Mundo ficciónIniciar sesión"ELE A QUER VIRGEM. ELE A QUER SUBMISSA. ELE A QUER SÓ PARA SI. E ISSO SERÁ A RUÍNA DE AMBOS." Adrian Cavallieri (O Imperador) é a definição de poder absoluto. Bilionário, CEO de um império tecnológico e General do Controle, ele é um homem frio e inalcançável, assombrado pelo peso de um passado que o tornou implacável. Mas quando a desastrada e autêntica Clara Menezes se torna a nova babá de suas filhas, ela explode como o caos no universo milimetricamente calculado de Adrian, tornando-se o problema delicioso que ele não consegue resolver. Clara está fugindo do passado e das violências que sofria para sobreviver, e sua rota tem dois palcos: De dia, ela é a babá de curvas generosas que traz risadas à sua mansão de mármore. De noite, ela é Mel, a recém-chegada no Ambrosia Club — um submundo privado de luxúria e BDSM (Dominação e Submissão), onde a entrega é lei e Adrian é o Deus. A obsessão de Adrian por Clara é instintiva e selvagem. A inocência dela, somada ao corpo que o leva à loucura, torna-se uma tentação proibida que rompe seu autocontrole. O que Clara não pode perceber é que ela já está presa: Adrian não é apenas seu patrão na mansão. Ele é o Imperador, o dono absoluto do Ambrosia Club. Ele é o Senhor do dia e o Mestre da noite. É dono da casa onde ela trabalha. É dono do clube onde ela se esconde. E agora, ele desencadeará uma guerra consigo mesmo e com o mundo para ser o dono do corpo, da alma e da vida dela. Em um jogo onde o desejo é mais fatal do que o poder, quem será o primeiro a quebrar: o Imperador do Controle, ou a babá que jurou jamais se curvar?
Leer másUniverso BDSM: Onde o sexo e as cenas hots são intensas.
⚠️ Lista de Gatilhos e Temas Sensíveis
Violência Doméstica e Abuso: A obra faz menções a traumas do passado, incluindo abusos físicos e cicatrizes que impactam o desenvolvimento psicológico dos personagens.
BDSM e Práticas de Fetiche: Contém representações detalhadas de dominação e submissão (D&S), bondage (restrição de movimentos), impacto e o uso de substâncias como ceras (wax play).
Dinâmicas de Poder Desiguais: A narrativa explora relações de poder intensas, como a hierarquia entre patrão e empregada e o controle exercido dentro de um clube privado (Ambrosia Club).
Linguagem Explícita e Conteúdo Sexual: Inclui cenas de sexo detalhadas e o uso de termos de baixo calão, sendo voltada estritamente para o público adulto.
Uso de Armas e Violência Física: Há cenas que descrevem confrontos físicos e o uso de armas de fogo.
Traumas Infantis: O enredo aborda o impacto de traumas passados na vida de adultos e o desenvolvimento psicológico de uma família sob pressão.
A história é um romance de um homem apaixonado e obcecado ao extremo. Apesar de todos os gatilhos, não há violência por parte do protagonista contra a mocinha. Para quem gosta de algo intenso e muito hot, aqui é o seu lugar.
(Manterei avisos específicos no início de capítulos que contenham cenas particularmente sensíveis. Se em algum momento o conteúdo for desconfortável, priorize o seu bem-estar.)
Novidades sobre a Obra:
Este livro ganhará uma versão física em breve! A história continua com capítulos extras e novos arcos de personagens secundários, como Isadora e Mathew, que serão apresentados no decorrer da trama.
Espero que aproveitem a leitura e mergulhem na complexa jornada de Clara e Adrian. Não esqueçam de comentar e avaliar a obra!
Com carinho, Nanda Erica.
POV: CLARA MENEZES
O gosto amargo subiu pela minha garganta, queimando como ácido. Soquei o balcão de mármore branco com tanta força que a palma da minha mão latejou instantaneamente.
— Mas que merda! — O grito saiu rasgado, atraindo olhares assustados na pequena sala de espera da secretaria. — Como assim "falta um documento"? Eu trouxe tudo! Eu revisei essa pasta mil vezes durante a viagem!
A secretária, uma mulher de meia-idade com óculos na ponta do nariz e um crachá que dizia "Bete", recuou um pouco, assustada com a minha fúria.
— Senhorita Menezes, eu entendo, mas... a certidão de óbito da sua mãe não está autenticada. Sem a autenticação do cartório original, o sistema da bolsa integral não aceita. É a burocracia, não sou eu.
