O avião de Glauco pousou sob o céu prateado pela lua que despontava, grande e serena.
O coração dele batia acelerado e, ao descer a escada metálica, olhou para o relógio, cada minuto longe dela parecera uma eternidade.
Não via a hora de voltar para casa.
Amália passara a tarde distraída com Ana, entre risadas e confidências, mas ao cair da noite Paolo veio buscá-la para jantar fora.
Convidara Amália, mas ela recusou com gentileza, não queria atrapalhar o casal. Além disso, a ansiedade pela chegada de Glauco não a deixava em paz.
Não sabia exatamente onde ele estava, só acreditava que voltaria em breve.
Preparou algo leve para o jantar e o esperou, olhando o relógio, ouvindo o vento lá fora.
Mas a noite avançava, e Glauco não chegava.
Imaginou que ele estivesse preso em alguma reunião… ou talvez em alguma missão.
Por fim, cansada, subiu para o quarto e foi tomar banho.
Quando Glauco estacionou, a casa estava em penumbra. Poucas luzes acesas, o ar tranquilo demais para seu estado de esp