Mundo de ficçãoIniciar sessãoDavid Novack era um grande empresário no ramo da tecnologia, sendo o segundo na sucessão da empresa da familia. Ele não era tão nerd como a sua mão, mas muito pespicas nos negocios, como seu pai e irmão, contudo seu talento não se resumia apenas a isso, ele também possuía o dom de conquistar e seduzir a mulher que desejasse. Mas sua boa vida estava prestes a acabar. Cansado do seu estilo boêmio, o patriarca da família Novack intimou David a mudar seu comportamento e arrumar uma esposa troféu. Ele agora precisava de uma mulher delicada, discreta e, obrigatoriamente, virgem. Elegante, serena, recatada e do lar era tudo o que Isabella Oliveira não era. Pelo contrário, ela era tempestuosa, indelicada e tinha uma língua afiada que irritava até o mais santo dos homens. O completo oposto do que se esperava de uma mulher da alta sociedade aclamada. Os dois não possuem nada em comum, apenas o fato de terem aceitado um contrato simples e sem paixão, uma conveniência que cairia bem aos dois. Só um ano e tudo estaria desfeito. Mas o que acontece quando dois opostos se encontram?
Ler maisDavid não era o filho mais perfeito do mundo. Ele tinha seus defeitos, mesmo tentando muito acertar. Ele era filho adotivo, e isso já era uma pressão enorme. Os Novack, seus pais, o amavam da mesma forma que os outros. Mas tinha alguma coisa que faltava, um dever silencioso que o forçava a ser perfeito. Isso até pouco tempo, pois agora o homem só se mente em fofocas e manchetes de sites de fofocas.
Alguma coisa mudou, uma rebeldia fora do comum. Uma sensação de querer chutar o pau da barraca. E era isso que ele fazia todos os dias, oque deixa Harvey de cabelos brancos. Não que ele já não tenha, porém, desde que seu segundo filho começou a manchar a imagem da família ele vem tendo muita dor de cabeça. O homem já não era mais aquele de antes, Harvey não era o pai exigente e duro, mas as atitudes de David vinham lhe causando arrepios, pois a cada processo que ele recebia, por ter ficado com uma mulher aleatória em um bar, e ela querendo arrancar certos valores da sua conta bancaria, Harvey não tem paz. Hoje era para ser um dia bom, uma boa recepção, isso ajudaria os investidores a ver o lado responsável David. Mesmo ele sendo o vice presidente da empresa TEC Corporation, e Noah sendo o presidente muito responsável, aparentemente, as ações de David estavam prejudicando a imagem da empresa. - Mais de uma hora de atraso. – Harvey já o esperava, do lado de fora, com um copo de bebida na mão. David sentiu um frio na espinha, uma sensação estranha de que ele levaria uma enorme bronca. – Está ficando difícil proteger você. David engoliu em seco, andando em sua direção, indo para os poucos degraus que tinham na entrada do salão onde estava acontecendo a festa. - Perdoe-me, o carro... Ele não conseguiu concluir a frase, pois seu pais já dispara: - Tomei uma decisão. – A voz firme de Harvey deixou o filho ainda mais receoso. - Decisão? – David franze o cenho. – Sobre? - Você vai limpar a sua péssima imagem. – Quando Harvey olha para o filho, lança milhares de rajadas em sua direção. - Harvey! – A voz de Samantha aparece no fundo. Ela estava o procurando e sabia que o marido estava esperando o filho. Ela sabia exatamente qual o assunto da conversa, e desejava apaziguar as coisas. – Querido, você... - Nada do que disser vai me fazer desistir dessa decisão, Samy. - Harvey, essa não é a melhor decisão. – Ela tenta explicar. - Deixa, mãe, quero saber o que ele deseja de mim. – Fala David já irritado. Não era só uma bronca. Ele via a decepção nos olhos do pai. Era uma das piores coisas que podia acontecer. David sempre quis ser o orgulho da família, porém, isso estava ficando complicado, com algumas das atitudes dele. – Vai me tirar da empresa? Ou melhor, da família? - David! – Ele ouviu a