Capítulo 33.
Arthur sorriu, mas não rebateu. Apenas esperou que ela entrasse no carro e fechou a porta com delicadeza incomum. Caminhou em volta do veículo, ainda sentindo os flashes reverberando no corpo, como uma lembrança incômoda da encenação recém-finalizada. Entrou no carro, ajustou o cinto e ligou o motor. O silêncio entre eles parecia diferente agora. Não era desconfortável. Era carregado. Quase íntimo.
— Vai querer ir direto pra casa? — ele perguntou, com os olhos na rua.
— Acho melhor sim. — ela r