Melinda Narrando
Júlia abre a porta! – digo esmurrando a porta.
– Não quero sair – ela falou.
– Comigo não existe essa palavra “não sair”, vai ficar na deprê por causa daquele macho escroto? – falei cruzando os braços.
– Olha quem fala – ela gritou.
– Magoou sua piranha! – falei com voz de choro.
– Tá bom, sua chata! – ela falou abrindo a porta. Manas… a coisa tava FEIA. A menina tava com o cabelo parecendo um ninho de rato, a blusa dava pra ver o bico dos peitos e a parte de baixo… nem vou comentar, uma catástrofe completa.
– Gente, alguém viu a Júlia? – perguntei.
– Para! – ela falou chorando com um pote de sorvete na mão.
– Desculpa! Amigas, vocês podem ir na frente, já já nós duas alcançamos vocês – digo pras meninas.
– Eu não vou, eu tô péssima, olha o tamanho dos meus peitos, ai meu Deus, eu sou a baleia assassina, olha minha bunda – ela falou olhando pro espelho.
– Júlia, tu tá grávida! – revirei os olhos.
– Puta merda, é mesmo! – ela falou detonando o pote de sorvete.
– Hahaha