mãe, que parecia repreende-lo. - Você é meu filho – Lembrou Harvey. – E o amo, apresar de não perceber. – David se calou. Olhou para outro lado, se martirizando por ter dito aquilo. – Mas precisa de uma lição. - Quer seria? – Questionou curioso. - Vai encontrar uma boa moça. – David franziu o cenho, confuso. - Esse não é o melhor lugar para se ter essa conversa, Harvey. – Samantha estava nervosa. Passou a noite toda tentando tirar essa ideia maluca da cabeça do marido. Mas não conseguiu. - Será aqui, e agora, pois ele não vai fugir disso. – Harvey foi mais duro. Nem se lembrou que estava falando com sua esposa. – Via achar uma mulher de respeito, muito educada e de boa reputação. - Do que está falando, pai? – David não conseguia imaginar sobre onde ele desejava chegar. - Vai se casar – David arregalou os olhos. – O mais rápido possível. - O Qqque... - Não quero que seja uma mulher igual as que você sai e lhe processam no final. Quero uma jovem boa. Sei que tem um bom coração filho, e não faço ideia de como mudou tanto, só quero lembra-lo de que pode se apaixonar e ser um homem correto. Por isso tomei essa decisão, e se não aceitar, sairá da você presidência da empresa. David não disse uma palavra, pois estava chocado. Seu pai realmente estava o forçando a se casar? Ele era um homem jovem, não pensava em casar tão cedo, mas o pai lhe colocou contra a parede, e ele não sabia o que responder. Assim que sua bronca foi finalizada, Harvey muda de posição, e lhe fala a ultima coisa. - Entre, quero que todos saibam que esteve aqui. Não vai manchar ainda mais a imagem da empresa. David olhou para a mãe, que estava com uma expressão muito dolorosa. Ela andou em sua direção, que ainda estava parado no primeiro degrau, e o abraçou. David estava abalado com o que aconteceu, mas não sabia o que dizer. Bem longe dali, no subúrbio, Isabella e sua família estava ao redor da mesa de jantar. Ela olhava para os pratos e para a comida. Ela tinha que agradecer por ter alguma coisa para comer. Macarrão com queijo. Era barato e parecia mais com uma refeição de verdade. Pois na maioria das vezes eles comiam mais fast food, pois era mais barato. Só que a quantidade não era lá amais abundante. Isso era um problema recorrente. Sua mãe era a única que trabalhava ali, e ainda tinha que pagar o aluguel. O pouco que sobrava ela pagava as contas e depois comprava alguma coisa para comer. Quando a família se mudou para esse país, em busca de uma vida melhor, ela não sabia que iriam passar por isso. Trabalho para imigrante era um desafio. Você mal conseguia, e tinha que se matar para ganhar poucos dólares. Todos os dias ela saia para buscar trabalho, só que era bem complicado. Eles mal estudaram. Viviam com medo de serem deportados, e era só dizer que não tinham documentos americanos que eles a recusavam. - Sei que é pouco – Fala a mãe, que serve os pratos – Mas é o que deu para comprar. - Não se preocupa, mãe, sei que vou arranjar alguma coisa amanhã. - Coma, você está muito magra. - Não – Isabella viu que a mãe colocou mais para ela do que para si, e mudou os pratos. – A senhora trabalha, precisa ficar mais alimentada. - Estou sem fome. - Para, mãe, sei que faz isso por querer que comemos mais. O olhar da mãe, fez Isabella rir. A repreensão dela não fara a filha mudar de ideia. Então eles começaram a comer. Estava muito bom, apresar de ser uma comida simples. Ela estava decidida a mudar a vida da família. Qualquer coisa, ela aceitaria qualquer coisa para mudar isso. Mudar da onde eles moram, pois estão com risco de ficarem sem teto, mudar as roupas velhas que eles usavam, a comida que era pouca. Ela tinha que ter esperança, e pedia a deus que mudasse a situação deles.Não ficamos na Utah Beach pelo tempo que eu gostaria.Thomas não saiu do meu lado em nenhum momento enquanto eu o arrastava de uma exposição para outra, absorvendo cada detalhe como se aquilo pudesse desaparecer se eu piscasse. Era tudo exatamente como eu tinha imaginado… e, ainda assim, mais intenso.Mais real.Mas meu corpo não acompanhava meu entusiasmo.Em menos de uma hora, comecei a enfraquecer. A energia que eu tinha sentido no início simplesmente desapareceu, como se alguém tivesse desligado uma chave dentro de mim.