Senti meu estômago revirar. Não era enjoo de fome, embora eu não comesse nada decente há dois dias. Era ódio. Puro e simples.
— A senhora tem noção de onde eu vim? — Minha voz tremia, oscilando entre o choro e o grito. — Eu vim do Pará. São três dias dentro de um ônibus fedendo a suor e mofo para chegar em Porto Alegre. Eu gastei cada centavo que juntei limpando chão para pagar essa passagem. Eu não tenho dinheiro para voltar e autenticar um papel!
Apoiei a testa no balcão, sentindo o mundo girar. A imagem do meu pai veio à mente. O sorriso torto, o cheiro de cachaça e a mão pesada. "Vai lá, Clara. Vai quebrar a cara e voltar com o rabo entre as pernas para cuidar do velho aqui."
Eu preferia morrer de fome na rua a voltar para aquela casa.
— Eu não posso voltar... — sussurrei com o gosto amargo do fracasso ainda na boca. — Eu não tenho para onde ir. Minha única amiga mora aqui. — Meus olhos arderam e eu os esfreguei com força por causa do incômodo. — Merda!
Bete suspirou. O barulho das teclas do computador parou. Quando levantei os olhos, vi que a expressão dela tinha mudado de medo para pena. Eu odiava pena, mas naquele momento era tudo o que eu tinha.
— Olha... — Ela baixou o tom de voz, como se fosse contar um segredo. — O prazo para a bolsa de 100% encerrou no sistema agora, com essa recusa. Mas ainda temos três vagas para a bolsa parcial de 50%.
Ri, um som seco e sem humor.
— Moça, 50% de uma faculdade particular em Porto Alegre é mais dinheiro do que eu já vi na vida. A mensalidade de 1.500 reais é impossível para mim. Eu acabei de chegar, não tenho emprego, como vou pagar metade disso?
Bete olhou para os lados, certificando-se de que o supervisor não estava perto.
— Olha o que posso fazer: vou lançar a data de vencimento para daqui a dois meses e diluir o valor dessas duas mensalidades nas seguintes. Talvez você consiga um emprego até lá. É o máximo que posso fazer por você.
Não sabia se agradecia, mas ao olhar para ela, Bete brilhou como um anjo. Obrigada, Deus. Mas ainda restava uma pergunta: que porra eu ia fazer? Minhas pernas tremiam e o meu coração batia descompassado contra as costelas. Levei as mãos à cabeça enquanto pensava.
— Eu não posso voltar para casa. Agradeço demais por isso. Eu só preciso de um emprego — olhei para ela, tentando transparecer o desespero. — Por acaso a senhora não sabe de nenhum lugar que esteja contratando? Eu limpo banheiro, sirvo mesa, qualquer coisa.
Ela levou a mão ao queixo, buscando na memória.
— Bom, minha prima Adelaide é governanta em uma casa no bairro Moinhos de Vento. Família rica, daquelas de revista. — Ela anotou um endereço e um nome num pedaço de papel. — O patrão é um homem difícil, um tal de Cavallieri. Eles estão desesperados por uma babá. A última pediu demissão há dois dias, aos prantos. O salário é bom, deve ser o bastante para cobrir a faculdade.
Peguei o papel como se fosse um bilhete premiado, mas a realidade me atingiu.
— Babá? — Meu estômago gelou. — Cuidar de criança?
Eu não sabia nada sobre crianças. Minha própria infância tinha sido um borrão de medo, fugas, violência e portas trancadas. Eu não sabia brincar. Não sabia ser doce. Só sabia sobreviver.
— Eu não levo jeito com criança, Bete. Eu não sou... maternal.
— Você quer a vaga na faculdade ou não? — Ela foi direta. — A prova para a bolsa de 50% começa em quarenta minutos. Se você passar, garante a vaga. O emprego... bem, você se vira. Se esse não der certo, procura outro. É pegar ou largar. O ônibus para o Pará sai da rodoviária às oito da noite.
Olhei para o papel com o endereço da mansão Cavallieri. Depois para a porta da sala de provas. E, por último, para a minha mala surrada no canto do corredor.
— Me dá a caneta — falei, engolindo o medo. — Eu vou fazer essa prova.
Terminei a prova e, graças a Clarice Lispector, consegui a pontuação necessária. As aulas começariam na próxima semana. A mensalidade seria de 2.000 reais sem a bolsa, então com o desconto e o prazo de dois meses, eu tinha um tempo para me estabilizar.
