não é ruim como ela imagina, mas é controlador e Logan possessivo. Talvez o coração de Luna esteja dividido entre os dois Alfas mais perigosos da região.
Ler maisSaí da cafeteria às oito da noite. O ar frio da noite em Jackson bateu direto no meu rosto, desceu pelo pescoço e entrou pela gola da jaqueta fina. Segurei o copo de café quente com as duas mãos. O calor atravessava o papel fino e aquecia minhas palmas. Meus dedos sentiam a temperatura alta, quase queimando. Os passos ecoavam na calçada quase vazia. Poucas pessoas passavam. O vento leve balançava as folhas das árvores ao longo da rua. Meu coração batia normal, o corpo relaxado depois do dia longo de trabalho.
Um carro escuro parou bruscamente ao meu lado. A porta traseira se abriu com velocidade. Um homem alto, de ombros largos, saiu rápido. Suas mãos grandes agarraram meu braço esquerdo com força. Os dedos apertaram minha pele e músculos, causando dor imediata. Tentei gritar. Ele cobriu minha boca com a palma da mão grande. O cheiro forte de couro, suor e terra molhada invadiu minhas narinas. Meu coração acelerou de repente, batendo forte contra as costelas. As pernas tremeram. O estômago revirou. Ele me puxou para dentro do carro com um movimento brusco. Meu ombro bateu no banco. O copo de café caiu no chão do veículo. O líquido quente escorreu pelo meu sapato e pela perna, queimando levemente a pele. Ele não disse nenhuma palavra. Dirigiu em silêncio, as mãos firmes no volante. Os músculos dos braços dele ficavam tensos a cada curva. Tentei abrir a porta várias vezes. A trava não cedia. Meu peito subia e descia rápido. O ar dentro do carro parecia pesado. Suor frio escorria pelas minhas costas. As mãos tremiam no colo. Olhava para ele de lado, tentando entender. O rosto dele era duro, mandíbula travada, olhos fixos na estrada. Dirigimos por quase uma hora. As luzes da cidade ficaram para trás. Entramos em uma estrada de terra cercada por mato alto. O carro parou em frente a uma casa velha isolada. As paredes eram de madeira escura, o telhado baixo. Ele me puxou para fora. Meus pés arrastaram na terra úmida e fria. O cheiro de mato e decomposição subiu pelo nariz. O colchão afundou sob meu peso. Os joelhos tremiam. O coração ainda batia forte. Fiquei ali por horas. O silêncio era absoluto, quebrado só pelo vento lá fora. Meus pensamentos giravam. Medo misturado com confusão apertava meu peito. A garganta seca. Tentei a janela. As grades eram firmes. Não cedia. A porta se abriu de repente. O homem entrou. Cabelos pretos curtos, olhos amarelos penetrantes que pareciam brilhar no escuro. Corpo musculoso, ombros largos, altura acima de 1,90m. Fechou a porta atrás de si e me olhou direto. — Seu pai me pediu para te proteger antes de morrer. Sou Roberto, Alfa da matilha dos lobos. Minhas pernas fraquejaram. Sentei novamente. O corpo inteiro tremia. Ele explicou com voz grave e direta. Existiam seres como ele. Lobos que se transformavam. Eu era importante para o equilíbrio. Logan, o Folf de nove caudas, líder da matilha das raposas, me queria como parceira. Meu pai havia feito um acordo anos atrás com Roberto, eu nunca soube que o meu pai fazia parte da matilha. Gritos e rosnados vieram de fora. Roberto saiu correndo. Corri até a janela gradeada e consegui ver parte do terreno. Lobos em forma humana e animal lutavam contra raposas ágeis. Garras rasgavam pele. Sangue espirrava na terra escura. Dor e adrenalina tomavam o ar. Roberto se transformou. O corpo dele cresceu, ossos estalando. Virou um lobo negro enorme, pelagem brilhante, dentes afiados. Avançou contra as raposas. Mordidas fortes arrancavam carne. Uivos altos cortavam a noite. Meu estômago revirava a cada som. As mãos suavam frio. O coração martelava tão forte que doía. No centro da luta, um homem com cabelos escuros longos até os ombros, corpo robusto e musculoso, liderava as raposas. Nove caudas douradas moviam-se atrás dele como chamas vivas. Logan. Seus movimentos eram rápidos e precisos. As caudas chicoteavam o ar, acertando lobos. Ele olhou direto para a janela. Nossos olhos se encontraram por alguns segundos. Ele sorriu. Um sorriso possessivo que gelou minha espinha. Senti náusea subir pela