Marcelo sempre acreditou que sentimentos eram uma forma de distração. Um ruído desnecessário em sistemas que deveriam funcionar com precisão matemática. Para ele, o mundo era simples: movimentos, reações, resultados. Pessoas eram variáveis. Emoções, fraquezas exploráveis.
Era nisso que ele pensava enquanto dirigia naquela noite, o rádio desligado, a cidade passando pela janela como um cenário irrelevante. O encontro com Raquel naquela manhã ainda ecoava em sua mente, embora ele se recusasse a