Mundo de ficçãoIniciar sessãoLeandro Menecucci, herdeiro de uma dinastia bilionária, acaba de assumir a liderança da poderosa empresa financeira de sua família. Um cargo que deveria ser motivo de orgulho e realização se torna um fardo insuportável após uma dupla traição devastadora. Sua esposa o abandona pelo marido de sua prima, seu melhor amigo. O golpe o atinge em cheio, fazendo-o lembrar de suas raízes na máfia siciliana, onde traições como essa não ficariam impunes. Contudo, contrariando seu instinto mafioso, Leandro deixa ambos vivos, o que o deixa completamente atordoado e amargurado. Transformado de um homem alegre e carismático para uma figura fria, perturbada e nervosa, passa a descontar sua frustração nos funcionários da empresa. Sua vida, apesar de recheada de milhões, se torna um mar de descontentamento e amargura, até que uma reviravolta inesperada cruza seu caminho. Amanda é uma jovem com um passado igualmente tumultuado. Filha de uma mãe narcisista e fruto de uma traição com um membro da máfia siciliana, Amanda nunca teve o reconhecimento de seu pai. Seu mundo desaba ainda mais quando flagra a mãe com seu noivo, uma traição que a força a abandonar tudo e recomeçar do zero. Com a ajuda de um amigo fiel, ela tenta reconstruir sua vida, nesse caminho de renascimento, conhece Leandro. Inicialmente, o encontro entre eles é marcado pelo choque de personalidades feridas e desconfiadas, mas à medida que suas histórias se entrelaçam, ambos descobrem que suas cicatrizes podem ser a chave para a cura mútua. "Um Amor para o CEO" é uma história intensa e emocionante sobre a dor das traições e a força do recomeço. Leandro e Amanda, dois corações partidos pelo destino, encontram um no outro a esperança de colar seus pedaços quebrados, em um enredo que mistura amor, redenção e a busca pela verdadeira felicidade.
Ler maisLEANDRO NARRANDO:
Despertei com um sobressalto, o corpo suado e a mente em frangalhos. Mais uma vez, Abby havia invadido meus sonhos, trazendo consigo a angústia e a lembrança de noites que, um dia, foram de amor. Olhei para o relógio na cabeceira: quatro da manhã. Mais uma sexta-feira que começava cedo demais. "Mais uma vez aquela maledetta infeliz rouba meu sono", pensei enquanto me levantava da cama, a garrafa vazia de licor amaro ao lado. Acendi a luz com um estalo dos dedos e caminhei até o banheiro para um banho frio. Desde que Abby se foi, não consegui mais dormir na suíte principal. Agora, ocupava a suíte de hóspedes, que até então nunca tinha sido usada. Nosso casamento durou apenas alguns meses, mas deixou cicatrizes profundas. A água fria ajudou a acalmar meus pensamentos e o corpo quente. Ter deixado Abby e Samuel vivos era um incômodo constante, como se eu tivesse assinado um atestado de corno manso. Mussas insistiu que, se matássemos Samuel, teríamos que matar Abby também. E eu, idiota apaixonado, não consegui ordenar sua morte. Respirei fundo, passando sabonete líquido pelo corpo. Eu costumava magoar minhas paqueras do passado, sempre aparecendo com outra mulher, mas desta vez fui eu quem sentiu a dor da traição. Meu coração estava em pedaços, ainda mais por ser traído por Samuel, meu melhor amigo. Após o banho, fiz a barba e me olhei no espelho. As olheiras denunciavam as noites mal dormidas e a tristeza profunda. Vesti uma camisa azul escura e um blazer preto, vi o espaço vazio no closet onde ficavam as roupas de Abby. Lembrei-me das vezes que a encontrei de roupão, escolhendo algum vestido que eu lhe dera. Isso me enfureceu. Engoli em seco, coloquei meu Rolex e desci as escadas para a sala de estar. A casa estava irreconhecível. Quebrei boa parte dos móveis e minha mãe organizou uma equipe de limpeza para jogar tudo fora: espelhos, cadeiras, poltronas, vasos. Não quis comprar novas peças, queria vender aquela casa. Investi muito dinheiro na mansão onde planejei construir uma família com Abby. Agora, três meses após descobrir a