Mundo de ficçãoIniciar sessão
David não era o filho mais perfeito do mundo. Ele tinha seus defeitos, mesmo tentando muito acertar. Ele era filho adotivo, e isso já era uma pressão enorme. Os Novack, seus pais, o amavam da mesma forma que os outros. Mas tinha alguma coisa que faltava, um dever silencioso que o forçava a ser perfeito. Isso até pouco tempo, pois agora o homem só se mente em fofocas e manchetes de sites de fofocas.
Alguma coisa mudou, uma rebeldia fora do comum. Uma sensação de querer chutar o pau da barraca. E era isso que ele fazia todos os dias, oque deixa Harvey de cabelos brancos. Não que ele já não tenha, porém, desde que seu segundo filho começou a manchar a imagem da família ele vem tendo muita dor de cabeça. O homem já não era mais aquele de antes, Harvey não era o pai exigente e duro, mas as atitudes de David vinham lhe causando arrepios, pois a cada processo que ele recebia, por ter ficado com uma mulher aleatória em um bar, e ela querendo arrancar certos valores da sua conta bancaria, Harvey não tem paz. Hoje era para ser um dia bom, uma boa recepção, isso ajudaria os investidores a ver o lado responsável David. Mesmo ele sendo o vice presidente da empresa TEC Corporation, e Noah sendo o presidente muito responsável, aparentemente, as ações de David estavam prejudicando a imagem da empresa. - Mais de uma hora de atraso. – Harvey já o esperava, do lado de fora, com um copo de bebida na mão. David sentiu um frio na espinha, uma sensação estranha de que ele levaria uma enorme bronca. – Está ficando difícil proteger você. David engoliu em seco, andando em sua direção, indo para os poucos degraus que tinham na entrada do salão onde estava acontecendo a festa. - Perdoe-me, o carro... Ele não conseguiu concluir a frase, pois seu pais já dispara: - Tomei uma decisão. – A voz firme de Harvey deixou o filho ainda mais receoso. - Decisão? – David franze o cenho. – Sobre? - Você vai limpar a sua péssima imagem. – Quando Harvey olha para o filho, lança milhares de rajadas em sua direção. - Harvey! – A voz de Samantha aparece no fundo. Ela estava o procurando e sabia que o marido estava esperando o filho. Ela sabia exatamente qual o assunto da conversa, e desejava apaziguar as coisas. – Querido, você... - Nada do que disser vai me fazer desistir dessa decisão, Samy. - Harvey, essa não é a melhor decisão. – Ela tenta explicar. - Deixa, mãe, quero saber o que ele deseja de mim. – Fala David já irritado. Não era só uma bronca. Ele via a decepção nos olhos do pai. Era uma das piores coisas que podia acontecer. David sempre quis ser o orgulho da família, porém, isso estava ficando complicado, com algumas das atitudes dele. – Vai me tirar da empresa? Ou melhor, da família? - David! – Ele ouviu a mãe, que parecia repreende-lo. - Você é meu filho – Lembrou Harvey. – E o amo, apresar de não perceber. – David se calou. Olhou para outro lado, se martirizando por ter dito aquilo. – Mas precisa de uma lição. - Quer seria? – Questionou curioso. - Vai encontrar uma boa moça. – David franziu o cenho, confuso. - Esse não é o melhor lugar para se ter essa conversa, Harvey. – Samantha estava nervosa. Passou a noite toda tentando tirar essa ideia maluca da cabeça do marido. Mas não conseguiu. - Será aqui, e agora, pois ele não vai fugir disso. – Harvey foi mais duro. Nem se lembrou que estava falando com sua esposa. – Via achar uma mulher de respeito, muito educada e de boa reputação. - Do que está falando, pai? – David não conseguia imaginar sobre onde ele desejava chegar. - Vai se casar – David arregalou os olhos. – O mais rápido possível. - O Qqque... - Não quero que seja uma mulher igual as que você sai e lhe processam no final. Quero uma jovem boa. Sei que tem um bom coração filho, e não faço ideia de como mudou tanto, só quero lembra-lo de que pode se apaixonar e ser um homem correto. Por isso tomei essa decisão, e se não aceitar, sairá da você presidência da empresa. David não disse uma palavra, pois estava chocado. Seu pai realmente estava o forçando a se casar? Ele era um homem jovem, não pensava em casar tão cedo, mas o pai lhe colocou contra a parede, e ele não sabia o que responder. Assim que sua bronca foi finalizada, Harvey muda de posição, e lhe fala a ultima coisa. - Entre, quero que todos saibam que esteve aqui. Não vai manchar ainda mais a imagem da empresa. David olhou para a mãe, que estava com uma expressão muito dolorosa. Ela andou em sua direção, que ainda estava parado no primeiro degrau, e o abraçou. David estava abalado com o que aconteceu, mas não sabia o que dizer. Bem longe dali, no subúrbio, Isabella e sua família estava ao redor da mesa de jantar. Ela olhava para os pratos e para a comida. Ela tinha que agradecer por ter alguma coisa para comer. Macarrão com queijo. Era barato e parecia mais com uma refeição de verdade. Pois na maioria das vezes eles comiam mais fast food, pois era mais barato. Só que a quantidade não era lá amais abundante. Isso era um problema recorrente. Sua mãe era a única que trabalhava ali, e ainda tinha que pagar o aluguel. O pouco que sobrava ela pagava as contas e depois comprava alguma coisa para comer. Quando a família se mudou para esse país, em busca de uma vida melhor, ela não sabia que iriam passar por isso. Trabalho para imigrante era um desafio. Você mal conseguia, e tinha que se matar para ganhar poucos dólares. Todos os dias ela saia para buscar trabalho, só que era bem complicado. Eles mal estudaram. Viviam com medo de serem deportados, e era só dizer que não tinham documentos americanos que eles a recusavam. - Sei que é pouco – Fala a mãe, que serve os pratos – Mas é o que deu para comprar. - Não se preocupa, mãe, sei que vou arranjar alguma coisa amanhã. - Coma, você está muito magra. - Não – Isabella viu que a mãe colocou mais para ela do que para si, e mudou os pratos. – A senhora trabalha, precisa ficar mais alimentada. - Estou sem fome. - Para, mãe, sei que faz isso por querer que comemos mais. O olhar da mãe, fez Isabella rir. A repreensão dela não fara a filha mudar de ideia. Então eles começaram a comer. Estava muito bom, apresar de ser uma comida simples. Ela estava decidida a mudar a vida da família. Qualquer coisa, ela aceitaria qualquer coisa para mudar isso. Mudar da onde eles moram, pois estão com risco de ficarem sem teto, mudar as roupas velhas que eles usavam, a comida que era pouca. Ela tinha que ter esperança, e pedia a deus que mudasse a situação deles.






