Mundo de ficçãoIniciar sessãoMelinda é uma Influenciadora digital, já bastante famosa nas suas redes sociais decide então lançar sua marca de lingerie, Melinda então lança um desafio quem fosse o primeiro a compra sua linha de lingerie teria um dia de fã com ela, ela só não esperava que Pablo Boladão um traficante já seguia ela e foi o primeiro a comprar todas a sua linha de lingerie acabando com todo o estoque da moça, mas Boladão não quer um dia de fã, ele quer uma noite com ela, será se ela vai aceitar?
Ler maisAutora NarrandoA favela no Rio de Janeiro amanheceu com mais uma manchete pesada:um corpo havia sido encontrado dentro de um pneu, e, segundo a polícia, ninguém conseguiria subir lá para buscar o morto.Pablo, o boladão, interditou a entrada.— Tá escutando, Tales? — Pablo sorriu, satisfeito como se tivesse recebido um prêmio. — Música para meus ouvidos.Ele bebia, fumava e observava o corpo de Galego, reduzido praticamente ao pó.— Como eu deixei uma mulher me enganar desse jeito? — lamentava Tales.— Buceta, tio. — Pablo riu, debochado. — Tu vacilou bonito. Nem vou te dar sermão, que tu não é criança. Essa vai passar batido… mas na próxima tu já sabe o proceder.— Se as mina não tivessem matado ela, eu mesmo acabava. E agora minha ruiva nem vai olhar na minha cara… — Tales andava de um lado pro outro, enquanto Pablo jogava cachaça no cadáver.— Te vira. — Pablo respondeu, seco.Quando Júlia e Melinda subiram pra boca, foi grito na certa:— Morte bem merecida! Aquele demônio destru
Galego narrando Ver minha irmã agonizando nos meus braços foi o gatilho. Naquele dia, decidi: Boladão e tudo o que ele ama iam cair junto com ele. Dei a ela um funeral digno, segurei minha dor como um veneno na boca… e comecei a arquitetar como entrar na favela sem ser visto. Eu conheço aquele morro como a palma da minha mão. Fechei uma publi com a Mila, e ela sorriu, toda empolgada: — Obrigada por fechar comigo! — Mila… eu sei que, anos atrás, tu foi pega por um bando de traficantes por causa de uma amiga — falei. Os olhos dela arregalaram. — Eu? Que… que isso? — começou a gaguejar. — Eu sei de tudo. Imagina a mídia descobrindo? Tu ia ser cancelada na hora. E mais: também sei que foi tu que vazou as fotos íntimas da Melinda. Pensa no dinheiro que os jornalistas iam me pagar por isso. — Ela começou a chorar. — Seu cretino! O que quer de mim? — Que entre na favela. Descobre um jeito de eu entrar sem ser notado. Eu sei que a segurança aumentou. Depois que eu entrar… corre
Melinda NarrandoJúlia abre a porta! – digo esmurrando a porta.– Não quero sair – ela falou.– Comigo não existe essa palavra “não sair”, vai ficar na deprê por causa daquele macho escroto? – falei cruzando os braços.– Olha quem fala – ela gritou.– Magoou sua piranha! – falei com voz de choro.– Tá bom, sua chata! – ela falou abrindo a porta. Manas… a coisa tava FEIA. A menina tava com o cabelo parecendo um ninho de rato, a blusa dava pra ver o bico dos peitos e a parte de baixo… nem vou comentar, uma catástrofe completa.– Gente, alguém viu a Júlia? – perguntei.– Para! – ela falou chorando com um pote de sorvete na mão.– Desculpa! Amigas, vocês podem ir na frente, já já nós duas alcançamos vocês – digo pras meninas.– Eu não vou, eu tô péssima, olha o tamanho dos meus peitos, ai meu Deus, eu sou a baleia assassina, olha minha bunda – ela falou olhando pro espelho.– Júlia, tu tá grávida! – revirei os olhos.– Puta merda, é mesmo! – ela falou detonando o pote de sorvete.– Hahaha
Melinda Narrando.Tá vendo? Isso é o que dá ser gentil e amável. Esses machos não levam a gente a sério. Que ódio.Pra piorar, ainda tenho que organizar o Baile do Shortinho da favela. Já convoquei todas as garotas pra competição. Eu nem me comovo: se eu fosse competir, ganhava fácil.Júlia disse que vai participar, já que não tá mais com o Tales. Ouvir dizer que ele tá pegando uma mina do asfalto… Já peguei ranço.— Então, meninas, ganha quem tiver o short mais curto e chamativo! Quero geral arrasando — anuncio.— Eu vou ganhar essa! — Júlia diz toda cheia.— Vamos ver! — outra rebate.— Adoro uma rivalidade — bato palmas rindo. — Lembrando que quem ganhar ou não, vai levar um brinde.— Amiga, posso falar contigo? — Júlia me puxa sem esperar resposta, parecendo uma louca varrida.— Onde dói? — pergunto já suspeitando.— Aqui. — Ela coloca a mão na barriga.— Mentira sua piranha! — grito passada, e ela tampa minha boca.— Cala a boca, vadia! — ela ri.— Porra, vadia? Tu foi longe, hei
Continuação.Acordei com uma dor de cabeça filha da puta.Tudo embaralhado.Barulho… gente discutindo… e uma voz que eu reconheceria até no inferno.– Cadê ele?! Meu Deus, vou ser viúva tão nova! – Melinda gritava.Abri um olho, só um.– Melinda, ele não morreu. – Thomas tentava acalmar.– O que esse filho da puta foi fazer lá?! Hein, Tales? – ela continuava. – Esse homem procura a morte!– Quem tá brincando? – resmunguei, sentindo o corpo inteiro arder.Ela virou pra mim na hora.– PABLO! Meu Deus do céu, seu vagabundo! – E me deu um tapa no meio da cara.– Tu tá ficando louca, sua mandada? – reclamei, ardendo.Ela ignorou e simplesmente pulou por cima de mim, me beijando com força.– Desculpa, amorzinho… tu quase me matou de susto. Olha isso, tá sangrando. – Ela apertou o ferimento.– Tô bem. – menti.– Bem nada! Como é que não sente dor?– Não sou de aço, Melinda… – tentei levantar e quase vi estrela.Tales me encarou, indignado.– Cara, o que tu foi fazer lá sozinho? Tu é louco? Q
Pablo Narrando Eu tinha dito pra Melinda que ia resolver um carregamento de armas… mentira.Meu destino era outro: descobrir qual era a do Galego.Esse desgraçado tá rondando, eu sei que vai voltar pro Morro pra armar pra cima de mim.Eu protejo minha família com sangue — e se ele pensa que vai me pegar desprevenido, tá errado.Mas tinha outra coisa queimando minha mente:filho.Esse papo que ele soltou… eu não tô sabendo de porra nenhuma.E eu vou tirar isso limpo hoje.– Fala, cara. – meu informante entrou na sala.– Fala logo do Galego. – mandei direto.– Eu sei. Por isso preparei esse dossiê aqui. Tem tudo que ele fez nesses anos… e a irmã dele também.Eu encarei ele, depois o papel.– Tá me tirando? A irmã dele morreu. Eu matei ela. – ri debochado.– Não… ela tá viva. – ele virou a página. – Olha.A foto me congelou.Era ela.Deformada. Rosto queimado.Viva.O peito começou a apertar quando virei a outra foto: perícia.Um corpo carbonizado… corpo de criança.– Quem é? – minha vo










Último capítulo