Capítulo 9

Pablo.

Aquela noite tinha sido foda. Foda no nível que nem eu, acostumado com putaria e todo tipo mulher, conseguia tirar ela da mente. Mas não existe paz pra mim — nunca existiu.

Saí de casa cedo, cabeça fervendo e pau duro de tanto lembrar da safada gemendo meu nome. Fui pra boca. Meu aliado já tava lá me esperando.

— Fala, meu parça! — ele disse, levantando.

— Fala, irmão. — respondi acendendo um cigarro, tragando pesado. Eu já tava esperando merda.

— Mano… tem mó B.O vindo na tua direção. — ele falou, balançando a cabeça.

— Desembucha. Fala qual é a fita.

— Tu sabe quem é o Martínez, né?

— Lógico. Aquele cuzão do caralho. — só de ouvir o nome já senti a raiva latejando atrás da orelha.

— Então… ele me ligou. Disse que tu tá com algo que é dele.

— Ele tá chapando, porra? O que eu tenho que é dele? — já tava perdendo a paciência.

— Melinda Mendonça. — ele soltou o nome dela e eu apaguei o cigarro no chão na hora.

— Como é que é?

— É isso, mano. A mina é noiva dele. Sumiu faz tempo.
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