Mundo de ficçãoIniciar sessãoSinopse – Princesa da família Duarte Na imponente fazenda Volchya Dolina, entre os gelos da Rússia e o rigor dos laços familiares, Amanda Duarte cresce como a herdeira improvável de um império ancestral. Criada por Ana e Augusto como filha, Amanda enfrenta olhares desconfiados e rivalidades silenciosas, principalmente da prima Clara, que nunca aceitou vê-la brilhar onde achava que era seu lugar. Dividida entre os estudos, o trabalho na poderosa Duarte Holdings e os conflitos internos da família, Amanda precisa provar que seu valor não está no sangue, mas na coragem e na inteligência com que enfrenta os desafios. Seu maior aliado — e talvez seu maior dilema — é João, irmão de criação e diretor-geral da empresa, com quem compartilha uma ligação intensa, carregada de sentimentos proibidos que ameaçam explodir a qualquer momento. Quando segredos antigos ressurgem e aliados se tornam inimigos, Amanda vê-se no centro de uma teia de traições, rivalidades e sentimentos confusos. Entre o dever e o desejo, ela precisa escolher seu próprio caminho — e decidir até onde está disposta a lutar para proteger quem ama e afirmar seu lugar em uma família que, apesar de tudo, a ensinou a nunca se curvar. Princesa da família Duarte é uma história de amadurecimento, lealdade, poder e paixões proibidas, onde o frio da neve só contrasta com a intensidade dos sentimentos que queimam sob a superfície.
Ler maisAmanda entrou na imponente sala de jantar da fazenda Duarte onde toda a família já se encontrava reunida em torno da longa mesa de madeira escura. O ambiente era elegante, mas carregado de uma tensão silenciosa que parecia fazer parte da rotina.
— Bom dia, mamãe. Bom dia, papai! — disse Amanda, tentando soar leve. Antes que pudesse se sentar com tranquilidade, foi interrompida. — Isso são horas de chegar à mesa de café, Amanda? — questionou Carla, sua tia, com um olhar crítico e um tom firme que atravessava o ambiente. Amanda não respondeu. Apenas pegou uma torrada, passando manteiga com calma, como se ignorar fosse sua forma de se proteger. Seus olhos, no entanto, buscaram José, seu irmão, como quem procura apoio silencioso. — José, vamos? Eu vou tomar café na escola… — disse ela, já se levantando. José terminou rapidamente o café, passou o guardanapo na boca e pousou a xícara com delicadeza. — Vamos — respondeu ele, levantando-se ao lado dela. Enquanto saíam, José se voltou para João, que permanecia à mesa. — João, preciso que você busque a Amanda na escola hoje e a traga para casa. — Ok — respondeu João, sem questionar, apenas assentindo com a cabeça. Do lado de fora, o ar frio da manhã contrastava com o clima pesado que haviam deixado para trás. Ao chegarem à porta da escola, José se virou para Amanda com um olhar mais suave, quase protetor. — Se comporta, sem brigas, combinado? Amanda sorriu, aproximou-se e deu um beijo na testa dele. — Combinado… mas não gostei de ter que voltar pra casa com o chato do João… e da Clara também. José soltou um leve sorriso, mas logo retomou a postura séria. — Eu preciso viajar, Amanda. Você sabe… meu casamento com a Sofia é daqui a três meses, e ainda temos muita coisa pra resolver. — Afff… — resmungou Amanda, cruzando os braços. José apenas observou por um segundo, como se quisesse dizer algo mais, mas preferiu não prolongar. Em seguida, entrou no carro e seguiu para a empresa. Enquanto isso, na casa, Clara observava tudo com um incômodo que já não fazia questão de esconder. — João! — chamou ela, com impaciência. — Sim? — respondeu ele, sem tirar completamente os olhos do celular. — Não acredito que você vai trazer aquela insuportável da Amanda na volta. João respirou fundo antes de responder. — O José me pediu. Clara revirou os olhos, claramente contrariada. “Que menina insuportável… além de ser adotada, se acha a princesa da casa”, pensou, com um misto de inveja e irritação. João não respondeu. Sabia que qualquer comentário alimentaria ainda mais o desconforto da irmã. Apenas pegou as chaves e saiu. Primeiro deixou Clara na faculdade. O caminho foi silencioso, interrompido apenas por algumas reclamações soltas dela, que João preferiu ignorar. Assim que a deixou na entrada, seguiu direto para a empresa. Ao chegar na Duarte Holdings, o ritmo era outro. Tudo era rápido, organizado e exigente. Funcionários caminhavam apressados, telefones tocavam, e o ambiente corporativo exigia uma postura completamente diferente daquela que ele mantinha em casa. — Diretor João, temos uma reunião em dez minutos com os fornecedores do país G — informou a assistente Sarah, aproximando-se com uma prancheta nas mãos. — Certo, já estou indo — respondeu ele, ajustando o paletó. Enquanto caminhava até a sala de reuniões, João