traição, tudo me lembrava ela. Não aguentava ficar ali. Peguei minha carteira, as chaves do Jaguar conversível e dirigi até o escritório pela orla da praia. O amanhecer trazia uma falsa sensação de paz. Assumi como CEO da empresa Binance, o grupo da família Menecucci. Mussas era o proprietário junto com Victória, mas todos da família tinham porcentagens e investimentos lá. A empresa estava faturando bilhões de euros, lavando dinheiro através de negócios obscuros em criptomoedas e ações. Eu já ganhava milhões por dia, há dois anos e planejava uma vida inteira ao lado de Abigail. Ser traído por ela causou um estrago maior do que eu imaginava. Precisava me concentrar no trabalho para não pensar nas merdas que gostaria de fazer. Cheguei ao escritório encontrando a equipe de limpeza pelos corredores do hall. Cumprimentei os seguranças e subi o elevador até minha sala no último andar. Preparei um café expresso na máquina da copa e comecei a trabalhar no computador. Às sete e meia, minha secretária, Sra. Noemi, sempre vestida de forma respeitável, chegou. Ela trabalhava para mim há cinco anos, desde que eu era diretor de departamento pessoal. — Bom dia, Sr. Menecucci. Aceita um café? — Noemi disse, batendo na porta de vidro e entrando com seu iPad. — Bom dia pra quem, Noemi? Eu já fiz meu próprio café. Cheguei e nem você nem o Jhony estavam aqui. Posso saber qual o horário de trabalho de vocês? — disse, irritado, sem levantar o olhar. — Perdão, senhor. Nosso horário é das oito às cinco — ela respondeu, com a cabeça baixa. — Pois quero que entrem uma hora mais cedo e saiam uma hora mais tarde. Estamos com trabalho atrasado. E o mercado financeiro abre de madrugada! Quero que você e o Jhony se dediquem ou vou contratar quem realmente queira se dedicar a esse trabalho! — Minha voz estava carregada de irritação. — Sim, senhor — ela respondeu, ainda de cabeça baixa. — Bom dia, senhor — Jhony, meu assistente, apareceu atrás dela com seu terno cinza escuro, cabelos escuros penteados molhados e expressão séria. Jhony era assistente particular da minha prima, Vicky, e ela exigiu que ele continuasse na empresa com o mesmo cargo e salário, trabalhando diretamente comigo desde que assumi como CEO. Achei vantajoso, pois Jhony estava por dentro de todos os assuntos, trabalhando com Vitória há quatro anos. Demitimos apenas a secretária de Samuel que Vicky havia mantido e eu não queria nada que me lembrasse daquele bastardo por perto. Na verdade, eu gostaria de demitir todas as mulheres da empresa, mas seriam muitos processos. Então, alterei a norma de contratação: a Binance contratava apenas homens até segunda ordem. — Péssimo dia, Jhony. Está atrasado! — minha voz era uma lâmina. — Perdão, senhor, mas meu h... — ele tentou explicar, mas o interrompi. — Não tem, mas. A Noemi vai te passar as novas regras, e se não quiser, passe nos recursos humanos e deixe seu cartão de acesso. Agora, saiam da minha frente! — eu disse, exasperado. — Sim, senhor — os dois responderam, dando meia volta e saindo da minha sala. Massageei minhas têmporas. Eram sete e quarenta da manhã e meu dia já estava uma merda. O que esperar do restante? O dia inteiro foi uma tortura. No escritório, a pilha de papéis não diminuía e, apesar de ter chegado cedo, parecia que o tempo se arrastava. A lembrança de Abby e Samuel não me deixava em paz. Cada nova tarefa trazia de volta a lembrança dos dois traindo minha confiança. A raiva fervia dentro de mim, e eu descontava em todos ao meu redor. Quando finalmente deu a hora de ir embora, senti um peso imenso sobre os ombros. Dirigi de volta para a mansão, mas a ideia de passar mais uma noite ali era insuportável. Assim que entrei, comecei a fazer uma mala, pegando algumas roupas e itens pessoais. Decidi que era hora de sair daquela casa maldita, ao menos temporariamente. Liguei para a empregada e pedi que arrumasse o restante das minhas coisas e enviasse para mim. Terminei