Mundo de ficçãoIniciar sessãoLorenzo Vasconcellos comanda o império da V-Tech Global, a mais poderosa empresa de tecnologia e inovação da América Latina, responsável por revoluções no mercado de inteligência artificial e sistemas de segurança de alto nível. Bilionário, implacável, e completamente avesso ao amor, ele tem um único objetivo: manter o trono que conquistou com sangue, suor e estratégias geniais. Mas o ultimato de seu pai muda tudo: ou ele se casa, ou perde o comando da empresa. Desesperado para manter seu legado, Lorenzo enxerga uma “solução rápida” na figura mais improvável: Helena, a jovem faxineira da empresa. Invisível para todos, subestimada, sempre vestida com uniformes simples e olhar baixo, ela esconde uma beleza estonteante, uma mente afiada e um passado cheio de dores silenciosas. O que começa como uma proposta fria e impessoal se transforma em um acordo inesperado — um casamento de fachada, com limites bem definidos... até que os sentimentos começam a transbordar.
Ler maisLorenzo Narrando…O caminho até a mansão foi silencioso. Não um silêncio vazio, mas um silêncio cheio. Cheio de pensamentos, de memórias, principalmente gratidão. Olhei para a Sophia algumas vezes, e ela continuava dormindo. Helena apoiou a mão na minha perna em silêncio. Um gesto simples, mas carregado de tudo o que não precisava ser dito.Quando os portões da mansão começaram a se abrir, senti algo apertar no peito. Não era orgulho. Não era conquista. Era pertencimento. Josias parou com o carro.— Chegamos, princesa… — murmurei, mais pra mim do que pra ela.Meu motorista desceu primeiro e abriu a porta traseira, peguei Sophia novamente no colo e desci do carro. Ela se mexeu de leve, abriu um olho por um segundo, depois voltou a dormir. Helena se aproximou, passou a mão pelo rostinho da nossa filha, com os olhos marejados.— Estamos em casa… — ela sussurrou.— Sim, estamos em casa com a nossa família... — falei e ela concordou com um sorriso nos lábios.Seguimos para a entrada prin
Helena Narrando…Dois dias se passaram. Quando eu digo isso em voz baixa, quase não parece real. Dois dias desde que a minha vida se dividiu, definitivamente, em antes e depois da Sophia. Estou sentada na poltrona ao lado da cama, o corpo ainda sensível, cada músculo lembrando do esforço, da entrega, da intensidade daquele momento. Sophia dorme nos meus braços agora, envolta naquela manta rosa macia que parece grande demais para ela. Tão pequena. Tão perfeita. O rostinho relaxado, os lábios levemente entreabertos, a respiração suave, ritmada.O quarto está tomado por flores. Flores por todos os lados. Sobre a mesa, perto da janela, ao lado da televisão, até mesmo próximas ao banheiro. Buquês delicados, outros exuberantes, todos escolhidos com um cuidado que me emociona. O perfume suave se mistura ao cheiro característico de maternidade — algo entre limpeza, calmaria e começo.O meu sogro… meu sogro querido. Heitor apareceu logo cedo ontem, com um sorriso orgulhoso que ele não tentou
Lorenzo Narrando... Ser pai muda a anatomia interna de um homem. Algo se rearranja por dentro, desloca órgãos invisíveis, cria espaços que antes não existiam. Eu senti isso no dia em que segurei Antony pela primeira vez. Um garotão lindo, forte, olhar curioso demais. Ali eu entendi, sem ninguém precisar me explicar, que minha vida nunca mais seria só minha. Mas nada — absolutamente nada — me preparou para a sensação de estar prestes a ser pai outra vez. Agora, de uma menina. Da minha princesa. Da Sophia.Cinco meses se passaram. Cinco meses em que o tempo correu de um jeito estranho: rápido demais e lento demais ao mesmo tempo. Rápido porque quando eu piscava, a barriga da Helena parecia maior, o corpo dela mais tomado pela presença da nossa filha. Lento porque cada expectativa vinha carregada de um peso doce, uma antecipação que parecia alongar os dias.Ser pai de um menino me ensinou a proteger. Ser pai de uma menina… está me ensinando a sentir.Antony continua sendo meu orgulho es
Helena Narrando... Já se passaram cinco meses, quando eu digo esse número em voz alta, ele soa quase irreal. Cinco meses passaram desde aquele dia na clínica, desde o momento em que o mundo ganhou um novo eixo e passou a girar em torno de uma palavrinha simples e gigantesca: ela. Nossa filha. Sophia.Agora, eu — penso, respiro — com o corpo pesado, a respiração mais curta, a barriga dura e viva, esticando a pele, ocupando espaço, lembrando a cada segundo que o tempo não pede mais licença. Estou no fim da gestação, no fim mesmo, a qualquer momento a minha pequena pode nascer. Esses últimos meses foram intensos de um jeito maravilhoso. Não houve rupturas bruscas, nem dramas exagerados. Tudo foi se encaixando como peças que esperaram a vida inteira pelo momento certo de se tocarem.Eu continuei sendo quem sempre fui. Isso era importante pra mim. Não me perdi dentro da maternidade — eu me expandi nela.Minha empresa em Nova Iorque continuou sendo minha. Meu nome continuou ali, nos contr





Último capítulo