Mundo de ficçãoIniciar sessãoO som que saiu da garganta de Samuel era um rugido abafado, um rompante de pura necessidade animal que ecoou no quarto silencioso, abafado apenas pelo som constante do mar. A última réstia de seu controle, já tão frágil e tensionado, desintegrou-se naquele instante. A visão de Alis, nua e gloriosa sob a luz do luar, tocando a si mesma com uma ousadia que lhe roubava o ar, foi o resto de controle que ele mantinha, Samuel mandou para o inferno cruzando a linha entre o descontrole e a razão.
Ele cruzou a distância que os separava em dois passos largos e predatórios. Seu movimento não era mais contidos; era a investida de um homem que perdeu as rédeas de si mesmo. Suas mãos, grandes e fortes, não foram suaves. Agarraram o rosto de Alis com urgência, os dedos se enterrando nos cabelos macios, na linha da mandíbula, puxando-a para ele como se fosse um antídoto para um veneno que o consumia por dentro. — Maldita seja — ele rosnou, o hálito quente e carregado de uísque e desejo batendo em seu rosto um instante antes de sua boca selar a dela. Não foi um beijo. Foi uma devoração. Sua boca era uma reivindicação, uma punição por tê-lo levado ao limite, uma adoração por ter-se entregado. A língua dele invadiu sua boca sem cerimônia, uma chama de fogo que dominou todo o espaço, todo o ar, todo o senso de realidade que ainda lhe restava. Alis gemeu, um som abafado e rendido que se perdeu na boca dele. Suas mãos, que estavam momentos antes tocando a própria intimidade, subiram e cravaram-se nos ombros dele, sentindo os músculos duros e tensos sob a fina camada de algodão da camisa. Ela se agarrou a ele como uma náufraga, suas unhas pressionando o tecido, tentando encontrar um ponto de apoio em um mundo que havia virado de cabeça para baixo. O beijo era fome pura. Era desespero e uma confissão silenciosa de que aquela conexão, forjada em olhares e palavras de duplo sentido, era muito mais profunda e perturbadora do que qualquer um deles poderia admitir. Seus dentes arrastaram-se pelo lábio inferior de Alis, não com violência, mas com uma posse que beirava a dor. Uma dor deliciosa, viciante, que ela nunca soube que poderia desejar. Ele parou o beijo tão subitamente quanto começou, suas mãos deixando seu rosto para percorrer seu corpo nu. As palmas ásperas, marcadas por calos de trabalho físico e hobbies viris, deslizaram pelos seus ombros, pelos braços, pela cintura, como um cego faminto vendo pela primeira vez. Cada toque era uma exploração, uma catalogação tátil de cada centímetro que seria seu. — Porra, Alis— ele sussurrou, sua voz um rosnado rouco contra a pele do pescoço dela. Sua boca seguiu o caminho de suas mãos, beijando, mordiscando, sugando a pele macia na curva onde o pescoço encontra o ombro. Ela sentiu que uma marca ficaria ali, um selo roxo azulado que gritaria sua posse para o mundo. A ideia a excitou ainda mais. — Você é… Deus, você é perfeita. Suas mãos encontraram os seios, cheios e firmes, os mamilos já eretos e doloridos de tanto desejo. Ele os moldou com as mãos, apertando com uma força que fez ela arfar, antes de baixar a cabeça e levar um deles à boca. A língua dele era quente, úmida, envolvente. Ele chupou o mamilo com uma voracidade que a fez gritar, seus dedos se enterrando nos cabelos escuros e desalinhados dele. — Samuel… — ela gemeu, seu nome um mantra, uma prece, um grito de rendição. Ele não respondeu com palavras. Sua resposta foi descer. Suas mãos percorreram sua barriga, seus quadris, até agarrarem suas coxas, abrindo-as com uma autoridade que não admitia negativa. Ele se ajoelhou entre suas pernas, seu rosto no nível de seu sexo, e a visão que se apresentou a ele fez com que ele soltasse outro palavrão baixo e reverente. — Olha isso — ele murmurou, sua voz trêmula. Ele passou os polegares pelos lábios externos, abrindo-a ainda mais, expondo o núcleo úmido e rosado que pulsava de excitação. — Toda molhada por mim. Toda… minha. Alis olhou para baixo, seu queixo quase tocando o peito, e viu sua cabeça entre suas pernas, seus olhos escuros, quase negros, fixos nela com uma concentração feroz. A vergonha não tinha lugar ali. Só havia o desejo, cru e magnificente. — É sua — ela confirmou, sua voz um fio. — Só sua. Foi a confirmação que ele precisava. Ele baixou a cabeça e sua boca a encontrou. O primeiro contato foi um choque de puro êxtase. Sua língua era uma chama viva, um instrumento de prazer preciso e implacável. Ele não a beijou; ele a adorou. Com a boca, com a língua, com os lábios. Ele lambeu todo o seu comprimento, do fundo até o clitóris, com uma lentidão agonizante, saboreando-a como se fosse o néctar mais doce. Alis gritou, seus quadris se erguendo do colchão, suas mãos se agarrando aos lençois. — Isso… não para — ela suplicou, seus gemidos se tornando mais altos, menos contidos. Ele obedeceu. Sua boca se fechou em torno de seu clitóris, sugando-o com uma pressão ritmada e firme, enquanto sua língua vibrava sobre o ponto mais sensível. Ao mesmo tempo, sua mão deslizou para baixo, e dois dedos, largos e firmes, entraram nela de uma só vez, preenchendo-a com uma perfeição que a fez ver estrelas. — Porra, você é apertada — ele rosnou contra sua pele, seus dedos se movendo dentro dela em um vai-e-vem profundo, os nósculos de suas mãos roçando em sua pele a cada entrada. — Tão quente por dentro. Me diz, Alis. Me diz que você quer.






