Mundo ficciónIniciar sesiónMirella 20 anos, nasceu e foi criada na Rocinha. Determinada a mudar de vida deixou para trás sua família pai, mãe e irmão para seguir seu grande sonho. Estudar nos Estados Unidos e se tornar uma médica de sucesso. Antes de partir trabalhou como técnica de enfermagem no postinho da comunidade mas sabia que aquilo não era o que realmente a fazia feliz. O que ela não esperava era que o destino guardava uma reviravolta surpreendente de filha de um sub do morro ela se tornaria a esposa de um mafioso. Vincent 34 anos, é um homem misterioso, decidido e herdeiro direto da máfia italiana. Apesar de sua origem criminosa ele tem um interesse peculiar. Também sonha em ser médico. Tanto por afinidade com a profissão quanto como estratégia para despistar as investigações que o cercam. Ao conhecer Mirella ele se encanta imediatamente por sua força e beleza. Com uma carta na manga e um plano ousado ele propõe um desafio. Conquistar o coração dela em apenas 30 dias .
Leer másMirellaA brisa do mar invadia a casa com um perfume que só o Rio tem o Sal, sol e liberdade. Estávamos na casa de praia, onde tudo sempre parece mais leve, como se a vida nos desse uma trégua. Ou talvez seja o amor que mora aqui. O nosso amor.Vincent estava no terraço com Domenico, os dois na rede tirando um cochilo da tarde . Era bonito de ver. Aquele homem que já foi temido por tantos, agora paciente, com o filho. Às vezes, me pego olhando e penso que só quem conhece a guerra valoriza a paz assim.E hoje... hoje meu coração estava diferente. Batendo mais forte, mais rápido. Carregando um segredo que pulsava junto comigo. Peguei a xícara de café e subi devagar. Precisei respirar fundo antes de encarar ele e dar a notícia. Me olhei no espelho e vi a mulher que me tornei. Ainda sou aquela garota do subúrbio, nascida em meio ao barulho do morro e às gírias da rua. Mas agora... agora sou mãe. Sou esposa. E, hoje, sou mais.Vincent despertou na hora , ao ouvir meus passos , sorriu com Do
Vincent A vida ta seguindo . Não como uma promessa de finais felizes, mas como um silêncio que não dói mais. Estamos em nossa casa de praia no Brasil de férias . Um lugar que conheci entre uma das vezes que viemos ao Brasil, a casa é a beira do mar , onde a paz envolve todo o lugar , o mar beija as encostas como se nunca tivesse conhecido a violência dos homens. Acordei com o cheiro do café fresco e o som de risadas vindo do andar de baixo. Mirella está com Domenico na sala ensinando a montar uma pipa. Ela não tem medo do vento nunca teve. Nem das tempestades. Olhei pela janela e percebi que aqui e o nosso refúgio , o lugar onde ouco o sorriso dela , o dele e que quando estamos aqui ela fica bem mais relaxada , afinal Rio de janeiro e o lugar onde ela nasceu e foi criadoa . Aprendi gostar desse lugar e gosto de tirar eles um pouco do nosso mundo obscuro , Domenico ja esta com seus 4 aninhos, esperto que só ,curioso, cheio de perguntas sobre tudo. E ela tem uma paciência que me de
Mirella Vincent Mangano era uma tempestade disfarçada de homem. O olhar dele carregava séculos de orgulho e promessas que só os mortos poderiam cobrar. Eu sabia que me envolver com ele era como dançar sobre vidro. E mesmo assim, fiquei.Hoje, ele não é mais o mesmo homem. Ainda é forte. Ainda é temido. Mas agora... agora ele sangra onde só eu posso ver.Ele sorri para Domenico com os olhos marejados. Finge que não chora quando segura a velha foto do pai. Mas eu vejo. Eu vejo tudo.E escolho ficar.Porque é isso que mulheres como eu fazem quando amam de verdade sustentam o que o mundo inteiro tenta derrubar.Vi Vincent voltar do inferno. Vi os fantasmas da família Giulietta caírem um a um. Marco morreu, e com ele, um ciclo maldito. Mas também vi algo em Vincent morrer naquele momento a necessidade de vingar.Agora ele vive. E viver, para um homem como ele, é o maior ato de coragem.Eu sou a única que ele permite entrar no silêncio. A única que ele escuta mesmo quando não digo nada. Às v
Vincent Eu enterrei meu pai com as mãos sujas de sangue e o coração partido em mil pedaços.O velho sempre dizia que morreria em guerra. Que o descanso não era pra homens como ele, forjados no fogo da máfia, moldados pela dor, pelo instinto, pelo sangue. Mas por mais que eu tenha escutado essas palavras a vida inteira, nada me preparou para vê-lo cair.Dom Mangano. O último dos gigantes. Meu pai. Ele morreu como viveu lutando. Protegendo o que amava. Defendendo a honra até o último fio de voz. E eu estava lá. Eu ouvi sua última palavra. Lute.Mas como se luta com um buraco no peito?Domenico ainda não entende. Ele sorri com a inocência de quem carrega um nome maior do que pode suportar. Olho pra ele e vejo o futuro... mas também vejo meu pai. A expressão séria, o queixo firme, a faísca nos olhos. Ele é um Mangano. E isso é uma bênção. E uma maldição.Mirella segura minha mão nas madrugadas em que acordo suando frio, os olhos buscando por um vulto que não está mais aqui. Ela é forte.





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