Mundo ficciónIniciar sesiónEsta coletânea contém conteúdo erótico e sexual explícito, destinado exclusivamente a leitores adultos (maiores de 18 anos). Eles não deveriam tocar. Mas tocam. Não deveriam desejar. Mas gozam só de imaginar. E quando finalmente se entregam... não há volta. "Toques Proibidos: Prazer em Série" é uma coletânea de contos eróticos onde cada página arde, de luxúria, de tensão, de gemidos abafados e corpos famintos. Aqui, o desejo não pede permissão: invade salas, quartos, corredores, elevadores. Chefes fodem seus assistentes com as mãos firmes e promessas sujas. Desconhecidos se devoram sem saber os nomes. Amantes secretos se encontram no escuro, entre sussurros e gemidos, querendo mais, sempre mais. Cada conto é um mergulho direto no clímax: nu, intenso, suado. Não há pudor, só vontade. E quando você começar... não vai querer parar até o último orgasmo.
Leer másO cenário era tão perfeito que beirava o clichê, e Alis, em um cantinho reservado de sua mente, achava aquilo deliciosamente irônico. Ela, que projetava espaços para vidas reais, com cantos vivos, imperfeições e a beleza caótica do funcional, não podia negar o apelo de uma imagem tão plenamente cinematográfica. O mar, um tapete de vidro líquido sob o céu dourado do entardecer, batia suave e ritmado contra as pedras da enseada, um som que servia de trilha para o momento. A areia clara, penteada para a ocasião, levava a um altar adornado com flores brancas e tecidos fluidos que dançavam com a brisa salgada. Tudo cheirava a sal, a jasmim e a dinheiro, muito dinheiro.
Ela estava ali como dama de honra de Sabrina, sua amiga desde os tempos de faculdade de arquitetura, quando sobreviviam à base de café forte e sonhos grandiosos. Agora, Sabrina estava se casando com um herdeiro do agronegócio, e o evento era a materialização de uma fantasia de revista. Alis ajeitou o vestido de cetim esmeralda no corpo, sentindo o tecido pesado e luxuoso deslizar sobre suas curvas. A cor havia sido escolha dela, um verde profundo que contrastava com os tons pasteis das outras damas, um pequeno ato de rebeldia silenciosa. Ela se sentia confiante e bela, uma sensação que vinha não apenas do vestido, mas de uma conquista recente: fechar um contrato para um projeto audacioso, seu maior até então. Seu perfume amadeirado, notas de sândalo, âmbar e um toque de pimenta rosa, era sua armadura invisível. Era o cheiro da mulher que ela havia se tornado: bem-sucedida, independente e no controle. Posicionou-se ao lado de Sabrina, que irradiava uma felicidade tão pura. Alis sorriu para a amiga, mas seus sentidos estavam aguçados, absorvendo cada detalhe da cena. Ajudou a organizar o véu, sussurrou um — Você está linda — e sentiu o aperto de mão gratuito de Sabrina em resposta. O celebrante começou a falar, palavras sobre amor eterno e jornadas compartilhadas que ecoavam sobre o mar. Foi então, no ápice daquele clímax romântico, que um movimento ao fundo, à direita do altar, capturou sua atenção e, de repente, paralisou todos os outros estímulos. Ele surgiu caminhando entre as fileiras finais de cadeiras de vime enfileiradas na areia. Tardia, mas sem pressa, como se seu simples aparecimento fosse uma concessão ao evento. Alto, bem mais alto que a média dos homens presentes, com ombros largos que esticavam o tecido impecável de sua camisa branca, mangas cuidadosamente dobradas até os antebraços. A calça era de um linho claro, e ele estava descalço, como todos os convidados, mas nele parecia uma escolha de rebeldia, não de etiqueta. Seu rosto era angular, marcado por uma mandíbula forte onde a barba por fazer escurecia a pele, não por descuido, mas como uma declaração de uma virilidade rude e consciente. Seus cabelos, escuros e levemente ondulados, estavam desarrumados de um modo que parecia intencional, como se ele tivesse passado as mãos por eles momentos antes de entrar. Mas foram os olhos que a prenderam. De um castanho tão escuro que parecia negro à distância, eles percorreram o altar com uma despretensão cansada, até que pousaram nela. E pararam. Não foi um olhar de reconhecimento ou de mera apreciação estética. Foi um impacto. Uma colisão silenciosa que fez o ar fugir completamente dos pulmões de Alis. Era um olhar que não perguntava, mas afirmava; que não cumprimentava, mas reconhecia algo, algo profundo, íntimo, que ela