Mundo de ficçãoIniciar sessão— Killian, eu te amo. — Eu sei. — Você sabe o que eu quero ouvir… — Dorme, Amara. Naquela noite, mesmo sem ouvir um “eu também te amo”, Amara Castellari ainda tinha tudo: riqueza, família, amor... Ela acreditava firmemente que o pai, acusado de fraude comercial, era inocente e que todos superariam aquela crise para seguir rumo a um futuro mais brilhante. Porém, no tribunal, o testemunho de seu marido, Killian Navarro, destruiu tudo: — Eu testemunho que o senhor Samuel Castellari realmente participou de atividades ilegais de fraude. O pai foi preso, a mãe fugiu, os bens foram confiscados, o casamento foi anulado à força… Afinal, sua riqueza era suja. Afinal, sua família era culpada, o pai tinha destruído a empresa do avô de Killian usando métodos desprezíveis. Afinal, seu amor não passava de um miragem, o marido nunca a amava. Em um piscar de olhos, ela caiu do paraíso ao inferno. A vida de luxo foi trocada por dívidas, um apartamento úmido e dois trabalhos exaustivos. Ainda assim, no inferno, ela se recusava a deixar de lutar. Mas o inferno não era o fim da queda: Ela estava grávida, mas ele estava noivo de uma herdeira bilionária. Quando Killian descobre a gravidez, impõe um contrato frio: ela terá o filho, ele pagará por isso. Nenhum romance. Nenhuma reconciliação. Apenas posse. Agora, presa em uma mansão dourada, Amara se tornou a amante secreta do seu ex-marido. Mas segredos, como amores mal enterrados, sempre voltam à tona. E quando isso acontecer, ninguém sairá ileso…
Ler maisPOV AmaraDizem que o papel de uma cunhada é ser o elo suave entre as engrenagens brutas de uma família de homens. Mas, na família Navarro, ser esse elo exigia mais do que suavidade; exigia a resiliência do aço.Estou parada na varanda da mansão na serra, observando o jardim lá embaixo. É um final de tarde de outono, e a luz dourada parece querer abraçar cada árvore, cada criança e cada segredo que finalmente parou de doer. Se eu fechasse os olhos, ainda conseguiria ouvir o som dos tiros na Suíça ou o choro desesperado de Elise quando ela achou que perderia tudo. Mas, ao abri-los, a realidade é muito mais generosa.Killian está perto da churrasqueira, rindo de algo que Leo disse. Meu marido, o homem que carregava o mundo nos ombros como se fosse uma punição, agora parece ter rejuvenescido dez anos. A presença de Leo, agora pai e plenamente integrado à Holdings, curou em Killian uma ferida que eu achei que nunca fecharia: a culpa por um passado que ele não criou, mas que jurou limpar.M
POV DominicUm ano.Na escala geológica dos diamantes que passam milênios sob pressão para alcançarem a perfeição, trezentos e sessenta e cinco dias não são nada. Mas, na escala de um homem que reconstruiu sua fundação sobre as ruínas de uma guerra familiar, esse último ano foi a era mais transformadora da minha existência.O escritório da Aurelion, continua sendo um monumento à sofisticação. O mármore italiano reflete a luz matinal com a mesma frieza impecável, e o vidro duplo isola o caos sonoro da cidade, criando um vácuo de produtividade e silêncio. Contudo, a "ordem" de Dominic Navarro sofreu infiltrações.Olho para a minha mesa de carvalho negro. Ao lado do relatório de exportação das minas da Namíbia e do monitor que exibe a flutuação da bolsa de Londres, repousa um porta-retratos de prata. Dentro dele, não há um certificado ou uma foto protocolar, mas um desenho feito com giz de cera por Jade. É uma mancha verde e azul, com traços incertos que ela, com toda a autoridade de seu
POV DominicO tempo, para um homem que vive de cronômetros e precisão, costuma ser um aliado. Mas, nas últimas semanas, ele tem se comportado de forma elástica. Sete meses se passaram desde que Leo e Sabrina anunciaram a chegada do novo herdeiro, e o Jardim Europa transformou-se em um laboratório vivo de expectativas.Jade estava agora com quase oito meses. Ela não era apenas uma bebê; era uma força da natureza. Já tentava se impulsionar para frente, desafiando a gravidade com a mesma determinação com que Elise desafiava promotores em audiências complexas.— Dominic, você está fazendo de novo — a voz de Elise surgiu da porta do escritório, tirando-me do transe analítico.Eu estava parado diante de uma nova planilha. Não era sobre a Holdings. Era sobre o plano de segurança para o chá de bebê que Sabrina e Amara estavam organizando para o próximo sábado.— Fazendo o quê, meu amor? — perguntei, ajustando meus óculos.— Catalogando os convidados por "nível de risco de trazer germes" — ela
POV DominicO sol já começava a se despedir, tingindo as paredes da nossa sala com um tom de âmbar profundo. O almoço havia sido perfeito, e a atmosfera de relaxamento era tamanha que Killian já estava devidamente acomodado na poltrona, quase cochilando com Olívia no peito. Eu observava Elise guardar as últimas taças de cristal, movendo-se com aquela graça que o cansaço da maternidade ainda não conseguira apagar.Leo e Sabrina estavam estranhamente quietos nos últimos quinze minutos. Eles trocavam olhares cúmplices, daqueles que eu conhecia bem — olhares de quem carrega um segredo que está prestes a transbordar.— Antes que todo mundo vá embora e o Dominic comece a organizar as almofadas por ordem de maciez — Leo começou, levantando-se e pigarreando, atraindo a atenção de todos — nós temos algo para entregar para vocês.Ele segurava uma caixa pequena, revestida de um veludo azul-marinho, muito parecida com as caixas de joias da Aurelion. Sabrina estava ao lado dele, com um sorriso que





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