a mala, joguei-a no porta-malas do Jaguar e parti em direção ao meu antigo duplex. Quando conheci Abby, morava ali. Era um lugar luxuoso, completo e, o mais importante, perto do trabalho. Desde que nos casamos, não tinha voltado lá. Estava tudo limpo e organizado, exatamente como eu gostava, mas a paz que esperava encontrar não veio. Ao entrar no duplex, as lembranças de Abby caminhando pela sala me assaltaram mais uma vez. Caminhei até o bar e peguei uma garrafa de licor, bebendo direto da garrafa, tentando afogar os pensamentos que não me deixavam em paz. A bebida queimava minha garganta, mas a dor era bem-vinda. Era uma distração, um entorpecente para a angústia. Perdi a conta de quantas vezes pensei em matar o Samuel. Peguei minha arma e fui até a frente do apartamento dele, esperando vê-los sair. Mas eles nunca saíam. Era como se soubessem que eu estava ali, esperando por uma oportunidade. Os homens de Mussas, sempre atentos, logo avisavam a ele sobre minhas idas ao prédio. Mussas, com sua frieza calculista, aparecia para me resgatar antes que eu fizesse alguma besteira. A cada vez que isso acontecia, sentia-me humilhado. Não podia suportar a ideia de ser visto como um idiota. Minha raiva e fúria eram a única forma de mostrar que não era um homem fraco, que não era alguém a ser testado impunemente. E, quem quer que ousasse tentar novamente, teria um fim trágico. A solidão do duplex não trazia a paz que eu esperava. Pelo contrário, parecia amplificar minha dor e angústia. Abby e Samuel eram fantasmas que assombravam cada canto, cada lembrança. Mas eu não podia voltar àquela mansão. Não ainda. Precisava de distância, de tempo para tentar me reconstruir. Mais uma vez, tomei um longo gole de licor, tentando encontrar algum alívio, mas a única coisa que conseguia era sentir a dor da traição pulsando mais forte.AMANDA NARRANDO:Chegamos em casa exaustos, eu e Johnny. A correria da semana passada nos impediu de ir ao mercado, e eu me sentia culpada por causar despesas para ele. No entanto, Johnny sempre gentil, dizia que fazia questão de fazer as compras e que eu era sua convidada. Eu realmente precisava de um tempo, e Johnny parecia me conhecer melhor do que qualquer pessoa.Ele saiu para as compras, e eu aproveitei para tomar um banho demorado, tentando relaxar. Vesti uma legging confortável e uma camiseta branca de mangas compridas, com um top por baixo, deixando meus cabelos secarem naturalmente. Desci até a sala e me sentei, abraçando minhas pernas perto do rosto, refletindo sobre tudo que havia descoberto e o que faria com tanta informação. Minha cabeça doía de tanto pensar.Ainda estava pensativa quando recebi uma mensagem de Leandro, querendo me buscar na faculdade. Aquele não era o momento. Não queria ser grosseira, mas também não queria explicar o que estava acontecendo. Então, fui
LEANDRO NARRANDO:Fechei a porta e girei o trinco.— Eu sei que é mentira, Amanda – eu disse, me aproximando dela, que me olhava com os olhos vermelhos.— Por que você veio aqui Leandro? Eu não queria que visse isso! Te falei que conversaríamos amanhã – ela disse, irritada, e então começou a chorar, desaparecendo toda a força que demonstrava, fazendo meu coração doer. Me aproximei e a abracei.— Eu fiquei preocupado, Amanda. Você é minha namorada e disse que não estava bem. Precisava saber o que estava acontecendo – disse, acariciando o rosto dela e limpando as lágrimas que rolavam em sua bochecha.— Aquela era a minha mãe, Leandro. Eu descobri que ela me enganou a vida toda hoje à tarde. A gerente Dalila me chamou dizendo que não podiam me contratar oficialmente porque tenho uma empresa e uma grande dívida fiscal no meu nome. Eu fui ao banco e descobri que o mercado da minha mãe está no meu nome. Ela fez vários empréstimos no meu nome, está devendo uma grana, e sempre escondeu que o
