Mundo de ficçãoIniciar sessão"Nunca pensei que controlar a vida de um homem fosse um trabalho, mas essa sou eu, Nayla Campbell, assistente pessoal e responsável por cada passo de Aiden Cupertini. Do uísque que ele bebe às três da manhã à cor da gravata que ele usará para destruir a concorrência em uma reunião de bilhões, tudo passa pelas minhas mãos. Eu conheço cada uma de suas cicatrizes, seus horários e seus silêncios mais sombrios. Sou eu quem limpa a bagunça que ele deixa para trás, inclusive as mulheres que acreditam, tolamente, que podem domar o herdeiro mais cobiçado. Aiden é o caos em forma de homem, e eu sou a única ordem que ele aceita. Mas, enquanto eu me ocupo em manter o império dele de pé, começo a me perguntar: quem é que está no controle de verdade quando os olhos dele encontram os meus no reflexo de um espelho?" ..Eu tinha uma vida montada, um noivado que era meu porto seguro e a barreira profissional mais alta que o dinheiro dos Cupertini poderia construir. Mas Aiden não respeita barreiras. Ele as atropela. Ultimamente, o brilho cínico em seus olhos mudou. Ele não quer mais apenas que eu organize sua agenda; ele quer desorganizar a minha alma. Cada toque 'acidental' no meu pulso, cada comando sussurrado perto demais do meu ouvido, é um lembrete de que ele sabe exatamente o efeito que causa. E o pior de tudo não é o fato de ele ser um canalha que não aceita um 'não' como resposta. O pior é que, a cada vez que eu recuso, a cada vez que eu firmo o pé contra o seu charme destrutivo, eu sinto que ele não está apenas tentando me levar para a cama... ele está tentando me levar para o seu abismo.
Ler maisNARRAÇÃO NAYLA:
O celular na minha mão, contava uma realidade paralela a minha, por breves momentos eu podia ser só a Dona de mim mesma naquela tela. Criando uma imagem que muita gente cobiçava viver. Apertar o botão "postar". Eu raramente fazia aquilo. Minha vida era dedicada a construir a imagem de outra pessoa, a polir o brilho de um império que não era meu. Mas, naquela noite em Dubai, eu subi um degrau na vida pessoal que mudou tudo. O restaurante em Dubai era um daqueles lugares que desafiam a gravidade. Suspenso a centenas de metros do chão, com paredes de vidro que faziam a gente se sentir jantando entre as estrelas. O cheiro de especiarias caras e o som suave de uma musica ao fundo deveriam ter me relaxado, mas eu não conseguia parar de checar o celular por baixo da mesa. Nunca falhava, mesmo em minhas folgas, cada escolha daquele homem era organizada por mim. Aiden Cupertini. — Nayla, por favor... Hector pediu, cobrindo minha mão com a dele. — Só por uma hora. Esquece o Cupertini. Ilhei para ele e forcei um sorriso, guardando o aparelho na bolsa. Hector estava impecável, sem aqueles termos ou roupas profissionais. Ele é chefe de segurança do Aiden a 4 anos, nos Conhecemos através desse trabalho. Mas ali, éramos só nós dois por breves momentos. O cabelo não cortado deixava ele tão mais maduro, mas sabia que seria por pouco tempo, nosso código de vestimenta era rígido. Ele tinha um olhar protetor que sempre me fazia sentir segura. Ele era o oposto do caos que eu gerenciava todos os dias. — Desculpa. É que o evento de amanhã é gigante e o Aiden está... você sabe. Atacado. — O cupertini está sempre atacado. Hector retrucou, mas seu tom suavizou. — Mas hoje não é sobre ele. É sobre nós e eu to querendo fazer isso a um tempo. Ele se levantou e, em um movimento ensaiado, se ajoelhou ao meu lado. O restaurante inteiro pareceu ficar em silêncio. — Hector? No momento em que ele abriu a caixinha de veludo, o diamante capturou as luzes da cidade lá embaixo e brilhou com uma intensidade quase agressiva. — Nayla Campbell, você é a mulher mais incrível que eu já conheci. A gente vive essa vida louca, cruzando o mundo, mas eu só me sinto em casa quando estou com você. Você aceita casar comigo? Meu coração deu um salto. Era o que eu queria, não era? Estabilidade. Alguém que me amasse sem exigir um cronograma de dezoito horas. — Sim! respondi, e as lágrimas eram de um misto de alívio e cansaço. — Sim, Hector. Ele deslizou o anel no meu dedo. Era pesado. Lindo. Um símbolo de que, em algum lugar no futuro, eu teria uma casa, uma rotina e paz. O restaurante explodiu em aplausos educados. — Eu te amo, meu amor. Hector sussurrou, beijando minha testa. — Eu também. respondi, sem imaginar, que naquela noite... E por causa daquele pedido, tudo, absolutamente tudo estava prestes a mudar por completo. .... Segurei o celular contra o peito por um segundo antes de ter coragem de apertar o botão "postar". Legenda: Entre fusos horários e decisões de bilhões, um segundo para respirar e um pedido aceito. 