Mundo de ficçãoIniciar sessãoLucca Ferraro é um CEO bilionário, herdeiro de um legado construído à base de sangue, ambição e acordos friamente calculados. Arrogante, controlador e acostumado a dominar tudo e todos com um único olhar, ele está prestes a cumprir o maior dever de sua vida: casar-se com Isadora Vasconcelos, a filha gêmea mais velha da família Vasconcellos, selando o pacto que uniria as duas potências empresariais mais influentes do país. Mas no dia anterior ao casamento, Isadora foge com o amante. Sem tempo para explicações e com a mídia e os acionistas à espreita, a família toma uma decisão drástica: Clara, a gêmea mais nova, recatada e esquecida pelas atenções, assume o lugar no altar para evitar o escândalo. Só que ninguém imagina a verdade. Luca nunca desejou Isadora. Ele sempre quis Clara. Desde que ela era apenas uma menina de olhos curiosos e alma inocente, Clara foi sua fraqueza secreta. O amor proibido que ele sufocou por anos, a chama que jamais se apagou. Agora, obrigados a dividir uma vida sob os holofotes, ele terá que esconder o quanto a deseja e ela, o quanto sempre o amou. Mas quando alianças são forjadas à força, a paixão pode se tornar uma arma. E o amor, uma perigosa ruína. Porque há promessas que se quebram… E segredos que, quando revelados, podem mudar tudo.
Ler mais“Quem confunde silêncio com fraqueza nunca percebe quando o cerco se fecha.”Marco Moretti não acreditava em coincidências. Acreditava em padrões.Tinha acabado de chegar ao escritório.Ainda não tinha tirado o paletó quando se sentou à mesa de madeira escura, os movimentos precisos, controlados demais para alguém que havia passado a noite intimidando um homem à beira do colapso. A visita ao apartamento de Fernando Portobello ainda ecoava em sua mente o silêncio, o medo mal disfarçado, a certeza plantada com cuidado cirúrgico.Mesmo assim, quando o telefone vibrou sobre a mesa, Marco já sabia que não era uma ligação casual.Não atendeu de imediato. Continuou lendo o relatório à sua frente, passando os olhos pelas linhas com
“Algumas visitas não precisam levantar a voz para destruir uma casa inteira.”Fernando Portobello demorou alguns segundos a mais do que o normal para abrir a porta.Não porque estivesse ocupado. Mas porque, ao olhar pelo olho mágico, soube, no fundo do estômago, que aquela noite não terminaria bem.Marco Moretti estava parado do lado de fora com a mesma postura impecável que costumava exibir nos tribunais: terno escuro, expressão neutra, mãos relaxadas ao lado do corpo. Não havia pressa. Não havia ameaça explícita.Havia certeza.Fernando respirou fundo antes de girar a maçaneta.— Marco… — disse, forçando um sorriso que morreu antes de se formar por completo. — Que surpresa.
“Algumas mulheres não querem vencer o jogo. Querem decidir quem joga.”— E pessoas como Clara… nunca sobrevivem quando deixam de ser admiradas.Eu deixei a frase pairar, porque ela precisava ser absorvida.— Eu sempre fui a protegida — eu disse, sem traço de culpa. — A que conseguia tudo. A que errava e ainda assim era compreendida. Eu sabia exatamente o que dizer, quando chorar, quando parecer frágil. Meus pais acreditavam em mim porque eu fazia questão de ser a versão que eles queriam enxergar.Dei um gole no copo, tranquila.— Clara… Clara sempre acatou. Sempre defendeu. Sempre se colocou na frente para justificar meus excessos como se fossem acidentes, como se eu não soubesse exatamente o que estava fazendo. Ela foi criada para ser correta. Eu, para ser irresistível.Inclinei a cabeça, deixando o sorriso crescer um pouco.— Eu nunca precisei apanhar para aprender controle. Eu ludibriava. Eu desviava. Eu saía ilesa. E Clara limpava os cacos depois. Sempre limpou.Deixei o silêncio
“Algumas mulheres não competem por amor. Competem por lugar.”Isadora Vasconcelos— O que você quer, Isadora?Finalmente a pergunta que estava esperando. Eu encostei o cotovelo no balcão, aproximando meu rosto do dela o suficiente para que fosse íntimo, mas não suficiente para ser confortável.— Eu quero que você entenda a verdade — eu disse, suave. — E eu quero que você perceba… o tamanho da humilhação que estão enfiando na sua garganta e chamando de “superação”.Annelise soltou uma risada curta, mas não havia humor ali.— Eu não sou humilhada por ninguém.— Você é. — respondi, sem alterar o tom. — Por uma mulher que finge ser o que não é, que se veste com a sua dor como se fosse um vestido bonito.Ela franziu a testa.— Clara não finge ser ninguém. Eu ainda não entendi.Eu ergui a sobrancelha, como se aquela fosse a coisa mais ingênua que eu já tinha ouvido.— Nossa pensei que fosse mais inteligente. — disse debochada. — Quem entrou na igreja e casou com Lucca Ferraro, não fui eu,
“Algumas guerras não começam com gritos, mas com a escolha certa de quem escuta.”Isadora VasconcelosO gosto amargo da indiferença de Lucca ainda estava na minha boca quando meus olhos percorreram o pub. Eu já estava ali há alguns minutos, tempo suficiente para o barulho, a música baixa e o cheiro de álcool se tornarem pano de fundo para uma única certeza: aquilo não tinha acabado.Lucca acreditava que tinha fechado uma porta. Mas portas nunca me impediram. Elas apenas indicam onde começar.Foi então que a vi.Annelise Thompson estava no balcão, sozinha, com um copo que já tinha sido reabastecido mais de uma vez, dava para perceber pelo jeito que ela segurava a bebida: firme, mas com os dedos ligeiramente tensos, como se estivesse tentando mante
“Há mulheres que não suportam perder. Outras não suportam não possuir.”Isadora VasconcelosA porta se fechou atrás de mim com um som seco, controlado demais para ser um acidente.Eu não corri, não hesitei e nem olhei para trás. Caminhei pelo corredor como sempre andei na minha vida, de cabeça erguida, passos firmes e uma postura impecável. O eco dos meus saltos no mármore marcava um ritmo constante, quase elegante, completamente oposto ao que se reorganizava dentro de mim.Eles pensavam que eu iria recuar, ou que me sentiria intimidada. Mas o que eles não tem noção é de que nada me excita mais do que um bom desafio. Eles achavam que aquilo
Último capítulo