Os dias seguintes correram tranquilos, envoltos na rotina leve que Amália tanto prezava.
Ela acordava ao lado de Glauco, e enquanto ele tomava banho, descia para ajudar a preparar o café. Tomavam juntos, trocando olhares e gestos simples que já bastavam para encher o dia de sentido. Depois, ela se arrumava e seguia para suas aulas de culinária.
Glauco, por outro lado, vivia dias bem mais intensos. O casamento se aproximava, e ele precisava ajustar cada detalhe com a ajuda de Laerte e Paolo. Ana e Natália também participavam da conspiração, distraíam Amália com conversas, passeios e companhia, para que ela não desconfiasse da surpresa que o noivo estava preparando.
— Você precisa de mim amanhã? Perguntou Laerte, enquanto caminhavam pelo píer observando as obras para a instalação da tenda de vidro.
— Está tudo sob controle. Respondeu Glauco, analisando o avanço dos trabalhos.
— Vou a Milão pegar nossas roupas. Já buscou o seu traje?
— Sim, faz alguns dias.
— E Paolo?
— Não sei. Acho qu