garganta. Roberto matou dois inimigos com mordidas precisas. Sangue cobria seu focinho. Logan recuou com o resto da matilha após perder mais três raposas.Caminhamos mais alguns metros pela floresta. O silêncio dele me deixou inquieta. Parei e cruzei os braços. — Logan, responde. De onde você me conhece? Como soube quem eu era antes mesmo de me sequestrarem? Preciso de respostas. Ele virou o corpo completamente para mim. Os olhos verdes ficaram mais intensos. As nove caudas moveram-se lentamente atrás dele, roçando folhas no chão. — Eu te conheço de muitas vidas, Lina. Nossa espécie não morre de verdade. Lobos e raposas renascem. As raposas guardam memória completa das vidas passadas. Os lobos costumam esquecer, mas o corpo e a alma lembram. É por isso que seu pai queria te manter longe de mim. Para ele, você não foi feita pra mim. Fiquei parada, sentindo o chão frio sob os pés. Meu coração acelerou. — Reencarnação? Isso é loucura. Eu me lembraria se fosse verdade. — Não é loucura. Na primeira vida, há quase duzentos anos, você era Lira. Uma loba forte, de pelagem cinza escura. Eu era o Folf recém-chegado às nove caudas. Nós nos
Saí para o pátio traseiro da sede para tomar ar. A noite estava fresca, o vento leve balançava as folhas das árvores ao redor. Meu corpo ainda carregava o calor do cio que começava a se manifestar. A pele sensível, os seios pesados, um latejar constante entre as pernas. Sentei em um banco de madeira perto da borda da floresta. Porém estava começando a me acostumar.Um homem da matilha se aproximou. Alto, cabelos castanhos curtos, ombros largos e olhos castanhos escuros. Chamava-se Marcus. Ele parou a alguns passos, mãos nos bolsos da jaqueta escura.— Lina, certo? — perguntou com voz grave e calma. — Vi você na reunião. Parecia tensa.Levantei o olhar e assenti. — É? Vejo que sua impressora está certa.Marcus sorriu de lado e se sentou no banco ao meu lado, mantendo uma distância curta. — Posso imaginar. Chegar aqui do nada, ser jogada no meio de uma guerra entre lobos e raposas… deve ser difícil. Eu nasci nessa matilha. Conheço Roberto desde criança. Ele é bom líder, mas às vezes é
Saí da sala de reuniões com a cabeça latejando. O cheiro de tensão ainda grudava na minha pele. Voltei para o quarto que me deram na sede dos lobos, mas mal fechei a porta quando Sara apareceu novamente, cabelos vermelhos brilhando sob a luz fraca do corredor.— Vem comigo. Tem algo que você precisa ver. Agora.Segui ela pelos corredores até uma ala isolada. O ar estava mais quente, carregado de suor, almíscar e algo selvagem. Entramos em um quarto amplo com paredes de pedra. No centro, uma garota chamada Clara — uma loba recente da matilha, que eu tinha visto só de passagem — estava deitada em uma cama larga, completamente nua. O corpo dela brilhava de suor. Os olhos amarelos estavam dilatados, quase selvagens.Clara arqueou as costas de repente. Um rosnado gutural saiu da garganta dela. Seus músculos tremiam visivelmente. Vi as veias do pescoço incharem. Os ossos dos ombros estalaram alto. Pelos cinzentos começaram a surgir devagar pelos braços e coxas. Ela gritou — um som misturado
Perdi totalmente a noção. Então o Cio de uma mulher metade loba é dessa forma? Ataca tudo o que vê pela frente. Você não é assim, se controla. Roberto entra no quarto totalmente sem graça. — Sobre o que aconteceu ontem... — Não fala nada. — O cortei. — Não tem como não falar, transamos ontem... você estava descontrolada. — Só podemos por favor, esquecer isso? — Pergunto. — Já que você faz tanta questão. — Sim, Roberto. Eu faço.Ele se retira da sala e me pergunto o porquê dele me manter presa aqui na matilha. Não quero ficar perto de Roberto, ele é estúpido e ignorante, embora seja muito bom de cama... mas isso não quer dizer nada, entre ele e Logan, prefiro o Logan, ele me trata melhor e as suas causas fazem um estrago gostoso. Quero ter a opção de escolher sair daqui, mas por que meu pai me queria longe de Logan? Provavelmente ele esconde segredos, tem algo errado nessa história e no meio disso tudo. Uma garota de cabelos vermelhos de nome Sara entra no quarto e me orienta










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