Pablo Narrando
Eu tinha dito pra Melinda que ia resolver um carregamento de armas… mentira.
Meu destino era outro: descobrir qual era a do Galego.
Esse desgraçado tá rondando, eu sei que vai voltar pro Morro pra armar pra cima de mim.
Eu protejo minha família com sangue — e se ele pensa que vai me pegar desprevenido, tá errado.
Mas tinha outra coisa queimando minha mente:
filho.
Esse papo que ele soltou… eu não tô sabendo de porra nenhuma.
E eu vou tirar isso limpo hoje.
– Fala, cara. – meu informante entrou na sala.
– Fala logo do Galego. – mandei direto.
– Eu sei. Por isso preparei esse dossiê aqui. Tem tudo que ele fez nesses anos… e a irmã dele também.
Eu encarei ele, depois o papel.
– Tá me tirando? A irmã dele morreu. Eu matei ela. – ri debochado.
– Não… ela tá viva. – ele virou a página. – Olha.
A foto me congelou.
Era ela.
Deformada. Rosto queimado.
Viva.
O peito começou a apertar quando virei a outra foto: perícia.
Um corpo carbonizado… corpo de criança.
– Quem é? – minha vo