Mundo de ficçãoIniciar sessãoArthur sempre acreditou que amor e liberdade eram direitos — até o dia em que descobriu que sua vida já estava vendida em um contrato. Filho de um dos empresários mais poderosos do país, ele é surpreendido com a notícia de que terá que se casar com Rebeca Almeida, herdeira de uma família rival, para selar uma aliança bilionária entre as empresas. O problema? Ele ama Sofia. A mulher que conheceu em segredo. A única que o faz sentir vivo. A que não tem um sobrenome nobre, mas carrega seu coração por inteiro. Preso entre o dever e o desejo, Arthur se vê obrigado a lutar contra um sistema que o trata como peça de xadrez — e não como um homem. A cláusula do contrato é clara: um casamento obrigatório, um filho por conveniência… e nenhuma chance de recuar sem perder tudo. Rebeca também tem seu próprio segredo. Um amor escondido. Um coração dividido. E uma escolha impossível. Quando sentimentos colidem com imposições familiares, quem pagará o preço? Será o amor forte o suficiente para sobreviver à pressão de um império? Ou os dois herdeiros serão obrigados a se unir por nome, enquanto seus corações pertencem a outros? Prepare-se para um romance arrasador, cheio de alianças forçadas, segredos proibidos, heranças sufocantes e escolhas dolorosas. Em um mundo onde o poder dita as regras, amar… é um ato de rebeldia.
Ler maisArthur entrou novamente em seu carro e deu a partida. Colocou uma música enquanto dirigia nas ruas movimentadas de São Paulo. Ele mantinha os olhos fixos na estrada enquanto seus pensamentos eram um turbilhão. Quando chegou em sua residência com um meio sorriso ainda pendurado nos lábios. Tirou o blazer, largou-o sobre o sofá e serviu-se de outro uísque, agora em silêncio. A cabeça estava cheia. Não por causa da bebida, mas por causa de pensamentos errados que insistiam em permanecer.Pegou o celular, abriu em suas redes sociais e logo de cara viu a última foto tirada pelos paparazzi: ele com o braço ao redor da cintura de Rebeca, os dois sorrindo como se fossem felizes. Quase parecia real.Quase.Mas havia algo naquela imagem que não saía da cabeça dele. Um detalhe.O jeito como ela se inclinava levemente na direção dele, como se, por um segundo, o corpo tivesse esquecido que era tudo encenação.— A gente vai acabar se dando mal com isso… — ele murmurou, tomando um gole do uísque.M
Arthur sorriu, mas não rebateu. Apenas esperou que ela entrasse no carro e fechou a porta com delicadeza incomum. Caminhou em volta do veículo, ainda sentindo os flashes reverberando no corpo, como uma lembrança incômoda da encenação recém-finalizada. Entrou no carro, ajustou o cinto e ligou o motor. O silêncio entre eles parecia diferente agora. Não era desconfortável. Era carregado. Quase íntimo.— Vai querer ir direto pra casa? — ele perguntou, com os olhos na rua.— Acho melhor sim. — ela respondeu, olhando pela janela.Mas a verdade era que ela não queria ir pra casa. Não queria voltar pro vazio meticulosamente decorado da residência em que vivia. Não queria encarar as paredes que ouviam seus silêncios, as almofadas que já estavam moldadas à sua solidão. Queria — ainda que por pouco tempo — continuar fingindo que aquilo tudo era real.Arthur, por sua vez, alternava o olhar entre a avenida movimentada e o perfil dela refletido no vidro. Havia algo na postura de Rebeca naquele mome
Arthur sorriu de lado, percebendo o tom frio de sua noiva de mentira.— Essa é a sua versão mais interessante — Ele falou, segurando o olhar nela.Ela ergueu os olhos, devagar.— Mais interessante? — Rebeca perguntou, intrigada.Arthur suspirou, se inclinando para frente.— Sim. Essa mulher aí, agora. A que não mede palavras, a que olha como se estivesse desafiando tudo ao redor. — Ele apoiou os cotovelos na mesa e entrelaçou os dedos. — Você se parece mais com Ricardo do que imagina.Ela arqueou uma sobrancelha, surpresa com o tom de voz dele, mais baixo, mais íntimo. Talvez estivesse apenas atuando para os ouvidos eletrônicos escondidos. Talvez não. O jeito como ele inclinava o corpo na direção dela não parecia ensaiado.— Está flertando comigo agora? — ela perguntou, tentando manter o tom neutro, mas não conseguindo esconder o leve rubor que subia pelas bochechas.— Estou elogiando. Flertar pressupõe intenção… — Arthur a observou por mais um segundo antes de completar com um sorri
Arthur ergueu a mão devagar, como se pedisse permissão, e tocou o rosto dela com os dedos firmes, porém delicados. A palma encostou em sua bochecha com uma ternura que ela não esperava.— Posso te mostrar uma coisa? — ele sussurrou.— Sim! — Ela respondeu, sem ânimo.Ele pegou o celular de seu bolso, desbloqueando a tela do aparelho e entrando em seu álbum de fotos.— Essa é a mulher que faz meu coração disparar. — Ele falou, mostrando uma self dele e de Sofia.— Ela é linda!— Sim, ela é a beleza em forma de pessoa. Entem um coração gigantesco. Quando toda essa farsa acabar, irei me casar com ela, sem me importar com o que irão dizer.Rebeca encarou a tela por alguns segundos. A mulher na foto era realmente muito bonita. A pele alva, e seus longos cabelos loiros davam-lhe um ar quase angelical. Seus olhos azuis eram de uma beleza leve, natural, que parecia não exigir esforço. Os olhos dela brilhavam, o sorriso era verdadeiro. O tipo de beleza que não se fabrica com maquiadores, luzes





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