A ligação foi encerrada, deixando-a ainda mais agitada. A antecipação era um ser vivo, palpitante dentro dela. Cada semáforo vermelho era uma pequena eternidade, cada curva que o carro fazia, um passo mais perto do abismo.
Finalmente, o carro entrou em uma rua arborizada e silenciosa, um condomínio de alto padrão com prédios imponentes. O coração de Alis batia tão forte que ela temia que o motorista pudesse ouvir. Ele parou sob a marquise do edifício principal.
- Chegamos, senhora.
Ela agradeceu, saiu do carro e ficou parada por um momento, olhando para a entrada imponente. Respirou fundo, o ar noturno um pouco mais frio contra suas pernas nuas sob o vestido. A sensação era incrivelmente libertadora e proibitiva.
Caminhou até a portaria, deu seu nome. O porteiro, um homem de meia-idade com uniforme impecável, confirmou algo pelo interfone e a liberou com um aceno educado.
- O senhor Samuel Monteiro está no décimo andar, apartamento 1001. O elevador social é à direita.
O saguão era vas