Eu tinha oito anos quando peguei gripe pela primeira vez.
Não uma gripe comum.
Daquelas que deixam a criança de cama por alguns dias.
Foi horrível.
Lembro-me vagamente da correria, da minha avó chorando no fundo, do meu pai me carregando às pressas para o hospital. As memórias são fragmentadas, desconexas… mas há uma coisa que nunca esqueci.
A dor.
A sensação do meu corpo lutando desesperadamente para expulsar algo ruim de dentro dele.
E quando despertei naquele quarto de hospital em Paris… foi