Sexta-feira chegou com a lentidão deliberada de um algoz que saboreia cada momento que precede a execução. Para Alis, no entanto, não era uma sentença de morte que a aguardava, mas uma de vida tão intensa e visceral que a assustava e atraía na mesma medida. O dia foi uma agonia de espera. As horas no escritório arrastaram-se como melaço, cada minuto um pequeno suplício. Seus dedos, que normalmente dançavam sobre o teclado e a mesa digitalizadora de maneira precisa, estavam inquietos. Sua mente,