AMANDA NARRANDO:
Eu o segui, descendo as escadas, segurando o corrimão. Para subir tinha sido mais fácil.
Descemos juntos, passando por um corredor privado que ele me mostrou. Chegamos ao térreo sem passar pela multidão, o que foi um alívio para mim. Esperamos alguns minutos o manobrista trazer um Jaguar conversível. Entrei no banco do carona, ajeitando minha saia curta, e ele entrou no banco do motorista, começando a acelerar.
“Amanda, sua louca, como você aceita carona desse homem desconhecido?” minha mente começou a gritar. “Ele está bêbado como você,” minha ansiedade começou a bater.
— Onde você mora? — ele perguntou, ligando o som.
— Moro perto do Teatro Massimo — respondi, relaxando com a música por conta do álcool, sentindo o vento bagunçar meus cabelos.
— Sei onde fica — ele disse, acelerando.
— Vai devagar, você está bêbado — falei, preocupada, olhando para ele que sorriu. Ele tinha um sorriso lindo, com dentes perfeitamente alinhados, brancos, seus lábios eram rosados, ele e