A volta à rotina foi um choque, um mergulho em águas gélidas após o paraíso tépido do fim de semana. Para Alis, o apartamento em São Paulo, outrora um santuário de sua independência, parecia agora desoladoramente silencioso e vazio. Os sons da cidade, o tráfego incessante, a sirene ocasional, o zumbido de fundo de milhões de vidas, eram um ruído branco e sem graça comparado ao som do mar e, mais ainda, aos sussurros roucos e aos gemidos que ecoavam em sua memória.
Seu escritório de arquitetura,