🌙✨ Minha Bio: Nayla Campbell | Chief of Staff & Personal Assistant | Global Management | Planejando o mundo, um evento de cada vez. Rolei meu próprio feed enquanto o post começava a ganhar curtidas. Felicitações de amigos que não vejo a mais de 6 anos, familiares dele, que conheci por uma única vez, quando viajarmos pra próximo da cidade deles. Fotos em Mônaco, jantares em Paris, a vista da asa do jatinho sobre os Alpes. Para quem olhava de fora, eu vivia o sonho. Roupas de grife, hotéis de seis estrelas e acesso livre aos lugares mais exclusivos do planeta. Mas eu sabia o preço de cada uma daquelas fotos. O preço era não ter horários. Era esquecer o sabor de uma comida feita em casa. Era ser, na prática, a dona da vida de Aiden Cupertini. Eu era o GPS dele, a agenda, o filtro de café e a barreira contra o mundo. Eu sabia a marca da cueca que ele preferia e o tom exato de voz que ele usava antes de um surto de raiva. Ser a sombra do homem mais poderoso e canalha da Europa tinha um custo alto. Minha liberdade era o pagamento mensal. Um comentário brilhou na tela, me tirando dos meus pensamentos. @Hector_Seg: "Minha noiva esperei muito pra isso." Sorri pra ele negando, mas com uma felicidade que não cabia no peito. Hector era minha âncora. O homem que me lembrava que existia uma Nayla fora do furacão Cupertini. ... Eu sei exatamente o que você pode está pensando. Trabalhar em coberturas em Dubai, viajar em jatinhos particulares e organizar festas em iate e ainda ter o homem que você ama do lado, parece o sonho de qualquer mulher, certo? Mas até onde você é capaz de ir, por tal feito? Venderia seu tempo, sua vida e sua alma a um canalha? ...Três horas depois... Eram Quatro da manhã quando o toque estridente do celular no mesa de cabeceira me arrancou de um sono profundo. Hector, ao meu lado, resmungou e cobriu o rosto com o travesseiro. — Desliga isso.... Olhei a tela, os olhos ainda recebendo a claridade da tela, tinha que ser ele. Aiden. Atendi passando a mão no cabelo, os levando pra trás. — Nayla... a voz dele veio baixa, mas com aquela urgência autoritária de sempre. — Venha aqui. Agora. Preciso que dê um jeito na bagunça. Ela passou do ponto e está estragando o tapete da suíte. Que? E ele quer que eu faça o quê? — Quer que eu chame um médico? perguntei, me sentando na cama e tentando despertar, ainda sentindo o calor do corpo de Hector na pele. — Não. Só venha aqui. Ele desligou. Hector se sentou, os olhos semicerrados e a expressão fechada. A doçura de poucas horas atrás tinha sumido. — Onde você vai a essa hora? — O Aiden. Emergência com a convidada dele. respondi, me levantando
Viagens, dinheiro, uma conta recheada que não precisava gastar em nada, porque o Aiden me proporcionava tudo. Um homem que eu amo, Mas... Porque nada me satisfaz mais? As perguntas me assombravam, sentei naquela poltrona, bebendo mais uma taça de champanhe e deixando o vento levar meus pensamentos. Minha mente me trai traiçoeiramente. E volta para as palavras do Aiden. "O que aconteceu naquele jato, não vai mais acontecer, eu vou garantir isso." Meu Deus... Como ele podia ser assim? E ainda dizer: "Sua vida pessoal passa a ser minha toda vez que você renova o contrato." Fecho os olhos puxando o ar pesado... Aiden... O nome do homem que detém toda a minha liberdade, todo o meu tempo, era irónico pensar que o tempo todo eu pensava naquele homem cafajeste, canalha e sem coração. A porta do quarto abriu, não precisei olhar pra saber que era o Hector. Escutei o som dos seus sapatos se aproximando, tomei o resto do champanhe de dentro da taça e levantei, pra pegar mais
Estava perto da barra, observando tudo, quando Aiden se aproximou com uma loira deslumbrante pendurada em seu braço. Uma modelo que eu reconheci de uma campanha de joias. — Nayla... ele disse, com aquele tom cínico que eu odiava. — A senhorita... ele olhou para a mulher, claramente sem lembrar o nome dela. — Vanessa. ela ronronou. — A senhorita Vanessa vai precisar de uma carona para o hotel mais tarde. Garanta que ela tenha a chave da suíte secundária. E Nayla? — Sim, senhor? — Peça para o Hector escoltá-la. Quero ter certeza de que ela chegue... segura. O olhar que ele me deu foi um desafio puro. Ele sabia que aquilo me machucaria. Sabia que colocar meu noivo para levar uma das suas conquistas da noite para o hotel era uma humilhação silenciosa. — Sim, senhor. respondi, minha voz saindo mais firme do que eu me sentia. Aiden sorriu, satisfeito com a própria maldade, e se afastou com a mulher. Peguei o rádio para chamar Hector, mas minhas mãos tremiam lev
O som das turbinas do jatinho era apenas um ruído de fundo comparado ao caos na minha mente. Aiden estava com o notebook aberto, mas seus olhos estavam fixos na janela, observando o azul infinito lá embaixo. Hector estava na parte traseira da cabine, conferindo os protocolos de desembarque com o outro segurança. A proximidade era constante, mas o silêncio entre nós três era um abismo. — O cronograma para o Grande Prêmio... comecei, minha voz cortando o silêncio da cabine. — O jantar de gala do Prince’s Club é amanhã. O senhor tem três reuniões no iate da Holding e o camarote principal para a corrida de domingo. Aiden não se moveu. — E a lista de convidados do jantar? — Eu a filtrei pessoalmente. respondi, sabendo exatamente o que ele estava perguntando. — O seu pai e a... senhora Cupertini estarão na mesa principal, no lado oposto do salão. As entradas e saídas foram coordenadas para que vocês não se cruzem em momento algum. Aiden finalmente virou o rosto pa










Último capítulo