— Podemos ir até a praia? — pedi, a voz mais baixa do que eu queria admitir. — Antes que eu desmaie aqui mesmo.Thomas não gostou.Eu vi no jeito como seu maxilar se contraiu.Mas ele concordou.Descemos até a areia, o vento cortando ainda mais forte ali, e eu tentei ignorar o frio para aproveitar ao máximo aquele momento. No entanto, não demorou muito para meu corpo começar a falhar de verdade.Tropecei.Uma vez.Depois outra.E, mesmo com várias camadas de roupa,
Fiquei no hospital por mais três dias, sob observação constante.O médico parecia satisfeito com a minha recuperação, mas meu corpo contava outra história. Eu me sentia fraca — absurdamente fraca — como se cada movimento exigisse um esforço desproporcional. Caminhar até o banheiro, sentar, levantar… tudo parecia um desafio.E aquilo me frustrava.Eu sempre fui independente, acostumada a resolver as coisas sozinha. Então, naturalmente, insisti em continuar assim.Até quase cair.Escorreguei no chão frio do banheiro e, por pouco, não me machuquei de verdade. Foi o suficiente para Thomas intervir.A partir daquele momento, ele simplesmente decidiu.Eu teria ajuda o tempo todo.Seja enfermeiros, seja guarda-costas — alguém estaria ali.Sempre.Não havia espaço para discussão.A maior parte dos meus dias passou em um estado nebuloso entre sono e cansaço. Mas, com o tempo, até dormir demais começou a se tornar entediante.Quando mencionei isso casualmente para Ethan, que parecia ter se torn
Mesmo assim… doeu vê-lo sair.Assim que a porta se fechou atrás de Thomas, senti um vazio estranho ocupar o quarto. Não era apenas medo — embora ele estivesse ali, pesado no meu peito desde o momento em que acordei. Era outra coisa.Segurança.A presença dele me fazia sentir segura de um jeito que eu nunca tinha sentido com nenhum guarda-costas, policial ou pessoa armada. Era irracional, considerando que eu o conhecia há tão pouco tempo… mas ainda assim era verdade.E isso me assustava.— Você sabe… isso tudo o atingiu muito forte.A voz de Ethan me arrancou dos meus pensamentos.Passei rapidamente os dedos sob os olhos úmidos, tentando disfarçar as lágrimas antes de virar a cabeça na direção dele. Ethan parecia distraído com o celular em suas mãos grandes, digitando alguma coisa com expressão fechada, mas eu podia sentir que ele estava prestando atenção em cada mínima reação minha.— O que quer dizer com isso? — perguntei baixinho.Ele não respondeu imediatamente. Terminou o que fazi
Eu tinha oito anos quando peguei gripe pela primeira vez.Não uma gripe comum.Daquelas que deixam a criança de cama por alguns dias.Foi horrível.Lembro-me vagamente da correria, da minha avó chorando no fundo, do meu pai me carregando às pressas para o hospital. As memórias são fragmentadas, desconexas… mas há uma coisa que nunca esqueci.A dor.A sensação do meu corpo lutando desesperadamente para expulsar algo ruim de dentro dele.E quando despertei naquele quarto de hospital em Paris… foi exatamente assim que me senti outra vez.Como se eu estivesse emergindo lentamente de um sonho febril e doloroso.Meus olhos permaneceram fechados enquanto eu virava a cabeça para o lado, mas até aquele pequeno movimento pareceu violento demais. Uma onda de tontura e náusea atravessou meu corpo imediatamente, arrancando um gemido fraco da minha garganta.Houve movimentação ao meu lado.Passos.Voices abafadas.Então uma voz masculina falou:— Chamem o médico.Meu cérebro tentou reconhecer aquel















Último capítulo