parecia carregar não apenas responsabilidades profissionais, mas também o peso das relações familiares. Seu olhar sério escondia pensamentos que ele não compartilhava com ninguém. Do outro lado da cidade, Amanda entrava na escola tentando deixar para trás o clima da manhã. Mas, dentro dela, algo permanecia. Aquela sensação constante de não pertencimento, de precisar sempre provar seu valor, de ser observada, julgada… nunca desaparecia completamente. Mesmo cercada de pessoas, Amanda carregava uma solidão que ninguém via. E talvez fosse exatamente isso que tornava tudo ainda mais intenso: a luta silenciosa de alguém que, por fora, parecia forte… mas, por dentro, ainda buscava um lugar para ser verdadeiramente aceita.Corredor da casa, a tensão aumentaJoão, quase fora de si, ainda segura o braço de Amanda com firmeza, sua voz tremendo entre o desespero e a confissão. Ele a puxa mais perto, tentando forçar um contato que ela claramente não quer.Não, Amanda, eu não a toquei, eu não a desejo.Eu te juro.Eu sou homem, sim, mas não te trai. Não toquei nela, nem pensei nela.Me perdoa...Ele a puxa para mais perto com força, sua respiração aceleradaMe ouve, Amanda...Estou aqui, me humilhando pra você. Só pra você.Ele a beija com intensidade, forçando o beijo, suas mãos tentando controlá-la, mas Amanda se recusa a ceder. Ela tenta empurrá-lo, mas ele a segura com mais força, sem dar espaço.Amanda resistindo, seu corpo tenso, uma mistura de raiva e desejo contidoMe solta, João.Não quero isso... Não quero suas desculpas agora!De repente, a voz de José corta a tensão no ar, com um tom firme, mas sem a violência que domina o momento.- Chega vocês doisMirela, com um sorriso de quem já sabia o que a
Sofia abaixou o olhar discretamente, como quem sabe que está prestes a ver algo desabar.José, em silêncio, observava Amanda e depois o irmão — com uma mistura de respeito e desconforto.O fogo que Mirela previu já estava queimando a estrutura da casa.Amanda está de costas, pegando um refresco na geladeira da cozinha de Sofia. O ambiente tem uma luz suave, e o som de vozes distantes da sala de jantar pode ser ouvido ao fundo. Ela respira fundo, tentando manter a calma. João entra logo atrás, visivelmente nervoso.Aproximando-se rapidamente e a abraçando por trás e fala:- Amanda...Amanda sem se virar, fria, se desvencilhando devagarO que você está querendo, João Duarte?João:Você... O que eu quero? Amanda, você sabe .Amanda:Será que se esqueceu que, há pouco, você estava de olho na Anita? A babá do nosso filho. E ainda teve a audácia de gritar comigo... tudo porque meu vestido subiu um pouco?Amanda se vira lentamente, o olhar duro, firme e fala;Você me diminuiu na frente de to
Amanda, com a postura intacta, disparou:— "Se me provocar, vai levar outro, João Duarte."Ele avançou, segurando o braço dela com raiva contida. Amanda o encarou, olhos duros como vidro:— "Na hora de flertar com a babá, você gosta, né? Até esquece que ela deveria estar com Jorge. Mas quem veio foi o Lorenzo. O pai dele, o tal João Duarte, estava ocupado… Cuidando da babá com muita dedicação, não é?"E sem aviso, com a outra mão, Amanda segurou os quadris de João, os dedos pressionando sua virilidade com precisão cirúrgica. Um ato tão audacioso quanto devastador.— "Se estava tão bom cuidar dela… quero começar a cuidar dos meus funcionários com a mesma dedicação."Ela o soltou e saiu, desfilando com um misto de fúria e soberania. O vestido balançava com o vento como se o mundo a reverenciasse. A vergonha de João queimava tanto quanto o desejo.Os cochichos se espalharam pela varanda como labaredas.João ficou ali, parado, com o corpo pegando fogo e os olhos fixos nas costas de Amanda
Na varanda, a conversa ganhava tons mais íntimos e perigosos. Enquanto Amanda caminhava ao longe com Luciana e Ana, os que ficaram ali pareciam tecer, ponto a ponto, a rede de ressentimentos mal resolvidos. Rubia, com seu ar calculado e voz adocicada, lançou a pergunta como quem joga veneno com luvas de seda:— “Sofia, você não sente nada vendo a Amanda tomando conta de tudo? Agora até o filho dela… dizem que seu sogro, o poderoso Augusto Duarte, morre de amores pelo Jorge.”Sofia respirou fundo. O olhar se perdeu por um instante no horizonte, mas sua resposta veio firme, ainda que carregada de nostalgia e certa resignação:— “No começo, Rubia, eu não via isso. A proteção do José por Amanda me parecia coisa de irmão — exagerada talvez, mas normal. Ainda mais porque o João… não gostava dela. Eles brigavam feito gato e cachorro. Amanda adolescente era fogo puro, e João já era um homem formado. Naquela época ele estava com a prima Clara, e as brigas eram constantes.”Mirela ouviu em silê





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