Giovanni
A garoa fina batia preguiçosa no telhado da varanda quando eu me joguei na cadeira de madeira, o prato vazio abandonado na mesinha ao lado. Cruzei as mãos atrás da cabeça, observando a névoa cinzenta que parecia engolir o quintal.
Aurora estava ao meu lado, enrolada em um cobertor xadrez, os cabelos desgrenhados da noite mal dormida, a pele ainda marcada de sonolência e — diabos — eu nunca tinha visto alguém tão bonita sem fazer absolutamente nada para isso.
Ela espreguiçou-se como um