Rafaela atravessou a porta do escritório pela segunda vez naquele dia.
E era completamente diferente da primeira.
Na primeira vez havia entrado sem saber o que a esperava — com aquela ignorância que tem uma inocência involuntária, que existe antes do impacto e que desaparece no momento em que o impacto chega. Agora sabia. Havia saído, havia sentado num corredor com vista para a cidade e havia ficado olhando para o asfalto lá embaixo por tempo suficiente para que a raiva encontrasse um lugar mai