Saí do prédio da faculdade arrastando minha mala de rodinhas, que fazia um barulho irritante no calçamento molhado. Eu estava exausta e me sentia suja. O vestido estava amarrotado e meus pés moídos dentro da bota. Três dias de estrada tinham deixado meu cabelo oleoso. Eu devia estar fedendo a derrota.
POV: CLARA CAVALLIERIAdrian chamou o garçom com um aceno de mão autoritário, pagando a conta sem sequer olhar para o valor, como se o dinheiro fosse apenas um detalhe irrelevante diante da urgência que nos consumia. Ele se levantou, estendeu a mão para mim e me conduziu para fora do restaurante. O ar fresco da noite carioca parecia carregar a eletricidade que emanava de nós dois, um prenúncio de que a calmaria da "família margarina" tinha ficado para trás no momento em que meus pés descalços tocaram sua perna sob a mesa.— Para onde você quer ir, Clara? — ele perguntou, a voz baixa e vibrante, enquanto esperávamos o motorista trazer o carro.Eu me aproximei, colando meu corpo ao dele, sentindo o calor que vinha através do seu terno impecável. O contraste entre o cavalheiro público e o mestre privado sempre me fascinou.— Eu não conheço muito bem o Rio... mas eu pesquisei sobre clubes de BDSM e Swing. Você conhece algum que goste de ir? — disparei, sustentando o olhar.Adrian soltou u
POV: CLARA CAVALLIERIAs babás voltaram por volta das seis e meia, com os rostos iluminados pelo passeio. Agradeci a elas e deixei claro que, a partir dali, a noite era delas com as pequenas Helena e Isadora.— Só liguem se for uma emergência absoluta — brinquei, mas com um fundo de verdade. Eu precisava de algumas horas de paz para colocar meu plano em prática.No quarto das gêmeas, o clima era de "tapete vermelho". Ângela e Geovana se arrumavam com estilos próprios; as roupas iguais ficaram definitivamente no passado. Uma de short jeans desfiado e a outra com um vestido solto que realçava seus traços.— Isso está curto demais — Adrian sentenciou, cruzando os braços na porta. A carranca de Imperador estava de volta ao rosto de forma épica. — E aquele vestido... Geovana, você não acha que está muito... tipo, exposta?— Pai, essa é a vibe agora! — Ângela disse, concentrada enquanto fazia um delineado escuro e perfeito ao redor dos olhos.— O que é vibe? — ele perguntou, genuinamente co
POV: CLARA CAVALLIERIParei, olhei para as mãos dela e depois fixamente nos olhos amargurados daquela mulher. Aurora parecia ter um limão azedo permanentemente preso na garganta.— Eu não me importaria de ajudar, Aurora... mas não vou — respondi, com uma calma que eu nem sabia que tinha. Senti um superpoder crescendo dentro de mim.Ela soltou uma risada debochada, batendo os talheres no prato com uma agressividade desnecessária.— Você se acha demais, não é? Deu a sorte de engravidar de um homem poderoso e agora age como se o mundo estivesse aos seus pés. Mas não passa de uma aproveitadora.Dessa vez, o veneno dela não me feriu. Ele serviu como o meu café da manhã: me deu combustível.— Engraçado... você chama de sorte? Eu chamo de destino — retruquei, levantando-me lentamente, como se estivesse em um desfile de moda. — Já você, Aurora, parece ter um azar terrível, não é? Está aí, amarga e completamente sozinha nessa casa enorme.Ela levantou num pulo, o rosto ficando de um tom de ver
( Voltamos ponto de vista da Clara e a história segue normalmente)POV/ CLARAPOV: CLARA CAVALLIERIAcordar na Suíte Tártaro foi um choque de realidade. Meu corpo ainda vibrava pelas mãos do Adrian. Voltamos para casa cedo, o silêncio da manhã sendo quebrado apenas pelo som dos nossos passos. Quando abri a porta do quarto das bebês e vi a Helena e a Isadora dormindo, um aperto no peito me atingiu.Eu me sinto mal. Uma culpa corrosiva por deixá-las tanto tempo com as babás, por "terceirizar" a infância delas para tentar salvar o fogo do meu casamento. Eu estive com elas desde o primeiro segundo, enfrentei a gravidez de risco, o parto traumático... e nos últimos dias parece que estou sempre correndo para ser a esposa que o Adrian deseja e não a mãe que as quatro precisam. É normal toda mãe se sentir assim? Insuficiente.Mas hoje era dia de buscar minhas meninas maiores, a Ângela e a Geovana. Elas estavam no Rio de Janeiro, passando férias com a tia Aurora. Só de pensar naquele nome, meu





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