nem sabia estar exposto. Alis sentiu um calor súbito subir-lhe pelo pescoço, tingindo suas faces. Ela forçou os olhos a voltarem para o celebrante, para Sabrina, para o noivo. Mas sua percepção periférica estava agora cruelmente sintonizada naquela presença masculina. Ele se acomodou na última fileira, os braços cruzados, o corpo relaxado, mas os olhos, aqueles olhos que tanto a perturbavam, permaneciam cravados nela como dois faróis em uma noite escura. Era Samuel. Ela não precisou que ninguém lhe dissesse. O irmão mais velho de Sabrina, o arquiteto bem-sucedido e recentemente divorciado, cujo nome era sussurrado com uma mistura de admiração e cautela pela família. O homem que, segundo os murmúrios que ela captara, estava "passando por um momento complicado" e cuja presença no casamento era um pequeno triunfo da noiva. Durante o resto da cerimônia, Alis sentiu aquele olhar como um toque físico. Era uma tensão quente e viva que nascia na nuca e descia, serpenteando pela sua coluna, até queimar na base, um ponto de ignição que a deixava inexplicavelmente inquieta. Ela sentia o peso daquela atenção como se fosse uma mão pousada nas suas costas nuas. Cada pequeno ajuste que ela fazia no vestido, cada movimento de suas mãos, cada suspiro parecia ser registrado e analisado por aqueles olhos intensos. Era desconcertante e invasivo. Era, para sua profunda irritação, eletrizante. A cerimônia chegou ao fim com o beijo dos noivos sob uma salva de palmas e gritos de alegria. Alis cumpriu seu papel, abraçou Sabrina com força, sorriu para os pais da noiva, permitiu que o fotógrafo a posicionasse para as fotos formais. E em todos os momentos, sabia exatamente onde ele estava. Samuel não se aproximou. Permaneceu à margem, um espectador silencioso, fumando um cigarro com um ar de quem observava um experimento social interessante, mas do qual não fazia parte integral. A festa se espalhou por uma grande marquise montada na areia, com piso de vidro sob o qual luzes cintilavam, criando a ilusão de se dançar sobre as estrelas. Uma orquestra tocava jazz suave, e o ar era inundado com o aroma de comida gourmet e o perfume caro dos convidados. Alis conseguira um momento de respiro, afastando-se do grupo principal com uma taça de champanhe na mão. Encostou-se em uma pilastra de madeira, olhando para o mar agora escuro, pontilhado pelo reflexo da lua. Tentou recompor-se, recuperar a sensação de controle que sempre a definira. — O verde é definitivamente a sua cor. A voz surgiu logo atrás dela, grave, raspada, como se tivesse sido acentuada pelo fumo e pelas horas noturnas. Era a voz que combinava perfeitamente com o dono do olhar.O eco das botas de Cedrik na escadaria de pedra era o único aviso antes que a porta de ferro da sala de interrogatório fosse aberta. Diferente da cela úmida onde Freya passara as últimas horas, este espaço era amplo, iluminado por braseiros que projetavam sombras alongadas e trêmulas contra as paredes decoradas com brasões de armas antigas. No centro, uma cadeira de madeira pesada aguardava, flanqueada por correntes que pendiam do teto. Cedrik entrou com a crina de seus instintos eriçada, sentindo a presença de Freya antes mesmo de vê-la sentada ali, sob a guarda de dois soldados que pareciam estátuas de musgo e aço.— Saiam — comandou Cedrik, sem desviar os olhos da mulher esfarrapada à sua frente.Os guardas bateram os calcanhares e retiraram-se em silêncio absoluto. Cedrik aproximou-se da mesa de madeira que os separava, jogando sobre ela um mapa de couro desgastado. Seus movimentos eram imbuídos de uma violência contida, uma impaciência que ele raramente demonstrava diante de infe
O som do metal arrastando contra o chão de pedra ecoou pelas paredes úmidas, um lamento estridente que parecia personificar o desespero de todos os que já haviam passado por ali. Freya sentiu o impacto antes mesmo de entender que havia sido solta. O chão das masmorras era gélido, uma superfície implacável de granito coberta por uma fina camada de lodo e mofo. O cheiro ali embaixo era diferente do burning de Oakhaven; não era fumaça, mas o odor estagnado de terra molhada, urina e o medo râncio de séculos de sofrimento.— Fique aqui e apodreça, humana — rosnou um guarda, cuja face exibia cicatrizes profundas que deformavam seu lábio superior, revelando caninos permanentemente expostos.A grade de ferro pesado bateu com uma força que estremeceu o ar, e o som da chave girando na fechadura selou o destino de Freya. Ela se levantou lentamente, ignorando a dor nos joelhos e a tremura que teimava em dominar seus membros. Suas mãos, ainda sujas com as cinzas de sua casa, agarraram as barras de