LEANDRO NARRANDO:Escondi-me atrás de uma parede de um dos corredores, ouvindo a conversa.— Você não tem o direito de bloquear o meu dinheiro! – a voz de outra mulher gritou.— Se está no meu nome, então eu tenho todo o direito. Inclusive, até descobri a mixaria de pensão que você sempre jogava na minha cara que meu pai mandava. Cinquenta mil euros não eram nada para você? – Amanda gritou nervosa, e parei para ouvir.— Esse dinheiro ele mandava para mim. Ter que suportar ter acabado com a minha vida por colocar você nesse mundo! Eu te dei um teto muito bom para morar, nunca te joguei para um orfanato. Fui eu quem trabalhou muito para criar você sozinha! Eu! – a mulher gritava, batendo no próprio peito, e isso me enojou.— Eu não pedi para você engravidar e me colocar nesse mundo. Por que você não abortou? Eu preferia ter sido criada na rua, ou em um orfanato, do que por uma mãe que nunca se preocupou se eu estava com roupa rasgada ou não, se eu já não estava grande demais para usar a
LEANDRO NARRANDO:O fim de semana com Amanda foi como se eu tivesse tirado um fardo pesado dos ombros. Com ela, tudo parecia mais leve, mais simples. Amanda me fazia sentir mais jovem, mais vivo. Ao seu lado, eu era eu mesmo, sem máscaras ou pretensões. Nada dela parecia interesseiro. Ela estava feliz apenas em comer em casa e fazer amor no tapete. Ver a alegria nos olhos dela era suficiente para mim.Naquela manhã, decidi buscá-la para trabalhar. Afinal, não ia deixar minha namorada pegando ônibus, e ela nunca ia me pedir carona, pois sempre parecia orgulhosa demais. Cheguei à empresa com disposição renovada, depois de deixá-la na joalheria. Ao chegar no meu escritório, senti uma sensação diferente, uma que só tinha sentido antes ao conhecer uma mulher... Abigail. Mas, graças a Amanda, quase não pensava mais nela. Amanda era muito espontânea e sem filtro com as palavras. Foi essa ousadia que me chamou atenção. A opinião dela, me chamando de carrasco e explorador, e o desprezo em seus
JON NARRANDO:— Sobre o que, senhor? — perguntei, curioso e apreensivo.— Soube que você divide apartamento com Amanda. Não sei se você sabe sobre nós — ele disse, observando minhas reações.— Sim, ela comentou no fim de semana que vocês estão namorando — respondi.— Então ela não falou de mim antes para você? — ele perguntou, levantando uma sobrancelha.— Bem, ela mencionou que conheceu alguém, mas não sabia que era o senhor.— Então vocês conversam sobre tudo? — ele perguntou, claramente ciumento.— Mais ou menos. Tenho trabalhado tanto que quase não temos tempo para conversar — respondi, sentindo-me encurralado.— E vocês são muito próximos? — ele perguntou, a curiosidade evidente.— Um pouco. Conheço a Amanda há muito tempo — respondi.— Já tiveram alguma coisa? — ele perguntou diretamente.— Não, senhor. Somos apenas amigos. Ela é como uma irmã para mim — eu disse, sentindo o ciúme dele no ar.— Acho difícil amizade entre homens e mulheres — ele disse, relaxando na cadeira.— Nun
JON NARRANDO: Trabalhar em uma cafeteria não era o que eu planejava para minha vida, mas, como todos os trabalhos que tive, eu me dedicava ao máximo. Foi nessa cafeteria que conheci a dona Vittoria Menecucci, uma mulher elegante e poderosa. Todas as manhãs, ela aparecia no mesmo horário, sozinha, para tomar seu café enquanto mexia em seu iPad ou notebook. Suas roupas de grife, sapatos caríssimos, joias e bolsas exclusivas me fascinavam.Desde cedo, aprendi que esconder minha sexualidade era uma questão de sobrevivência. Muitos olhares de desaprovação e oportunidades de emprego perdidas me ensinaram a ser discreto. Morava com minha avó, que, embora me criasse, era bastante grosseira desde que descobriu minha orientação sexual. Então, cada dia era uma luta.Após dois meses servindo dona Vittoria todos os dias, ela começou a me cumprimentar e esperar que eu a atendesse, o que causava ciúmes entre minhas colegas. Elas insinuavam que ela estava interessada em mim, mas eu sabia que não era





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