Continuação.
Acordei com uma dor de cabeça filha da puta.
Tudo embaralhado.
Barulho… gente discutindo… e uma voz que eu reconheceria até no inferno.
– Cadê ele?! Meu Deus, vou ser viúva tão nova! – Melinda gritava.
Abri um olho, só um.
– Melinda, ele não morreu. – Thomas tentava acalmar.
– O que esse filho da puta foi fazer lá?! Hein, Tales? – ela continuava. – Esse homem procura a morte!
– Quem tá brincando? – resmunguei, sentindo o corpo inteiro arder.
Ela virou pra mim na hora.
– PABLO! Meu Deus do céu, seu vagabundo! – E me deu um tapa no meio da cara.
– Tu tá ficando louca, sua mandada? – reclamei, ardendo.
Ela ignorou e simplesmente pulou por cima de mim, me beijando com força.
– Desculpa, amorzinho… tu quase me matou de susto. Olha isso, tá sangrando. – Ela apertou o ferimento.
– Tô bem. – menti.
– Bem nada! Como é que não sente dor?
– Não sou de aço, Melinda… – tentei levantar e quase vi estrela.
Tales me encarou, indignado.
– Cara, o que tu foi fazer lá sozinho? Tu é louco? Q