Mundo de ficçãoIniciar sessãoUma única noite mudou a vida de Anny Sophia Rosa para sempre. Sozinha, ela criou o filho que nasceu daquele encontro inesperado… sem imaginar que um dia o destino colocaria o pai da criança novamente em seu caminho. Quando o poderoso empresário Rafael Barcellos descobre que tem um filho, ele faz uma proposta inesperada: um casamento por contrato para proteger sua reputação e dar estabilidade ao menino. Era para ser apenas um acordo. Mas dividir a mesma vida pode despertar sentimentos que nenhum dos dois estava preparado para enfrentar.
Ler maisAnny Sophia RosaQuase me entalei quando Enzo sugeriu que Rafael podia ser o pai dele. Na verdade Rafael era o pai dele, mas eu não queria que fosse.— Enzo, não fale besteiras — falei, tentando manter o tom firme, mesmo com o coração disparado.Ele soltou uma risadinha, como se aquilo fosse a coisa mais simples do mundo.— Ué, mamãe! Eu queria que ele fosse.Revirei os olhos, tentando não demonstrar o quanto aquilo me afetou.— Querer não é poder, filho. Vamos parar de pensar bobagem e ir tomar banho.— Não quero tomar banho — ele respondeu, fazendo careta.Cruzei os braços.— Então vou avisar ao seu amigo que você é um porquinho.Na mesma hora, ele arregalou os olhos.— Não!Levantou num pulo e saiu correndo para o banheiro. Balancei a cabeça, segurando o riso. Tudo porque não queria que o “tio de terno” descobrisse que ele não gostava de banho.Criança era mesmo uma coisa engraçada… mas assim que ele sumiu pelo corredor, meu sorriso desapareceu.Aquela conversa ainda martelava na m
Anny Sophia RosaNo dia seguinte, acordei ainda com dores de cabeça, mas, assim que tomei o café e a enfermeira me deu o remédio, comecei a me sentir melhor.Por volta das dez da manhã, estava de olhos fechados, tentando descansar um pouco, quando ouvi a voz do meu filho.— Mamãe… Mamãe! Vim te ver com o vovô.Abri os olhos imediatamente e me levantei um pouco na cama, enquanto meu pai colocava Enzo sentado na beirada.Meu filho, como sempre carinhoso, tocou o meu rosto com cuidado e me deu um beijo na testa e outro no braço engessado.— Te dei beijos mágicos pra sarar logo — ele disse, com toda a convicção do mundo.Sorri e o abracei com cuidado.— Obrigada, meu anjinho.Então me virei para o meu pai.— Tudo bem com o senhor, pai? E a mãe, como está?— Preocupada, como sempre fica — ele respondeu. — Foi pra sua casa deixar tudo limpo e fazer marmitas pra você e pro Enzo.Meu coração se aqueceu.— Tenho os melhores pais do mundo.Meu pai sorriu e beijou minha testa.— Nós que temos so
Anny Sophia RosaNão gostava de hospital, na verdade, acho que ninguém gostava, mas estar ali, deitada naquela cama, com o braço imobilizado, o rosto ardendo por causa do machucado e minha cabeça latejando de leve, me fazia sentir ainda mais vulnerável do que o normal e eu odiava me sentir vulnerável. O pior não era nem a dor física, era a sensação de não ter controle sobre nada.Olhei para o teto branco por alguns segundos, tentando organizar meus pensamentos, mas era impossível.Muita coisa tinha acontecido em pouco tempo.A ligação da escola.O Enzo passando mal.A briga.O hospital.O acidente.E ele.Fechei os olhos por um instante.Rafael Barcellos.Só de lembrar daquele nome, meu coração deu uma batida estranha, forte demais, inconveniente demais.— Idiota — murmurei para mim mesma.Virei o rosto levemente para o lado e vi Enzo sentado na cadeira ao lado da cama, brincando com um dos dinossauros.Mesmo depois de tudo, ele ainda conseguia sorrir, ainda conseguia ser criança e aq
— Está escrito aí, preto no branco — meu avô disse com uma calma irritante. — Quando olhei para aquele menino, senti que ele era seu filho.Continuei olhando para o papel, como se, de alguma forma, aquelas palavras pudessem mudar, mas não mudaram.Resultado positivo, compatibilidade genética confirmada.Pai.Eu.Soltei um riso curto, sem humor algum.— Isso não faz sentido.Minha voz saiu mais baixa do que eu esperava, mas firme o suficiente.— Faz sim — meu avô rebateu, cruzando os braços. — Você só não quer aceitar.Levantei o olhar para ele, sentindo algo estranho crescer dentro de mim. Não era exatamente raiva, era incômodo. Um tipo de pressão que eu não estava acostumado a sentir.— Não tenho filhos.— Agora tem.A forma simples como ele disse aquilo me irritou profundamente.— Não — retruquei, fechando o envelope com mais força do que o necessário. — Isso deve estar errado. Esse exame pode estar errado.— Não está — ele respondeu imediatamente. — Eu mandei fazer com o melhor lab





Último capítulo