O cheiro de fumaça e ferro impregnava o ar gélido da madrugada, uma mistura asfixiante que anunciava a morte antes mesmo de os gritos começarem. Nas bordas da fronteira humana, a vila de Oakhaven não era mais do que um obstáculo frágil diante da fúria da matilha real. As labaredas lambiam as vigas de madeira das choupanas, subindo em colunas de um laranja doentio contra o céu de chumbo. No centro do caos, o som de ossos quebrando e o rosnado gutural de feras que não conheciam a misericórdia ditavam o ritmo do massacre. Para o Príncipe Cedrik, aquilo não era uma batalha; era um expurgo necessário, uma demonstração de força que o trono exigia e que seu sangue de lobo executava com uma precisão cirúrgica e fria.Cedrik caminhava entre os destroços com uma elegância predatória que contrastava com a brutalidade ao seu redor. Seus olhos, de um mel âmbar que brilhava com uma luz sobrenatural sob o luar, escaneavam o vilarejo em busca de qualquer resistência que valesse o esforço de desembain
Milão mantinha sua pulsação frenética de capital do aço e da moda, mas para Lorenzo e Sofia Moretti, a cidade agora operava em uma frequência que eles mesmos haviam composto. Um ano após o "eterno sim" nas águas do Lago di Como, a Torre Moretti deixara de ser um monumento ao isolamento de um homem para se tornar o epicentro de uma nova era industrial e cultural. O trigésimo andar, outrora um bunker de vidro opaco, agora refletia a luz de uma parceria que Milão aprendera a respeitar e, secretamente, a invejar. O equilíbrio de poder era evidente na nova configuração do escritório executivo. Não havia mais uma única mesa de ébano dominando o espaço, mas duas, integradas por uma área de consulta compartilhada onde os projetos da Holding e os restauros da Fundação se fundiam em uma simetria perfeita. Liderando juntos, eles haviam provado que a eficiência não precisava ser estéril. Lorenzo mantinha sua disciplina implacável, mas agora ela era temperada pela visão humanista de Sofia. Sob o
As águas do Lago di Como refletiam um azul tão profundo que pareciam fundir-se ao céu da Lombardia, criando o cenário de uma serenidade quase irreal para o evento que Milão aguardava há meses. Na Villa d'Este, onde a aristocracia e o poder financeiro da Europa se reuniam sob os terraços de pedra e jardins suspensos, o ar estava impregnado com o perfume de milhares de gardênias brancas e o som suave de uma orquestra de câmara que flutuava sobre a brisa. Não havia, naquela tarde, o gume afiado da estratégia corporativa ou a sombra das cláusulas de aço. O que a elite europeia testemunhava era a canonização de uma paixão que sobrevivera ao fogo e à traição para tornar-se a nova lei do império Moretti.Sofia Duarte Moretti observava seu reflexo no espelho de moldura dourada da suíte nupcial. O vestido, uma obra-prima de alta costura em renda de Calais e seda pura, abraçava seu corpo como uma segunda pele, com uma cauda que se estendia pelo chão como uma promessa de eternidade. Diferente do
O trauma do atentado e a gélida retribuição que se seguiu haviam deixado uma marca indelével na alma de Sofia e Lorenzo, mas, ironicamente, serviram como o fogo que purificou os últimos resíduos do contrato que um dia os unira. Agora, em uma tarde de luz suave na cobertura, onde o som do trânsito de Milão chegava apenas como um murmúrio distante, o casal encontrava-se em um estado de comunhão que transcendia o desejo carnal. Sofia, já recuperada e com o movimento do braço quase totalmente restabelecido, estava sentada na varanda, observando os projetos da Fundação que haviam sobrevivido à tragédia.Lorenzo aproximou-se, trazendo consigo o silêncio confortável de quem já não precisa de máscaras para se sentir seguro. Ele sentou-se ao lado dela, não como o CEO implacável, mas como o homem que aprendera que o verdadeiro poder reside na capacidade de construir algo que sobreviva a si mesmo.— Estive pensando no vilarejo perto da Villa dei Cipressi — disse Lorenzo, sua voz sendo um baríton





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